Paraná
Em encontro da APCBRH, Piana defende busca por investimentos nos subprodutos do leite
O governador em exercício Darci Piana destacou nesta sexta-feira (12) o potencial da produção leiteira paranaense para expandir mercado por meio da venda de subprodutos. Ele participou de um evento em comemoração aos 70 anos da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), realizado na Expoingá.
O Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil, com 4,5 bilhões de litros anualmente e tem algumas das regiões mais expressivas na produção brasileira, como é o caso do Oeste, Sudoeste e Campos Gerais. Os principais municípios em rendimento são, respectivamente, Castro, Carambeí, Arapoti, Francisco Beltrão e Palmeira. O volume gera um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 9,1 bilhões, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Para Piana, é essencial que, de toda essa produção, parte continue sendo aproveitada no desenvolvimento de subprodutos provenientes da cadeia, em busca de novos mercados. “Precisamos aproveitar esse volume expressivo e gerar mais valor agregado, como na produção de queijo e outros subprodutos. Temos uma grande fábrica de manteiga, duas indústrias de queijo, além de uma terceira que será instalada ainda este ano, um negócio que está atraindo cada vez mais interessados”, declarou Piana.
“Cerca de 90% do soro que advém do leite é jogado fora no Paraná. Eu fui pessoalmente à República Tcheca visitar empresas que retiram nove subprodutos do soro do queijo. Queremos fazer com que essas empresas venham investir no Paraná”, acrescentou.
Segundo ele, isso faria com que o setor potencializasse os ganhos financeiros. “Os subprodutos acabam gerando mais emprego e renda. E é função do Estado aproximar aqueles que produzem daqueles que têm tecnologia, fazendo com que todos ganhem”, disse.
APOIO DO ESTADO – Para potencializar a produção leiteira paranaense, o Estado também oferece apoio ao setor por meio de entidades como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), programas estaduais, incentivos fiscais para a industrialização do leite, entre outros.
De acordo com o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o incentivo serve para expandir cada vez mais a produtividade dos derivados do leite. “Nós estamos qualificando o leite paranaense mirando o mercado internacional. O Governo tem procurado atrair cada vez mais investimentos nesse setor visando exportar derivados de leite. É assim com o soro de leite que gera nove subprodutos de alto valor”, disse.
“O IDR-PR tem um trabalho diário dando suporte a milhares de agricultores para melhorar o desempenho desse setor que é tão importante”, complementou.
O Governo do Estado também contribui indiretamente para a produção leiteira com uma série de programas, como o Trator Solidário, que possibilita o financiamento com preços mais acessíveis de tratores, pulverizadores e colhedoras para pequenos produtores, e o Leite das Crianças, com objetivo de auxiliar na redução da deficiência nutricional infantil, com a distribuição de leite pasteurizado enriquecido com vitaminas A e D, zinco e ferro.
“O leite é o quarto produto que mais gera valor no meio rural paranaense. São quase 100 mil famílias dedicadas a produzir leite com cada vez mais qualidade, investindo em genética, sistema de alimentação e sanidade, que é o tripé que sustenta uma boa produção leiteira. Estamos crescendo cada vez mais e nos qualificando”, reforçou Ortigara.
REBANHOS LEITEIROS – Anfitriã do evento, a APCBRH é uma entidade sem fins lucrativos que, desde sua fundação em 27 de março de 1953, que tem como objetivo promover o melhoramento genético e a qualidade dos rebanhos leiteiros, valorizando os criadores, monitorando e disponibilizando informações e indicadores da qualidade do leite em benefício dos produtores, indústrias e consumidores.
O presidente da associação, João Guilherme Brenner, ressaltou a parceria com entidades governamentais, cooperativas e iniciativa privada, na busca por resultados cada vez melhores no setor. “O Estado sempre nos apoiou e nós sempre conseguimos trabalhar e dar frutos para o Paraná, gerando empregos, criando indústrias. A associação, as cooperativas do Paraná, a indústria e o governo são fundamentais no desenvolvimento da cadeia do leite no Paraná”, disse.
A entidade coordena o Programa de Análise de Rebanhos Leiteiros (Parleite), iniciativa que auxilia produtores na avaliação dos animais com indicadores de produção, qualidade do leite, reprodução e nutrição.
PRÊMIOS – Durante o jantar, foi realizada uma cerimônia de premiação para os criadores que se destacaram em 2022 com animais e rebanhos em produção, qualidade, genética e saúde. Na ocasião, o criador de raça holandesa destaque em 2022 foi Edilson Yasuhiro Komagome, de Floresta, na região Noroeste. Já o produtor João Luiz Borgio, de Nova Cantu, na região Centro-Oeste, recebeu um prêmio por ter a maior produção vitalícia de leite, com 119.030,49 quilos, além de 3.989,16 quilos de gordura e 3.647,77 quilos de proteína.
