Agro
El Niño intensifica riscos climáticos e Coopercitrus reforça estratégia técnica para proteção do produtor rural
Cenário climático exige maior planejamento no agro brasileiro
A intensificação do fenômeno climático El Niño acende um alerta no agronegócio brasileiro em 2026, com impactos diretos sobre a produção agrícola em diferentes regiões do País.
Entre os principais efeitos observados estão a ocorrência de secas nas regiões Norte e Nordeste, chuvas excessivas no Sul e distribuição irregular de chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, o que eleva o nível de incerteza produtiva nas lavouras.
Diante desse contexto, a adoção de estratégias baseadas em antecipação, tecnologia e gestão de risco torna-se essencial para preservar produtividade e rentabilidade no campo.
Manejo e tecnologia são fundamentais para reduzir perdas
Segundo especialistas, o uso de práticas agronômicas preventivas tem papel decisivo para mitigar os impactos climáticos. Entre as principais recomendações estão o manejo pré-seca com micronutrientes, bioestimulantes, agentes biológicos e indutores de resistência, que ajudam a manter o potencial produtivo das culturas.
Na retomada das chuvas, o foco deve estar na reativação metabólica das plantas e na recuperação do desenvolvimento vegetativo, sem descuidar do controle fitossanitário.
“A implementação de estratégias bem estruturadas permite minimizar perdas, preservar a produtividade e sustentar a rentabilidade mesmo em condições climáticas adversas”, afirma Marcus Vinicius Pires Alves, gerente do Departamento Técnico da Coopercitrus.
Estratégias variam conforme cada cultura agrícola
As recomendações técnicas variam de acordo com o tipo de cultivo, especialmente em cenários de maior instabilidade climática.
- Café e citros: Em culturas perenes, como café e citros, o manejo de floradas em áreas irrigadas é essencial para garantir pegamento e desenvolvimento adequado dos frutos. O monitoramento de pragas e doenças também exige atenção reforçada.
- Cana-de-açúcar: Na cana-de-açúcar, o foco deve ser manter a atividade fisiológica da planta durante o período seco, preservando área foliar e sanidade. Com a chegada das chuvas, recomenda-se acelerar a reativação metabólica e reforçar o controle fitossanitário.
- Cereais: Para grãos, a definição correta da janela de plantio é determinante. O uso de sementes de alto vigor e sanidade, aliado ao manejo nutricional e aplicação de bioestimulantes, favorece o estabelecimento uniforme da lavoura.
“Em anos com El Niño, o sucesso da produção depende diretamente da capacidade de adaptação e do uso de tecnologia aliada ao planejamento”, destaca Paulo Henrique Officiati da Silva, gerente comercial de sementes da Coopercitrus.
Gestão de risco e diversificação ganham importância
Entre as principais estratégias de mitigação recomendadas para cereais estão:
- Planejamento climático com ajuste da janela de plantio
- Escolha de cultivares mais rústicas e de ciclo adequado
- Adoção de plantio direto e cobertura vegetal do solo
- Monitoramento contínuo de pragas e doenças com manejo integrado
- Diversificação de culturas para reduzir riscos produtivos
- Uso de ferramentas de gestão de risco, como seguro rural e proteção de preços
Nesse contexto, soluções financeiras e de proteção ganham protagonismo. A Fincoop oferece alternativas de seguro agrícola voltadas à proteção contra perdas climáticas, auxiliando o produtor na mitigação de riscos.
Coopercitrus reforça ecossistema completo de apoio ao produtor
A Coopercitrus reforça seu compromisso em apoiar o produtor rural com suporte técnico especializado e um portfólio integrado de soluções.
O ecossistema inclui insumos agrícolas, máquinas e implementos, combustíveis, saúde e nutrição animal, além do Shopping Rural e tecnologias digitais por meio do Campo Digital.
Em um cenário de maior volatilidade climática, a cooperativa destaca que antecipação e proteção são fatores estratégicos para garantir estabilidade produtiva e segurança financeira no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil endurece controle sanitário para evitar bloqueio de exportações de carne à UE
O Ministério da Agricultura iniciou a aplicação de novos procedimentos de inspeção na produção de carnes e derivados para adequar o setor às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos. A medida, detalhada em ofício do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), torna obrigatória a comprovação documental de que nenhum insumo proibido foi utilizado ao longo de todo o ciclo de vida dos animais destinados ao bloco europeu.
As normas entram em vigor para a certificação de cargas a partir de 3 de setembro. A partir desta data, a emissão do certificado sanitário internacional será exclusiva para produtos que atestem conformidade total com a legislação europeia, que veda o uso de uma série de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções humanas.
O impacto econômico é significativo. No caso da carne bovina, a necessidade de rastreabilidade completa e segregação dos animais deve suspender a maior parte das vendas ao mercado europeu por, pelo menos, dois anos — tempo necessário para que o gado nascido sob os novos protocolos de controle chegue ao abate. A estimativa de impacto nas exportações chega a cerca de R$ 5,21 bilhões anuais.
Para as cadeias de aves, ovos, mel e aquicultura, a expectativa é de adaptação mais rápida devido ao ciclo de vida mais curto dos animais. Nesses setores, as novas diretrizes obrigam os produtores a qualificar e monitorar rigorosamente os fabricantes de ração, garantindo que insumos proibidos não sejam integrados à dieta dos animais.
A fiscalização brasileira será ampliada. O Ministério da Agricultura orientou que os auditores fiscais verifiquem não apenas os documentos, mas a efetividade dos controles internos dos frigoríficos. Em casos de suspeita fundamentada de uso de substâncias proibidas, as unidades serão obrigadas a bloquear os lotes e fornecer a rastreabilidade detalhada de toda a cadeia produtiva, do nascimento do animal até o abate.
Sobre o Reino Unido, que sinalizou a intenção de seguir diretrizes similares às europeias, o ofício esclarece que, no momento, não há exigências adicionais de certificação. Os controles atuais permanecem vigentes enquanto se aguarda uma manifestação conclusiva das autoridades britânicas.
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Fonte: Pensar Agro
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