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Curitiba

Câmara aprova urgência para projeto de socorro ao transporte coletivo de Curitiba

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A Câmara Municipal de Curitiba aprovou, nesta segunda-feira (27), requerimento de pedido do urgência para a tramitação do projeto de lei de iniciativa da prefeitura que institui o Regime Emergencial de Operação e Custeio do Transporte Coletivo durante a pandemia causada da pelo coronavírus na cidade. Com a aprovação, o projeto deve ser votado na próxima segunda-feira (04 de maio). O requerimento, do vereador Rogério Campos (PSD), assinado, também, por outros parlamentares, foi aprovado em votação simbólica, com o voto contrário de 10 dos 38 vereadores.

O projeto, visto como um socorro às empresas que operam o transporte coletivo na capital, foi apresentado após a queda de receita das empresas por causa da diminuição em até 70% no volume diário de passageiros na cidade, por consequência das medidas de isolamento social adotadas como forma de prevenção à pandemia. Balanço do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) aponta que o sistema apresenta déficit de R$ 61 milhões entre os dias 16 de março e 19 de abril, uma vez que a redução no número de passageiros não pode ser compensada com a redução da frota nos mesmos percentuais, para atender a demanda da prefeitura de evitar aglomerações em terminais e lotação de ônibus. No último mês, motoristas e cobradores foram surpreendidos ao receberem apenas metade de seus salários.

Na mensagem enviada à Câmara, o prefeito Rafael Greca (DEM) justifica o projeto com a alegação de que o transporte coletivo é um serviço público e essencial, que deve ser garantido pelo município, que deve tomar medidas para a sua manutenção, em casos excepcionais. Assim, de acordo com o projeto, caso aprovada a nova lei, a prefeitura garantirá o pagamento dos salários e direitos trabalhistas dos funcionários das empresas, combustível, manutenção, peças e assessórios, além da taxa de gerenciamento, para garantir o funcionamento do sistema de transporte, pelo período de três meses. A receita obtida com a tarifa paga pelo passageiro será abatida do custo da operação, com a prefeitura arcando com o restante dos valores. No período em que durar a abrangência da lei, as concessionárias do serviço de transporte não terão lucro sobre a operação e nem receberão a taxa de depreciação dos veículos.]

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Pelos cálculos da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), com a queda no volume de passageiros e a necessidade da manutenção de uma frota suficiente para que as regras de distanciamento social sejam respeitadas, seria necessário um aporte entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões por mês, durante três meses. O projeto é retroativo a 16 de março, data do decreto de situação de emergência na capital paranaense.

Entre os vereadores que votaram contrários ao regime de urgência, o principal questionamento foi quanto à ausência de informações sobre os valores previstos para o custeio do sistema, a origem e a forma como será realizado o pagamento às empresas e as regras sobre como serão feitas a higienização dos ônibus e a garantia do distanciamento entre os passageiros. “Todos queremos garantir a segurança do usuário do transporte coletivo. Mas não podemos conceber que a prefeitura encaminhe um projeto com esse grau de importância sem os dados necessários para que possamos avaliar qual o grau de urgência e qual o montante que de fato será destinado ao sistema de transporte coletivo”, disse Professora Josete (PT).

“Não podemos aprovar regime de urgência sem esses detalhes. Nesse momento, não sei se sou favorável ou contrária ao projeto, por não ter essas informações. E, com esse regime de urgência, teremos 72 horas para votar o projeto, e em 72 horas, essas dúvidas não serão esclarecidas”, acrescentou, a vereadora, que propôs adiamento da discussão por cinco sessões, mas a proposição foi rejeitada.

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Professor Euller (PSD) questionou a urgência do projeto. “Urgente é investir recursos para realizar teste em massa para o coronavírus. Urgente é ajudar os pequenos e médios comerciantes, que estão em sérias dificuldades. Urgente é direcionar todos os recursos possíveis para manter as pessoas em casa e os profissionais de saúde com equipamentos de proteção. Existem coisas muito urgentes e entre elas não está a destinação de recursos para salvar as empresas de ônibus de Curitiba”, declarou.

O líder do prefeito, Pier Petruzzielo (PTB) argumentou que o contrato da concessão do transporte público prevê que, em caso de redução no volume de passageiros, a prefeitura é obrigada a arcar com a diferença entre o arrecadado pelas empresas e o custo efetivo do sistema. “Então, estamos votando projeto não para repassar dinheiro às empresas, mas para diminuir o aporte. Não há, no escopo do projeto, nada escrito que estamos salvando as empresas do transporte coletivo. Estamos salvando o transporte coletivo de Curitiba de não parar no dia 5 de maio. Com 70% da frota e 30% de passageiros, não conseguiremos manter o transporte coletivo funcionando”, disse, afirmando que o projeto faria com que o custo do transporte público em Curitiba fosse reduzido de R$ 79 milhões para R$ 38,5 milhões mensais.

 

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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