Paraná
Defesa Civil atende municípios atingidos pelos temporais; ventos chegaram a 121 km/h
A Defesa Civil do Paraná está monitorando o cenário de chuvas que atingiram o Estado desde o final de semana e perduram nesta segunda-feira (22). Sete municípios já registraram ocorrências dentro do sistema do órgão estadual, de acordo com o último boletim, das 9h, com cerca de 1,6 mil pessoas afetadas e outras oito desalojadas. São eles: Coronel Domingos Soares, Dois Vizinhos, Guarapuava, Marmeleiro, Nova Santa Rosa, Ponta Grossa e Renascença.
Segundo a Defesa Civil, Dois Vizinhos, na região Sudoeste, foi a cidade mais impactada pelo vendaval, com 1,2 mil pessoas afetadas, e cerca de 400 casas danificadas. Na sequência, Ponta Grossa, nos Campos Gerais, teve 200 pessoas afetadas pelas chuvas, com 50 residências danificadas. Em Marmeleiro e Coronel Domingos Soares, ambas no Sudoeste, 80 pessoas foram impactadas pelas chuvas, com 20 casas afetadas em cada. Guarapuava, no Centro-Sul, teve oito residências danificadas, com 25 pessoas afetadas.
A Defesa Civil informa que cada Núcleo de Atuação Regional (NAR) segue prestando suporte aos municípios e que o monitoramento e atualizações de novos boletins de ocorrência permanecem ativos.
Levantamento do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) mostra que os maiores acumulados de chuva, até as 5 da manhã desta segunda-feira (22), foram registrados em Ouro Verde do Oeste (75,6 mm), Toledo (70 mm), Ubiratã (68 mm), Guarapuava (49,9 mm), Laranjeiras do Sul (48,6 mm), Mangueirinha (44,6 mm), Santa Helena (43,4 mm), Candói (41,4 mm), Coronel Domingos Soares (41 mm), Quedas do Iguaçu (40,6 mm), Palotina (38 mm), Umuarama (37,8 mm), Altônia (36 mm), Palmas (35,1 mm) e Pinhão (39 mm).
VENTOS – Os estragos provocados pela chuva foram potencializados pelas fortes rajadas de vento que a acompanham. Em Ubiratã, no Centro-Oeste, a força do vento chegou a 121 km/h na madrugada, por volta da uma da manhã. Velocidade parecida foi registrada em Altônia, com 102,2 km/h, também a uma da manhã. Ponta Grossa (83,9 km/h), Guaíra (77 km/h), Umuarama (74,2 km/h), Cascavel (73,8 km/h), Laranjeiras do Sul (72,7 km/h) e Campo Mourão (71,3 km/h) também registraram fortes rajadas de vento durante a madrugada.
Em Curitiba, a rajada mais forte registrada pelos equipamentos do Simepar foi de 58,7 km/h às 5h15. Fazenda Rio Grande teve ventos mais fortes, de 70,9 km/h, enquanto que Cerro Azul teve rajada de vento de 76,7 km/h. Na medição feita pelos equipamentos do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, a rajada foi de 77,7 km/h às 5h21. As três cidades ficam na Região Metropolitana da Capital.
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COPEL – Equipes da Copel (Companhia Paranaense de Energia) estão em campo desde o início dos temporais no Paraná e seguem mobilizadas. Em todo o Paraná, aproximadamente 405 mil domicílios estão com o fornecimento de energia elétrica interrompido em decorrência do evento climático, em mais de 5,8 mil ocorrências para inspeção e atuação dos profissionais da companhia.
De acordo com o Simepar, além das precipitações há registro de descargas atmosféricas pela manhã, especialmente entre o Oeste, Noroeste e o Vale do Ivaí. Nas estações de Altônia e Ubiratã, na região Noroeste, as rajadas de vento superaram os 100 km/h nas últimas horas.
