Agro
Obras do Entreposto da Castrolanda em Colinas do Tocantins avançam e superam 60% de execução
As obras do Entreposto Agrícola da Castrolanda, em Colinas do Tocantins (TO), avançam em ritmo acelerado e já alcançam 62,6% de execução geral. O empreendimento, que recebe cerca de R$ 100 milhões em investimentos, é considerado estratégico para a expansão da cooperativa na região Norte e marca uma nova etapa de fortalecimento da infraestrutura logística e de armazenagem no Matopiba.
Com a evolução das frentes de trabalho, o projeto entra agora em fase decisiva, com avanço das montagens industriais e preparação para o início gradual das operações.
Terraplenagem concluída e obras civis em estágio avançado
O cronograma da obra apresenta diferentes níveis de execução conforme cada etapa do projeto.
A terraplenagem está praticamente concluída, com 96,17% de execução, indicando a finalização da base estrutural do empreendimento.
Na área civil, os avanços são significativos:
- Fase 1 (área industrial): 65,94% concluída
- Fase 2 (prédios de sementes, insumos e administrativo): 94,37% concluída
- Fase 3 (refeitório, guarita, manutenção, sala de operação e área de espera de caminhões): 10,34% concluída
Os números reforçam o avanço consistente da infraestrutura principal e das estruturas de apoio operacional do entreposto.
Montagem industrial avança com instalação de equipamentos
Nas etapas de montagem, o empreendimento também apresenta progresso contínuo.
A montagem mecânica já atingiu 32,43% de execução, enquanto a montagem elétrica alcançou 19,40%, refletindo o avanço na instalação dos sistemas que irão sustentar a operação da unidade.
Entre os principais equipamentos já em fase de montagem estão:
- silos armazenadores;
- secadores de grãos;
- sistemas de pré-limpeza;
- torres de elevação;
- elevadores de grãos.
Essas estruturas são fundamentais para garantir eficiência na recepção, secagem e armazenagem da produção agrícola regional.
Operações de insumos e sementes entram na reta final de preparação
Um dos destaques do andamento da obra é a quase conclusão das estruturas voltadas às áreas de Insumos e Sementes.
A expectativa é que essas operações tenham início já em julho, com equipes treinadas e estrutura operacional preparada para o início das atividades.
Esse avanço marca uma etapa importante na transição do canteiro de obras para a fase operacional do empreendimento.
Entreposto deve operar com soja na safra 2026/27
A Castrolanda projeta que o entreposto esteja totalmente preparado para receber a safra de soja 2026/2027, com início das operações de grãos previsto para fevereiro de 2027.
A unidade contará com capacidade estática inicial de 44 mil toneladas de grãos, reforçando a estrutura logística da cooperativa na região.
O projeto integra o plano de expansão da Castrolanda no Tocantins e amplia a presença da cooperativa em uma das regiões mais promissoras do agronegócio brasileiro.
Expansão no Matopiba fortalece cooperativismo e agro regional
Com previsão de avanço contínuo no segundo semestre, a obra entra na fase final de implantação, consolidando um dos principais investimentos recentes da cooperativa.
O empreendimento reforça o movimento de expansão do cooperativismo no Matopiba e contribui para o desenvolvimento da cadeia produtiva regional, ampliando a capacidade de armazenagem e o suporte à produção agrícola em uma área estratégica para o agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Agronegócio ainda perde eficiência na aplicação de defensivos mesmo com avanço da agricultura de precisão
Apesar da evolução da agricultura de precisão e da ampla oferta de tecnologias voltadas à aplicação de defensivos agrícolas, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta desafios importantes para alcançar máxima eficiência operacional. Máquinas modernas, sensores, drones e sistemas inteligentes já fazem parte da rotina do campo, mas a forma como essas ferramentas são utilizadas ainda limita os resultados.
A avaliação é de especialistas do setor, que apontam que o principal gargalo não está na ausência de tecnologia, mas na integração entre conhecimento técnico, operação e estratégia dentro das propriedades rurais.
Eficiência das aplicações ainda é limitada por falhas operacionais
O aumento da pressão por produtividade, redução de perdas e cumprimento de exigências ambientais tem ampliado a necessidade de aplicações fitossanitárias mais precisas e sustentáveis. No entanto, falhas operacionais e decisões inadequadas continuam comprometendo parte dos resultados no campo.
De acordo com o engenheiro agrônomo Marcelo da Costa Ferreira, professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação, o setor dispõe de um amplo conjunto de ferramentas, mas ainda enfrenta dificuldades na sua correta utilização.
“Do ponto de vista da disponibilidade de produtos, máquinas e aplicativos, o agro vivencia um bom nível de opções. Mas isso não significa que esses produtos sejam bem utilizados”, afirma o especialista.
Segundo ele, perdas associadas à deriva, escolhas inadequadas de tecnologia e falhas operacionais poderiam ser significativamente reduzidas com maior alinhamento técnico entre os diferentes elos da cadeia produtiva.
“Há conhecimento e ferramental disponível. Porém, a falta de uma orientação macro dificulta uma compreensão mais madura para a redução das perdas”, completa.
Agricultura de precisão transforma tomada de decisão no campo
O avanço das tecnologias digitais tem alterado profundamente a lógica das aplicações agrícolas. Recursos como sensoriamento remoto, imagens de satélite, drones e sistemas inteligentes permitem análises detalhadas das lavouras e possibilitam decisões mais específicas dentro de uma mesma área produtiva.
Na prática, isso significa maior capacidade de identificar variações no campo e ajustar a aplicação de insumos de forma localizada, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência.
“O olho das máquinas é muito mais detalhista e veloz em produzir informações do que o olho humano”, destaca Marcelo Ferreira.
Barreiras culturais ainda limitam adoção de tecnologias
Apesar dos avanços, a adoção plena dessas ferramentas ainda enfrenta resistência dentro das propriedades rurais. Para o especialista, a principal barreira não é apenas tecnológica, mas cultural e organizacional.
O modelo tradicional de manejo agrícola ainda está fortemente consolidado em muitas regiões produtoras, o que dificulta a incorporação de novos processos e sistemas de decisão baseados em dados.
“Essa forma tradicional de trabalho está consolidada há décadas. A primeira barreira, portanto, é cultural, seguida pela necessidade de alteração do sistema de entendimento da operação”, ressalta.
Formação técnica será decisiva para o futuro do agro
Para o professor da Unesp, o futuro da eficiência na aplicação de defensivos está diretamente ligado à formação de profissionais mais capacitados para operar, interpretar e desenvolver tecnologias agrícolas.
A tendência, segundo ele, é de um ambiente cada vez mais digitalizado, no qual a tomada de decisão dependerá de dados e sistemas integrados.
“As inovações tecnológicas virão. As pessoas precisam estar preparadas não apenas para utilizá-las, mas também para criá-las e aprimorá-las”, conclui.
Perspectiva
A tendência é que a agricultura brasileira avance cada vez mais para sistemas produtivos orientados por dados, com maior integração entre máquinas, softwares e conhecimento técnico. Nesse cenário, a eficiência na aplicação de defensivos deve depender menos da disponibilidade de tecnologia e mais da capacidade de gestão e capacitação dos profissionais envolvidos.
A superação das barreiras culturais e o fortalecimento da formação técnica devem ser fatores determinantes para reduzir perdas, ampliar a sustentabilidade das operações e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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