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Estado subsidia certificação do Tecpar para municípios com políticas antirracistas

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O Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) desenvolveu um protocolo inovador para certificar municípios paranaenses comprometidos com o enfrentamento do racismo estrutural e a promoção da diversidade. Trata-se da certificação do programa Municípios Antirracistas – Selo Diversidade e Paraná Plural, iniciativa que visa apoiar as prefeituras na criação e execução de políticas públicas relacionadas à temática.

Lançado em novembro de 2025, o programa é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e o Ministério Público do Paraná (MPPR), sob coordenação da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi). Além de criar o processo de certificação utilizado no programa, o Tecpar atuará como organismo certificador independente, garantindo credibilidade e reconhecimento às ações implementadas pelos municípios.

“Essa certificação é uma iniciativa inédita dentro da atuação do Tecpar, que vai contribuir para promover políticas públicas voltadas à igualdade racial no Paraná, além de reforçar o compromisso do instituto com sua missão de atender as demandas emergentes da sociedade com inovação e rigor técnico”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

Para estimular a adesão, a Semipi vai conceder um subsídio para os primeiros 70 municípios que aderirem ao programa e implementarem a certificação, para cobrir o custo da auditoria feita pelo Tecpar.

DIRETRIZES – As cidades interessadas em receber o selo do programa devem implementar as oito iniciativas para a promoção da igualdade de oportunidades e o enfrentamento ao racismo pré-estabelecidas pelo Ministério Público do Paraná. As ações estão disponibilizadas em uma cartilha digital, que servirá como um guia prático para gestores públicos e demais agentes envolvidos, detalhando cada etapa do processo de adesão e execução do projeto.

Algumas das diretrizes são: implementação de conselhos municipais de promoção da igualdade racial, inclusão do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nos planos municipais de educação, adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial e aprovação de Plano Municipal de Promoção de Igualdade Racial, por exemplo. 

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O promotor Rafael Osvaldo Machado Moura, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Proteção aos Direitos Humanos do MPPR, salienta que o manual surgiu a partir da compreensão de que muitos gestores municipais têm dificuldades de conhecer todas as legislações, diretrizes e obrigações que existem sobre o tema. O projeto reúne em um só documento, de maneira inédita, todas essas medidas essenciais oferecendo um roteiro do que precisa ser feito.

“A implantação das diretrizes transforma teorias e boas intenções em prática. Cada município que segue o roteiro do programa passa a atuar diretamente nos fatores que alimentam o racismo estrutural”, afirma o promotor. “Isso reduz desigualdades, amplia oportunidades e produz efeitos reais na vida das pessoas. A obtenção do selo não é apenas um reconhecimento: é um sinal de que aquela prefeitura está executando um conjunto claro e mensurável de ações públicas antirracistas”, acrescenta. 

NA PRÁTICA – Após estabelecer as diretrizes com as ações previstas no Projeto Municípios Antirracistas, a prefeitura deve entrar em contato com o Tecpar para contratar o serviço de auditoria de certificação, e enviar a documentação que evidencie a implantação das oito iniciativas contidas na cartilha do Ministério Público. Todo o processo será feito de forma remota e digital, por meio de uma plataforma simples e interativa, que permite agilidade e acompanhamento das etapas. 

As cidades que aderirem e colocarem as medidas em prática receberão os selos de reconhecimento, pode ser concedido em três níveis: bronze, prata e ouro – conforme o número de habitantes e as iniciativas adotadas pelos municípios. 

O Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundeppir) é o primeiro do país a oferecer recurso para os municípios investirem nas boas práticas, que podem ser alinhadas com as diretrizes do programa Municípios Antirracistas. 

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A Semipi também vai apoiar e orientar os municípios sobre a implementação das boas práticas e diretrizes que devem ser cumpridas, além de trabalhar na articulação entre os parceiros do programa, como o Tecpar, MPPR e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Consepir).

A diretora de Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais na Semipi, Ivânia Ramos, explica que o foco é estimular e reconhecer os municípios que queiram trabalhar as boas práticas de uma forma mais estruturada, com o modelo conceituado e diretrizes transparentes, e também estimular os municípios que já têm boas práticas, para que sejam reconhecidos.

