Connect with us


Paraná

Dia Mundial da Alimentação: 2 mil alunos têm cardápio adaptado nas escolas estaduais

Publicado em

No Paraná, mais de 2 mil estudantes da rede estadual de ensino recebem cardápios adaptados às suas necessidades alimentares. São alunos com condições como diabetes, obesidade e doença celíaca ou que seguem dietas por motivos religiosos e valores pessoais, como vegetarianos e veganos. O cuidado faz parte de uma política pública que garante alimentação adequada e inclusiva para todos e é destacado nesta quinta-feira, 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação.

Todos os dias, mais de 1,5 milhão de refeições chegam às mesas das escolas estaduais do Paraná – resultado de um trabalho coordenado entre nutricionistas, merendeiras e gestores. Só de alimentos perecíveis, o Estado distribui anualmente cerca de 50 mil toneladas e mantém cardápios planejados por nutricionistas do Instituto de Desenvolvimento Educacional (Fundepar).

A busca por uma alimentação equilibrada é constante, por isso o Estado segue inovando com políticas públicas que atendam cada vez mais as necessidades dos estudantes. “Existem alunos que só se alimentam na escola, então desde junho de 2022 o programa Mais Merenda foi ampliado. Hoje, os colégios estaduais de meio período servem três refeições diárias; os integrais cinco refeições”, explica o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

Os cardápios também podem ser modificados de acordo com o perfil de cada escola, respeitando a cultura, as tradições e hábitos alimentares saudáveis de cada uma, como em escolas indígenas e quilombolas.

ADAPTAÇÃO E CUIDADO – O Colégio Estadual Segismundo Falarz, em Curitiba, tem três alunos com restrições alimentares: dois com diabetes e um com doença celíaca. A diretora da escola, Francis Mara Dalla Corte Berti, relata a rotina de cuidado e preparo adaptado dos alimentos para atender as restrições dos estudantes.

Leia mais:  Corpo de Bombeiros Militar do Paraná celebra 113 anos com programação aberta ao público

O Enzo Felipe Freire Trindade, de 11 anos, aluno com diabetes, recebe uma alimentação escolar diferente da servida aos colegas. “Ele tem uma alimentação in natura e com alimentos com baixa quantidade de açúcar. Compramos os alimentos e preparamos de uma forma que se encaixe na dieta dele”, explica Francis.

Já as refeições da Milena Vitória Heuko Sirino de Campos, de 12 anos, diagnosticada com a doença celíaca, exige uma restrição maior de produtos. “Como não pode ter alimentos com glúten e nem feitos nas mesmas panelas devido a contaminação cruzada, a gente compra os alimentos sem glúten e entrega para a família da aluna uma vez por mês. Assim, em casa, a mãe faz a tripla lavagem das frutas e prepara os alimentos que a menina leva à escola” conta a diretora.

Outro caso é o da Fernanda Florindo dos Reis, de 15 anos, que se adapta à nova rotina após descobrir a diabetes. “Ela ainda está tendo muitas dificuldades na alimentação, e estamos juntos aprendendo os alimentos ideais para o corpo dela” explica Francis Mara.

ANÁLISE MINUCIOSA – Além de um número maior de refeições servidas aos alunos, o Estado também faz com que os pratos oferecidos nas escolas estaduais do Paraná passem por um processo minucioso de análise de nutricionistas do Instituto de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), que criam um planejamento de receitas, conforme o Guia Alimentar da População Brasileira.

Leia mais:  Sanepar inicia vistoria das ligações de esgoto na região do Morumbi, em Foz do Iguaçu

Continuamente novos pratos são estudados por esses profissionais, mas não é qualquer receita que entra no menu das escolas. Todas ainda têm que passar pela aprovação de quem mais importa: os alunos. É necessária uma taxa mínima de aprovação de 85% por parte dos estudantes para serem de fato inseridas no cardápio das instituições.

Uma alimentação adequada garante mais do que saciedade aos alunos, mas também os incentiva a ir e permanecer na escola, como explica a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona. “Quando um estudante se alimenta bem, ele aprende melhor, se concentra mais e tem vontade de estar na escola. Cada refeição servida representa cuidado, incentivo e acolhimento. Nosso trabalho é garantir que esse direito chegue a todos os alunos, com qualidade e sabor, reforçando que a educação também começa no prato”, afirma.

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR ESCOLAR – Os alimentos não perecíveis são distribuídos para as escolas em quatro remessas para o período de 50 dias cada. A última remessa do ano, já enviada, foi de 4,4 mil toneladas de alimentos. Já os alimentos perecíveis são distribuídos em entregas descentralizadas e correspondem a cerca de 50 mil toneladas ao ano e incluem proteínas, ovos, hortifrutis e pães.