PRESENÇAS – Participaram da cerimônia o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski; os diretores-presidentes da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), Otamir Cesar Martins, e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Natalino de Souza; o diretor da APCBRH, Armando Rabbers; o reitor da Universidade Estadual de Maringá, Leandro Vanalli; a vice-reitora, Gisele Mendes de Carvalho; o procurador Jurídico da universidade, Geovanio Rossato; além dos presidentes do Sindicato Rural de Maringá, José Antônio Borghi, e da Sociedade Rural de Maringá, Maria Iraclézia de Araújo.
Fonte: Governo PR
Paraná
Lago criado no Tecpar há dez anos contribui para escoamento da bacia do Rio Barigui
Construído em 2016 para a contenção da água da chuva na região da bacia do Rio Barigui, o lago do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) completa dez anos e permanece firme no seu propósito de evitar alagamentos na comunidade do bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Neste período de chuvas, o lago de retenção é um importante aliado nas políticas públicas de minimização de impactos ambientais. Vizinho das margens de um dos rios mais importantes da capital paranaense, o Barigui, e inserido dentro do campus CIC do Tecpar, o lago desempenha um papel importante na drenagem e no controle do volume de águas pluviais.
Além de ser um belo atrativo do bairro, o lago cumpre sua função social com a comunidade do CIC, segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, que destaca que a implantação do reservatório vai além de uma solução de infraestrutura e representa um compromisso do instituto com o desenvolvimento sustentável e com a qualidade de vida da comunidade do entorno.
“Obras como essa também são uma forma de devolutiva ambiental para a população, gerando benefícios diretos para quem vive e circula na região. É uma iniciativa que une responsabilidade ambiental, planejamento urbano e cuidado com as pessoas”, afirma.
SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA – A revitalização do lago do Tecpar é um exemplo de Solução Baseada na Natureza (SBN), que são aquelas que protegem, restauram e manejam ecossistemas para enfrentar desafios sociais, como as fortes chuvas causadas pelas mudanças climáticas. Elas impulsionam a conservação da biodiversidade ao gerar benefícios ecológicos, econômicos e bem-estar humano de forma simultânea.
Dentro deste conceito se inserem as Cidades-Esponja, idealizadas pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, que são modelos de urbanismo sustentável focados em usar a própria natureza para recuperar, absorver, reter e integrar a água da chuva no espaço urbano de maneira controlada.
Antes mesmo dessa alternativa sustentável se popularizar, há dez anos o lago do Tecpar vem cumprindo essa função. Atua como um reservatório de detenção: absorve as variações de volume e libera a água de forma gradual, equilibrada e segura, reduzindo sobrecargas e regulando o escoamento.
Para a bióloga Leila Teresinha Maranho, doutora em Engenharia Florestal, que atua na Divisão de Planejamento e Controle Estratégico do Tecpar, a criação do lago contribuiu para a conservação da biodiversidade e para o equilíbrio do sistema do Rio Barigui. “A criação do lago trouxe reflexos positivos nas margens do rio, como a redução dos picos de vazão causados pelo volume das águas das chuvas e pela diminuição de processos erosivos, que prejudicam a mata ciliar. São resultados que só favorecem os processos ecológicos no seu entorno”, explica Leila.
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HISTÓRIA – O lago do câmpus CIC do Tecpar existe desde que o instituto foi instalado na Cidade Industrial de Curitiba, na década de 1980, mas em 2016 passou por um processo de revitalização, com o intuito de mitigar os impactos ambientais que o antigo reservatório causava, como o assoreamento e a recepção de uma ligação externa de esgoto, o que tornava o ambiente impróprio para o ecossistema local.
Após uma grande obra para canalizar o esgoto na rede e preparar o espaço para represar a água, o novo lago foi batizado de “Espaço Futuro”. A ampliação duplicou a capacidade de armazenamento, a qualidade da água melhorou e seu entorno recebeu uma pista de caminhada, paisagismo e 50 mudas de árvores nativas, como Ipê-amarelo, Ipê-roxo, Araçá, Guabiroba e Jabuticaba.
Dez anos depois, o lago também passou a abrigar uma grande variedade de plantas e animais, com destaque para peixes, anfíbios, insetos, répteis e aves, como garças, socós, marrecas e biguás.
BACIA DO BARIGUI – O Rio Barigui é um dos principais cursos d’água da Região Metropolitana de Curitiba, com cerca de 67 quilômetros de extensão. Tem sua nascente na serra da Betera, em Almirante Tamandaré e corta 18 bairros da Capital, no sentido norte-sul, até encontrar o Rio Iguaçu, no bairro Caximba. O nome de origem indígena significa “rio do fruto espinhoso”, em alusão às pinhas das araucárias.
Fonte: Governo PR
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