Brasil
Encontro Nacional de Popularização da Ciência inicia debates sobre percepção pública e fortalecimento de políticas para o setor
O Encontro Nacional de Popularização da Ciência começou na terça-feira (2) e reuniu professores de universidades e institutos federais, estudantes, pesquisadores, especialistas e representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e de suas vinculadas, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O evento segue até quinta-feira (4), com programação dedicada à divulgação científica, formação de redes e avaliação de políticas públicas.
A mesa de abertura contou com a presença do secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), Inácio Arruda; da diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes; do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Marcius Gomes; e do coordenador de programas da área de Educação, Popularização e Divulgação Científica do CNPq, Guilhermo Vilas Boas.
Inácio Arruda contextualizou o cenário atual para as políticas de ciência, tecnologia e inovação e ressaltou que programas de popularização são fundamentais para sustentar investimentos estratégicos. “Popularizar ciência é dialogar com as comunidades, é transformar cidades com eventos científicos e aproximar o conhecimento das famílias brasileiras. Sem isso, não consolidamos os avanços que o País precisa”, afirmou.
Resultados
Durante o primeiro painel do dia, foram apresentadas as novidades da Pesquisa de Percepção Pública da Ciência e Tecnologia, conduzida pela técnica do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) Adriana Badaró. Ela reforçou a importância da série histórica iniciada em 1987. “Essa pesquisa serve para poder basear a formulação de políticas públicas, avaliar programas, avaliar as nossas ações de popularização e, principalmente, entender o comportamento da população em relação à ciência e tecnologia”, explicou.
Ela destacou que a retomada das ações do departamento de popularização nos últimos anos já mostra reflexos nos novos dados e lembrou que o estudo, feito a cada quatro anos, busca inovar metodologicamente e ampliar o uso das informações por universidades, pesquisadores e gestores. “Além de tentar compreender atitudes e comportamentos, procuramos inovar. E precisamos que esses dados sejam usados. Mais do que só apresentar resultados, queremos que sirvam para orientar políticas e ações”, finalizou.
Na sequência, Guilhermo Vilas Boas apresentou uma avaliação do Pop Ciência e reforçou a importância da consolidação de uma política nacional voltada à divulgação científica. “Vimos surgir uma verdadeira convergência entre diferentes atores da divulgação científica em todo o País. Projetos que aconteciam de maneira isolada, em diversas regiões e instituições, passaram a dialogar e se articular até que fosse possível consolidar, por decreto, mecanismos que estruturam uma política pública nacional para a popularização da ciência. Esse resultado é fruto de um trabalho árduo do MCTI, do CNPq e das equipes envolvidas”, justificou.
Encerrando o painel, a diretora Juana Nunes ressaltou o papel estruturante da popularização da ciência no desenvolvimento social e na formação cidadã. “Um trabalho que a gente faz no MCTI, às vezes, é visto como tarefa apenas da educação básica ou do Ministério da Educação [MEC], mas não é. Popularização da ciência não é algo eventual. É o que constrói repertório e influencia as escolhas de cada cidadão”, afirmou.
Programação
A programação do encontro segue nesta quarta-feira (3) com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. À tarde, o evento receberá o painel Articulação Institucional e Perspectivas do Programa Mais Ciência na Escola, com representantes do CNPq, MEC e MCTI, seguido do painel A Construção do Ecossistema do Pop Ciência nos Estados, que reunirá secretarias estaduais de ciência, tecnologia e inovação e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para discutir estratégias regionais de implementação.
Já na quinta-feira (4), o encontro será dedicado aos grupos de trabalho regionais, Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que vão consolidar propostas e encaminhamentos para fortalecer ações de popularização da ciência em todo o País.
Brasil
No ABC, Luiz Marinho chama empresas locais e institutos de formação a firmar parceria de qualificação profissional com o MTE
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, salientou a importância das parcerias entre o Governo Federal e os entes estaduais e municipais para que as políticas públicas cheguem aos cidadãos. “Existe a obrigação do fazer dos entes públicos, mas as políticas só são executadas quando há vontade política e a integração para que as políticas públicas aconteçam advém do diálogo”, afirmou o ministro ao participar nesta sexta-feira (16), em Ribeirão Pires (SP), do lançamento da Escola do Trabalhador 4.0, numa parceria com a prefeitura e de um diálogo com prefeitos e entidades formativas em Santo André.
Durante o encontro com prefeitos e entidades formativas, na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, o ministro salientou às prefeituras e representantes de institutos federais de ensino presentes a aderirem à política de qualificação profissional do Ministério do Trabalho e Emprego, que oferece cursos de formação, via Escola do Trabalhador 4.0, nas áreas de tecnologia, produtividade e competências digitais, como parte do Programa Caminho Digital.
A Escola do Trabalhador 4.0 é uma plataforma on line, numa parceria do MTE com a Microsoft, que oferece os trabalhadores brasileiros oportunidade de qualificação e empregabilidade, com foco nas novas tecnologias.
“São 10 milhões de vagas gratuitas para cursos de formação profissional pela parceria com a Microsoft, desde letramento digital a áreas tecnológicas avançadas, que estão disponíveis para todas as prefeituras do país. Basta que elas procurem o MTE para iniciarmos parcerias que vão formar trabalhadores para as necessidades locais, oferendo às empresas de cada município a mão de obra qualificada que necessitam”.
No ABC, a parceria começou em Rio Grande da Serra e hoje a plataforma foi entregue à prefeitura de Ribeirão Pires, que vai iniciar a qualificação tanto de servidores da administração municipal como dos trabalhadores locais, com foco em grupos vulneráveis. “Vamos expandir a parceria para os sete municípios da região, oferecendo aos trabalhadores a possibilidade de acesso à economia 4.0, possibilitando maior oportunidade de acesso às vagas disponíveis em seus municípios”, explicou.
Em Ribeirão da Serra, a empresa Unipar, uma das parceiras do programa, disponibilizou 30 computadores destinado ao polo presencial da iniciativa, que já iniciou uma turma de formação para 60 mulheres em situação de vulnerabilidade social. Após a formação, elas terão seus currículos avaliados pela Unipar e outras empresas locais, com a finalidade de inserção no mercado de trabalho.
Para conhecer a plataforma basta acessar o link: https://ead.escoladotrabalhador40.com.br/.
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