Em Bandeirantes, na região Norte do Paraná, duas torres de alta tensão foram derrubadas pela força dos ventos. As regiões usualmente atendidas pelas linhas destas torres estão atendidas por linhas alternativas, portanto não há imóveis sem luz por conta da queda. Trabalhadores locais e de outras regiões irão intensificar as ações na reconstrução das estruturas, com previsão de conclusão para o final desta semana.
A falta de luz pode ser informada pelo aplicativo da Copel, pelo site www.copel.com ou pelo WhatsApp (41) 3013-8973. Em situações de temporais, deve-se seguir as orientações da Defesa Civil e jamais aproximar-se de locais onde haja postes quebrados ou fios caídos. Situações de risco devem ser relatadas à Copel através do telefone 0800-510-0116.
BOMBEIROS – O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) também acompanha as ocorrências envolvendo as chuvas pelo Estado. Foram registrados destelhamentos em Ponta Grossa no domingo (21), afetando 22 casas e uma escola. Foram entregues lonas às pessoas atingidas, enquanto que a instituição de ensino foi interditada.
Em Marechal Cândido Rondon, no Oeste, quedas de árvores afetaram diretamente cinco pessoas e uma residência, além de vias urbanas e a rodovia PR-491. O CBMPR já encerrou as ocorrências, sem registro de vítimas e com as vias desobstruídas. Também foram entregues lonas para proteção dos imóveis.
SANEPAR – Equipes da Sanepar trabalham na retomada na operação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Iguaçu, uma das mais importantes para o sistema de abastecimento de água em Curitiba e Região Metropolitana. O vendaval que atingiu o Paraná provocou o destelhamento da unidade, atingindo gravemente um dos módulos. A ETA Iguaçu, que é responsável pelo abastecimento de mais de 500 mil pessoas, está operando parcialmente. Para a retirada das telhas danificadas está sendo utilizado um guindaste.
Além dos danos estruturais na ETA Iguaçu, a falta de energia provocada pelo temporal ainda prejudica o abastecimento em São José dos Pinhais, Pinhais, Piraquara e Colombo.
Maiores acumulados de chuva até as 9h30 desta segunda-feira:
102,2 mm em Ouro Verde do Oeste
93,6 mm em Toledo
92,6 mm em Ubiratã
82,6 mm em Cianorte
79,8 mm em Mangueirinha
79 mm em Laranjeiras do Sul
77,6 mm em Guarapuava
71,6 mm em Umuarama
70,6 mm em Santa Helena
69,8 mm em Nova Tebas
69,6 mm em Pinhão
68 mm em Coronel Domingos Soares
67 mm em Candói
64,2 mm em Cascavel
65,2 mm em Quedas do Iguaçu
58,6 mm em Campina da Lagoa
56,4 mm em União da Vitória
55,8 mm em Cândido de Abreu
55 mm em Porto Vitória
52,6 mm em Altônia
51 mm em Foz do Jordão
50,6 mm em São Mateus do Sul
47,2 mm em Palotina
47,1 mm em Palmas
45 mm em Cruz Machado
44,4 mm em Dois Vizinhos
43,6 mm em Cidade Gaúcha
43 mm em Apucarana
41,6 mm na Lapa
40,2 mm em Maringá
39,4 mm em Capanema
38,6 mm em Nova Laranjeiras
36,8 mm em General Carneiro
36,4 mm em Telêmaco Borba
35 mm em Francisco Beltrão
34,6 mm em Ponta Grossa
34 mm em Guaíra
33,4 mm em Mandaguari
33,4 mm em São Jorge d’Oeste
33 mm em Cruzeiro do Iguaçu
32,6 mm em São Miguel do Iguaçu
32,2 mm em Planalto
32 mm em Coronel Vivida
31,8 mm em Porto Amazonas
31 mm em Boa Esperança do Iguaçu
30,2 mm em Ivaí
Maiores rajadas de vento nesta segunda-feira no Paraná:
Ubiratã: 121 km/h
Altônia: 102,2 km/h
Ponta Grossa: 83,9 km/h
São José dos Pinhais (aeroporto): 77,7 km/h
Guaíra: 77 km/h
Cerro Azul: 76,7 km/h
Umuarama: 74,2 km/h
Cascavel: 73,8 km/h
Laranjeiras do Sul: 72,7 km/h
Campo Mourão: 71,3 km/h
Fazenda Rio Grande: 70,9 km/h
Curitiba: 58,7 km/h
Fonte: Governo PR
Paraná
Em novo edital, Sanepar disponibiliza 1,5 mil toneladas de biossólido para a agricultura
A Sanepar abriu nesta terça-feira (16) um novo credenciamento para uso do SaneBio, o biossólido fertilizante para culturas agrícolas produzido a partir do tratamento de esgoto. Produtores rurais e empresas de qualquer porte podem solicitar o credenciamento e garantir, mediante pagamento do Valor Básico de Disponibilidade (VBD), o material produzido nas unidades de Campo Mourão, Cianorte, Nova Londrina e Umuarama.
