Connect with us


Agro

Dólar sobe e bolsa oscila com influência de dados dos EUA e balanços no Brasil

Publicado em

O dólar comercial abriu o pregão desta quinta-feira (5) em alta frente ao real, acompanhando o movimento internacional diante da divulgação de novos dados econômicos nos Estados Unidos e da temporada de balanços corporativos no Brasil.

Por volta das 9h45, a moeda norte-americana avançava cerca de 0,35%, sendo cotada em torno de R$ 5,26. O desempenho reflete o aumento da procura por ativos considerados mais seguros em meio às incertezas externas.

Na véspera, o dólar encerrou o dia praticamente estável, próximo de R$ 5,25, enquanto o Ibovespa recuou 2,14%, fechando aos 181.708 pontos.

Desempenho do dólar e do Ibovespa
  • Dólar mantém leve valorização semanal
    • Acumulado da semana: +0,04%
    • Acumulado do mês: +0,04%
    • Acumulado do ano: -4,36%

Mesmo com o avanço pontual nesta quinta-feira, o dólar ainda mostra queda acumulada no ano, influenciada pela entrada de capital estrangeiro e pela expectativa de cortes na taxa de juros no Brasil.

  • Ibovespa tenta recuperar parte das perdas
    • Acumulado da semana: +0,19%
    • Acumulado do mês: +0,19%
    • Acumulado do ano: +12,77%
Leia mais:  Mercado do milho segue travado no Brasil enquanto bolsas registram leves baixas

O índice da bolsa brasileira mostra recuperação moderada nesta quinta-feira, refletindo o desempenho positivo de ações ligadas a commodities e bancos, após a forte queda da sessão anterior.

Fatores que influenciam o mercado nesta quinta

Dados econômicos dos Estados Unidos

Investidores monitoram atentamente novos indicadores do mercado de trabalho norte-americano, como pedidos de auxílio-desemprego, que podem indicar o ritmo da economia e influenciar as decisões do Federal Reserve (Fed) sobre política monetária.

Esses dados trazem volatilidade aos mercados globais, sustentando a alta do dólar diante do real.

Temporada de balanços no Brasil

A divulgação de resultados corporativos continua a movimentar o mercado doméstico. Grandes bancos e companhias de energia estão entre os destaques desta semana, com impacto direto no Ibovespa.

Política monetária global

Além dos EUA, decisões recentes do Banco Central Europeu e expectativas sobre cortes de juros na América Latina também afetam o humor dos investidores e os fluxos de capital para países emergentes.

Expectativas para o restante do dia

Analistas apontam que a cotação do dólar e o desempenho da bolsa devem continuar sensíveis aos indicadores econômicos internacionais e ao andamento da temporada de balanços no Brasil.

Leia mais:  Preço do leite segue em queda com oferta elevada e consumo fraco, aponta Cepea

Outros fatores que devem influenciar o mercado nas próximas horas:

  • novos dados de inflação nos EUA;
  • oscilação nos preços do petróleo e das commodities;
  • expectativas sobre a política monetária do Banco Central brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões nos dois primeiros meses da safra 2026/2027

Published

on

Nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, os produtores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os Demais Produtores Rurais contrataram R$ 65,7 bilhões em operações de crédito rural.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

As Cédulas de Produto Rural (CPRs), títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários, responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no bimestre, o equivalente a 49,2% das operações. O volume ficou acima do registrado nas operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, ou 34,9% do total.

Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a 52,2% do custeio contratado. Os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.

Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões em crédito no período. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Em ambos os casos, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.

As operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações, enquanto o RenovAgro somou R$ 413 milhões.

Leia mais:  Preço do leite segue em queda com oferta elevada e consumo fraco, aponta Cepea

SEGMENTAÇÃO POR PORTE DO PRODUTOR

Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões, equivalentes a 33,5% do total concedido no período. O Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.

Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Desse total, 23.478 foram operações de CPRs, que representaram parcela significativa das contratações realizadas nos dois primeiros meses da safra.

Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos, com 22.631 operações, e registrou R$ 11,7 bilhões em crédito. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão em concessões no bimestre.

O levantamento também mostra diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste apresentou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão. O Sul, apesar de registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.

FONTES DE RECURSOS

Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios (parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem destinar ao crédito rural) foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões, equivalentes a 41% do total de fontes controladas.

Leia mais:  Mercado do milho segue travado no Brasil enquanto bolsas registram leves baixas

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões, correspondentes a 28% das fontes controladas.

Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.

RECURSOS EQUALIZÁVEIS

A programação orçamentária de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Esses recursos são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.

Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.

Entre os programas de investimento com recursos equalizáveis, o RenovAgro registrou o maior volume de contratações no período, com R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.

Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES concentraram, juntos, cerca de 77% das concessões do período, com participações de 39,8% e 36,8%, respectivamente.

Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil respondeu por 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262