Paraná
Em Quatro Barras, MPPR ajuíza ação civil pública contra empresa investigada por fraude em obra de pavimentação financiada com recursos do Finisa
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou nesta quinta-feira, 7 de maio, ação civil pública com fundamento na Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) contra uma empresa contratada pelo Município para a execução de obra de pavimentação asfáltica. O serviço, executado na Rua Leontino Alves Dionísio, custou R$ 183.471,36 e integra um pacote de obras no valor total de R$ 10 milhões, custeado pelo Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), a partir de empréstimo firmado pelo Município junto à Caixa Econômica Federal nos anos de 2018 e 2019.
Áudio do promotor de Justiça André Luiz de Araújo
Conforme a ação, fundamentada em três relatórios técnicos sucessivos do Centro de Apoio Técnico à Execução do Ministério Público (CAEx), as obras foram executadas em desacordo com os padrões contratados, a empresa responsável não possuía estrutura operacional efetiva para a execução dos serviços e houve pulverização de recursos públicos para a conta pessoal do sócio-administrador da contratada.
A ação adota tese técnica voltada à responsabilização objetiva da pessoa jurídica pelos atos lesivos previstos na Lei Anticorrupção. O servidor responsável pela fiscalização técnica do contrato figura como corréu, respondendo civilmente pelo ressarcimento do dano em razão de negligência fiscalizatória documentada.
Relatórios técnicos – A apuração teve origem no acompanhamento, pelo Ministério Público, dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito nº 02/2021 da Câmara Municipal de Quatro Barras, que investigou possíveis irregularidades na aplicação de recursos obtidos junto ao Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa).
Segundo o MPPR, o Relatório de Engenharia nº 142/2025, elaborado pelo CAEx após vistoria in loco realizada em novembro de 2025, constatou que as calçadas da via foram executadas com aproximadamente metade da espessura contratada e paga — cerca de cinco centímetros em média, com pontos críticos de três e quatro centímetros, embora o projeto previsse dez centímetros no item correspondente da planilha orçamentária.
Além disso, os relatórios de auditoria nº 758/2024 e nº 1.063/2025 — este último elaborado a partir de quebra de sigilo bancário deferida judicialmente — identificaram que a empresa contratada não dispunha de estrutura operacional efetiva, possuindo sede declarada em endereço de uso comercial e residencial, sem ativos imobilizados próprios e sem empregados regularmente registrados. Os documentos também apontaram que quase 65% dos recursos públicos recebidos foram pulverizados, em curto intervalo de tempo após o ingresso dos valores, para a conta pessoal do sócio-administrador.
Pedidos do MPPR – Na ação, que está em fase processual inicial e ainda não possui juízo definitivo formado, a Promotoria de Justiça requer a indisponibilidade liminar de bens da empresa e do sócio-administrador no valor de R$ 175 mil. Também pede o ressarcimento de R$ 12.477,75 a título de dano material atualizado, indenização de R$ 50 mil por dano moral coletivo e a aplicação das sanções administrativas e judiciais previstas na Lei Anticorrupção, incluindo a possibilidade de dissolução compulsória da pessoa jurídica.
Autos 0001051-66.2026.8.16.0211.
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(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Fazendinha da Expoingá aproxima público urbano da produção agrícola
A tradicional Fazendinha da Expoingá está de volta em 2026 com força renovada e protagonismo ampliado da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O espaço, que integra ciência, educação e entretenimento, promete encantar visitantes de todas as idades ao apresentar, de forma prática e interativa, o universo da produção rural no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro.
Um dos responsáveis pela organização do espaço, o professor Ednaldo Michellon, do Departamento de Agronomia, destaca que a Fazendinha é resultado de um esforço coletivo. A iniciativa reúne parcerias com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), além da Sociedade Rural de Maringá, responsável pela feira.
Segundo Michelon, o local oferece uma verdadeira imersão no campo. “O visitante vai encontrar diversos experimentos com plantas, hortaliças e um bosque preservado, além da presença de animais. A sericicultura, com o bicho-da-seda, deve retornar e costuma encantar especialmente as crianças”, explica.
Entre as novidades deste ano está a demonstração de sistemas de aquaponia, que integra a criação de peixes ao cultivo de plantas, utilizando a água como elemento de conexão sustentável entre as atividades. A iniciativa conta com apoio de projetos acadêmicos e evidencia o papel da universidade na difusão de tecnologias voltadas à agricultura sustentável.
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A estrutura da Fazendinha também inclui espaços como a Casa do Colono — uma recriação histórica da colonização de Maringá —, áreas com flores, hortas e demonstrações práticas que incentivam o cultivo de alimentos em pequenos espaços, inclusive em residências urbanas.
Apesar de ocupar uma área estimada em cerca de um hectare, o espaço demanda grande esforço logístico. De acordo com o professor, a montagem exigiu intenso trabalho das equipes técnicas, que enfrentaram condições desafiadoras do solo para preparar os canteiros e desenvolver os experimentos. “Quem visita não imagina nem 1% do trabalho envolvido”, afirma.
A expectativa é que cerca de 200 mil pessoas passem pela Fazendinha durante o evento, dentro de um público total que pode chegar a 500 mil visitantes. Um dos destaques é o atendimento a escolas, com atividades educativas voltadas ao público infantil, reforçando o papel da extensão rural como ferramenta de desenvolvimento social.
Além da exposição, o espaço contará com cursos e oficinas ao longo da programação, incluindo capacitações sobre práticas agroecológicas para controle de pragas e doenças. A área de gastronomia e a chamada “Feira de Sabores” também ganham destaque, integrando produtores, instituições e iniciativas voltadas à agricultura familiar.
Para Michellon, a Fazendinha simboliza a essência da extensão universitária. “A proposta é mostrar ao público urbano como o rural pode contribuir para a qualidade de vida, especialmente por meio da alimentação saudável e sustentável”, ressalta.
Fonte: Governo PR
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