O primeiro edital de credenciamento aconteceu em março com oferta de 1,2 mil toneladas, sendo que todo volume disponível foi reservado. Nesta segunda chamada, a Sanepar aumentou o volume para 1,5 mil toneladas. Além disso, ampliou as categorias disponíveis. Além do SaneBio Tipo A — indicado para a maioria dos cultivos agrícolas, florestais e de fruticultura, conforme a legislação —, o edital passa a ofertar o Tipo B, de uso exclusivo no cultivo de cana-de-açúcar com finalidade sucroalcooleira.
Ao todo, são sete apresentações, que variam conforme o teor de sólidos e o tratamento, com valor de disponibilidade variando entre R$ 20 e R$ 100 por tonelada. O transporte pode ser próprio (licenciado), de empresas terceirizadas devidamente licenciadas ou contratado da Sanepar.
“Ao ampliar o atendimento ao setor sucroalcooleiro, abrimos caminho para novas e promissoras parcerias entre a Sanepar e os produtores rurais. O SaneBio consolida-se como uma solução altamente eficaz e ambientalmente segura para a destinação de resíduos, além de serem comprovados os índices de aumento de produtividade e competitividade para o agronegócio paranaense”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
Para participar, o interessado preenche o formulário no site da Companhia, anexa a análise de fertilidade do solo da área e indica a cultura e o tamanho da área de aplicação. A Sanepar analisa a documentação e, havendo habilitação, emite a fatura de reserva, com pagamento em até 10 dias corridos. As solicitações são atendidas por ordem cronológica de inscrição e, para que mais pessoas tenham acesso, o edital prevê limites mínimos e máximos de reserva.
A modalidade gratuita para pequenos produtores continua ativa, por meio do programa de destinação agrícola do lodo.
O PROGRAMA – O SaneBio é tratado e higienizado sob rigorosos padrões técnicos e ambientais. Rico em matéria orgânica, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, o biossólido contribui para a fertilidade do solo e pode reduzir custos com fertilizantes e corretivos. Quando higienizado com cal, ele também atua na correção da acidez. Cada lote é acompanhado de um laudo analítico realizado previamente pela Companhia, e a aplicação segue projeto agronômico elaborado pela Sanepar.
A destinação final do material proveniente do tratamento de esgoto é um dos maiores desafios do saneamento básico mundial. Apenas no ano passado, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido geradas nas 269 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Sanepar demandou um investimento superior a R$ 60 milhões.
“Através desse projeto de valoração do lodo de esgoto SaneBio, a Sanepar eleva sua eficiência, reduzindo custos e gerando receitas acessórias, ao mesmo tempo em que garante ao produtor rural o lodo para uso agrícola, a garantia do recebimento de um insumo agrícola de alta qualidade em sua propriedade, com preço competitivo e previsibilidade para o planejamento da próxima safra agrícola”, explica o engenheiro agrônomo Marco Aurelio Knopik, que orienta o projeto na região Noroeste do Paraná.
Fonte: Governo PR
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