“É tão importante destacar que o selo não é só um reconhecimento, mas é uma política pública aplicada. São boas práticas que realmente terão um retorno quase que imediato dentro do município. E isso faz com que a gente incentive e acredite muito no selo como uma transformação no ecossistema focado, de um Paraná para todos”, salienta Ivânia.  

INÉDITO – Segundo o promotor do MPPR, o programa é uma iniciativa inovadora do Paraná. “Existem experiências locais importantes, mas o que fazemos aqui é inédito no âmbito estadual: reunimos todas as principais medidas antirracistas em um único roteiro, estruturamos critérios objetivos e verificáveis, oferecemos suporte técnico e agora, nesta segunda fase, contamos com a certificação do Tecpar. Isso coloca o Paraná na vanguarda nacional, criando um modelo que facilita o trabalho dos gestores e promove avanços concretos na igualdade racial”, afirma ele.

As informações sobre adesão, a cartilha do MP-PR e regulamento do programa, estão disponíveis no site do Tecpar Certificação.

Fonte: Governo PR

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Paraná sedia seminário internacional do BID de combate ao crime organizado

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A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) sedia, com abertura nesta segunda-feira (1º), em Curitiba, o 2º Seminário de Discussão sobre Crime Organizado e Desenvolvimento na América Latina e Caribe. Promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o evento reúne gestores públicos e especialistas para debater estratégias integradas de governança e soluções coordenadas frente aos desafios socioeconômicos e de segurança causados pelas organizações criminosas.

O objetivo do encontro é apresentar estudos e levantamentos das atividades de grupos organizados nos países da região e discutir ações de enfrentamento. O foco está no compartilhamento de exemplos práticos para a criação de políticas públicas e na compreensão da dinâmica de atuação do crime organizado local e regionalmente. 

Durante a solenidade, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância da cooperação mútua e do intercâmbio de dados de inteligência para promover a asfixia financeira e operacional das facções que atuam de forma transnacional. De acordo com o secretário, o Estado mantém uma forte parceria com a instituição internacional. “Por meio de um convênio com o BID no programa Paraná Seguro, alcançamos resultados expressivos na redução dos índices de criminalidade”, explicou.

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A Secretaria do Planejamento (Sepl) também participou da reunião. Ela coordenou a atuação estadual com o BID no Programa Paraná Seguro. O seminário segue com apresentações e discussões nesta terça-feira (2). O secretário Sanson apontou que o Paraná teve forte retração no índice de homicídios em 2025 na comparação com o ano de 2018, o que demonstra o êxito das políticas públicas adotadas. “Somos ainda recordistas em apreensões de drogas entre os estados brasileiros. Temos bases integradas avançadas em municípios de fronteira e divisas, o que garante o enfrentamento ao crime transnacional e interestadual”, afirmou.

O secretário citou que as ações contra o crime organizado são estruturadas em três eixos principais: acompanhamento, monitoramento e captura. “Os batalhões e delegacias de polícia acompanham com inteligência a ação dos criminosos para prender as lideranças e desarticular os grupos. Atacamos a descapitalização da cadeia logística do crime e impedimos a lavagem de dinheiro para o sufocamento de suas atividades”, detalhou.

O especialista setorial em segurança cidadã e justiça do BID, Rodrigo Pantoja, reforçou o compromisso da instituição financeira internacional em apoiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, dados e inovação tecnológica para mitigar o impacto da criminalidade no desenvolvimento regional. Segundo ele, a proposta foi realizar o workshop em um local com relevância operacional.

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“A representação do BID no Brasil tem uma parceria muito boa com o Paraná. Estamos fechando o programa Paraná Seguro, que foi um sucesso, alcançando múltiplos resultados de redução de homicídios e de roubos, entre outros”, afirmou Pantoja. “O escopo do Paraná Seguro incluiu 27 municípios e tem convergência com o que se discute na América Latina e Caribe.”

O especialista também ressaltou que o fato de o Paraná liderar nacionalmente as apreensões de entorpecentes, mesmo sem figurar entre os estados brasileiros com maior consumo de drogas, demonstra um compromisso permanente no enfrentamento às organizações criminosas e aos crimes transnacionais, incluindo o tráfico de armas e o contrabando.

Fonte: Governo PR

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