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná) é responsável pelo recebimento, armazenamento, separação e distribuição de todos os alimentos.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Bombeiros do Paraná embarcam para missão de busca e resgate na Venezuela após terremoto

Published

on

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) enviou nesta quinta-feira (25) dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de 4 toneladas de equipamentos para integrar a missão brasileira de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC) na Venezuela, país atingido por um terremoto severo na quarta-feira (24). A equipe paranaense faz parte do BRA-01, força-tarefa nacional especializada em busca e resgate urbano, formada também por bombeiros de São Paulo e Minas Gerais e que está em processo de certificação junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

Os bombeiros embarcaram em dois grupos, partindo de Curitiba e Guarapuava com destino a São Paulo, onde se unem aos demais integrantes da missão. O voo para a Venezuela está previsto para decolar na sexta-feira (26), em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, a missão reúne 36 bombeiros militares, além de cães de busca e equipamentos especializados para atuação em estruturas colapsadas.

“Fomos acionados a pedido do governo venezuelano. Os bombeiros do Paraná têm um histórico de resgate em situações complexas, nesse tipo de tragédia, e eu, de imediato, autorizei a ida desses bombeiros. São 10 profissionais de alto treinamento nesse tipo de desastre, com dois cães farejadores, mais equipamentos, para ajudar nos resgates, se Deus quiser, de sobreviventes”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Para o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo de Tarso Sanson, a mobilização demonstra o nível de preparo alcançado pelas forças de segurança do Estado para atuar em cenários de alta complexidade.

Leia mais:  Paraná apreende 1,5 tonelada de drogas por dia em 2025 e tira R$ 2 bilhões do tráfico

“O Paraná investe continuamente na capacitação, na modernização dos equipamentos e na integração entre suas forças de segurança. O envio dessa equipe demonstra a confiança na capacidade técnica dos nossos bombeiros militares e reafirma o compromisso do Estado em contribuir com operações que têm como principal objetivo salvar vidas, onde quer que elas aconteçam”, afirma.

“A participação na missão internacional é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos pelo CBMPR para fortalecer sua capacidade de resposta a grandes desastres”, ressalta o comandante-geral do CBMPR, Antonio Geraldo Hiller Lino.

O Paraná integra, ao lado de São Paulo e Minas Gerais, o BRA-01, equipe brasileira especializada em busca e resgate urbano em processo de classificação internacional segundo os padrões do Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), rede vinculada à Organização das Nações Unidas que estabelece protocolos para atuação em desastres de grande magnitude.

Além da preparação voltada à certificação internacional, o CBMPR mantém uma estrutura permanente de pronta resposta por meio da Força-Tarefa de Resposta a Desastres (FTRD) composta por 120 bombeiros militares distribuídos pelos cinco comandos regionais. A equipe é preparada para atuar em enchentes, deslizamentos, estruturas colapsadas e incêndios florestais, podendo ser mobilizada em poucas horas para qualquer região do Estado ou do país.

Leia mais:  Casos confirmados de dengue chegam a 15,3 mil no Paraná

“Temos uma força-tarefa estruturada, com militares distribuídos em todas as regiões do Estado, treinados para atuar em cenários de alta complexidade. Essa preparação envolve técnica, logística e integração com outros órgãos, sempre com foco na segurança das equipes e na eficiência do atendimento à população. Agora colocamos essa estrutura a serviço de uma missão internacional que exige exatamente esse nível de preparo”, afirma o subcomandante-geral do CBMPR e comandante da força-tarefa paranaense, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto.

A preparação dos bombeiros paranaenses também vem sendo fortalecida por uma série de exercícios conjuntos realizados com os Corpos de Bombeiros Militares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul dentro do grupo nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad). Neste ano, as corporações iniciaram um ciclo de três grandes simulados voltados ao atendimento coordenado de ocorrências de alta complexidade, reproduzindo cenários de enchentes, estruturas colapsadas e incêndios florestais.

“O aprimoramento constante da interoperabilidade entre as corporações é fundamental para que possamos atuar de forma integrada quando um grande desastre exige o emprego de equipes de diferentes estados. Cada treinamento amplia nossa capacidade operacional e fortalece a resposta conjunta em situações críticas”, destaca o tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, que embarca para Venezuela como líder da equipe paranaense.

Bombeiros do Paraná embarcam para missão de busca e resgate na Venezuela após terremoto

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A experiência da corporação em operações de grande porte também contribui para essa capacidade de mobilização. Nos últimos anos, a força-tarefa paranaense atuou em ocorrências como a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, nas enchentes do Rio Grande do Sul, em operações de combate a incêndios florestais na Amazônia e no Mato Grosso do Sul, além de diversas outras missões de apoio em diferentes regiões do país.

A mobilização para a Venezuela representa mais um emprego dessa estrutura especializada, construída para responder com rapidez, técnica e integração aos cenários mais desafiadores de busca e salvamento, reforçando a contribuição do Paraná para a capacidade nacional de resposta a desastres.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262