Connect with us


Paraná

Detetive Virtual: projeto transforma leitura em investigação e fortalece aprendizagem

Publicado em

Um projeto pedagógico desenvolvido no Colégio Cívico-Militar Milton Carneiro, em Curitiba, tem despertado a atenção dos estudantes pela leitura e pela língua portuguesa ao transformar textos em verdadeiros enigmas. A iniciativa, chamada Detetive Textual, integra as ações do programa Se Liga!, da Secretaria da Educação do Paraná. O programa é uma ação de intensificação de aprendizagem na qual as escolas estaduais desenvolvem atividades de reforço de conteúdo.

A proposta foi criada pelas professoras Elisangela Cavalari Loyola e Rafaela Rangel, que atuam na recomposição de aprendizagem de Língua Portuguesa. A atividade envolveu estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, com foco no desenvolvimento da leitura atenta, da interpretação e da argumentação. Durante as aulas, os alunos receberam textos de diferentes gêneros e foram desafiados a identificar pistas, contradições e informações implícitas. Cada texto apresentava múltiplas possibilidades de interpretação, sem apenas uma resposta, o que estimulou o debate e a construção coletiva das hipóteses.

Leia mais:  Em Rio Branco do Sul, Ministério Público do Paraná denuncia 21 pessoas por associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

“Os textos não tinham um caso fechado. Eles precisavam discutir em grupo, apresentar versões diferentes e defender seus pontos de vista até chegar a melhor hipótese”, explica a professora Elisangela Cavalari Loyola. “Isso ajudou os estudantes a perceberem detalhes do texto, identificar contradições e compreender melhor os eventos narrados”.

Ao todo, cada grupo analisou cinco textos e apresentou suas conclusões aos colegas. A atividade foi encerrada com uma roda de conversa, em que os estudantes discutiram as interpretações e os caminhos utilizados para chegar às hipóteses.

Para o estudante Jhonatan Maik Tosin Castanho, de 17 anos, da 3ª série do Ensino Médio, a experiência foi positiva. “Ler os textos e encontrar pistas para montar o mistério foi muito legal. Cada grupo achava coisas diferentes e, no final, conseguimos construir uma resposta juntos. Foi divertido e ajudou muito”, conta.

Segundo a professora Rafaela Rangel, o projeto atingiu os objetivos propostos e contribuiu para o avanço individual e coletivo dos estudantes. “Foi possível acompanhar o progresso dos alunos a cada atividade, principalmente na compreensão do texto e na capacidade de fazer inferências, inclusive relacionando com as próprias vivências. Além disso, houve uma troca muito rica entre eles, o que fortaleceu o grupo”, afirma.

Leia mais:  Rodovia em União da Vitória terá bloqueio por risco de escorregamento de rochas

ADAPTÁVEL A TODAS AS ETAPAS – O Detetive Textual pode ser adaptado para diferentes etapas da educação básica e desenvolvido em três a cinco aulas. “A atividade permite ajustar os textos e os objetivos de acordo com o que se quer trabalhar, seja informação explícita, implícita ou análise crítica”, orienta Elisangela. “Aprender se torna mais significativo quando o estudante se envolve e se diverte durante o processo”, completa.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

Published

on

O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

Leia mais:  Novo programa atenderá alunos com dificuldades de aprendizagem

Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262