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Decreto amplia a área do Parque Estadual Roberto Ribas Lange, em Antonina e Morretes

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O Governo do Estado autorizou por decreto a ampliação do Parque Estadual Roberto Ribas Lange, localizado nos municípios de Antonina e Morretes, no litoral paranaense. O Decreto Estadual nº 12.402/2026 estabelece que um terreno conservado de 708,4 hectares pertencente ao Estado e vizinho á Unidade de Conservação (UC) será incorporado ao local para a aprimorar a preservação ambiental na região. 

Agora, o espaço, que já possuía 2.698,68 hectares de território, passa a ter uma nova área de 3.407,09 hectares, o que corresponde a mais de 4.700 campos de futebol de áreas verdes. A gestão do espaço é feita pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

“Com essa ampliação, temos um incremento importante das áreas protegidas na Serra do Mar. É um contínuo com outras Unidades de Conservação da região, e que possui aspectos físicos muito importantes, de proteção de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção e com grande potencial turístico”, explica a gerente de biodiversidade do IAT, Patrícia Accioly Calderari da Rosa.

Criado em 1994 para proteger um fragmento de Mata Atlântica localizado na Serra do Mar, o Parque Estadual Roberto Ribas Lange proporciona uma série de benefícios para a região litorânea. A conservação da área contribui para a preservação dos solos, suscetíveis à erosão devido à declividade da Serra do Mar e aos altos volumes de chuva. 

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O espaço também protege um importante fragmento de Floresta Ombrófila Densa Submontana, abrigando espécies da flora, como o cedro-rosa, o palmito e a canela-preta, e da fauna, com ocorrência provável de 28 espécies de peixes, 55 espécies de anfíbios, 35 espécies de répteis, 448 espécies de aves e 90 espécies de mamíferos.

Além disso, apesar de não possuir tantos atrativos conhecidos pelos visitantes como outras UCs vizinhas, como o Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul e Antonina, o parque traz melhorias para o turismo na região. A conservação florestal e dos recursos hídricos garantida pela Unidade beneficia principalmente a comunidade do Rio do Nunes, em Antonina, permitindo que turistas se banhem no rio e participem de atividades de ecoturismo, como canoagem na região do Vale do Gigante.

“A ampliação desse Parque é um importante reforço para a proteção e defesa da Serra do Mar paranaense. Além de exercerem um papel fundamental na proteção desses ecossistemas, as Unidades de Conservação atuam como uma salvaguarda contra loteamentos clandestinos e o desmatamento na Mata Atlântica”, diz o chefe do Parque Estadual Roberto Ribas Lange no IAT, Gabriel Camargo Macedo.

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ÁREA VERDE – O Paraná possui atualmente 74 Unidades de Conservação geridas pelo IAT. Esse montante compreende mais de 26,5 mil km² de áreas protegidas por legislação, formadas por distintos ecossistemas naturais distribuídos no estado, como campos naturais, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila Mista e a Floresta Ombrófila Densa, que compreende o PE Roberto Ribas Lange.

Essas áreas de proteção são divididas em UCs estaduais de Uso Sustentável, com 10.470,74 km²; UCs estaduais de Proteção Integral (756,44 km²); Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur), 152,25 km²; e Áreas Especiais e Interesse Turístico (AEIT), com 670,35 km², todas com administração do Governo do Estado.

O cenário se completa com as Reservas Particulares do Patrimônio Natural, as chamadas RPPNs, que somam atualmente 553,83 km²; terras indígenas, com 846,87 km²; e Unidades Federais, de 8.840,39 km², sendo o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, a área mais representativa; e Unidades Municipais (3.959,55 km²), como o Parque Barigui, em Curitiba.

Fonte: Governo PR

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Seca recua em várias regiões do Paraná, aponta monitor nacional

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Com o recuo da seca fraca, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e região Central do Paraná são as áreas que não têm mais nenhum registro de seca relativa no Estado. É o que aponta o Monitor de Secas, divulgado nesta quarta-feira (17). O estudo da Agência Nacional de Águas é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.

Também houve recuo da área com seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e de cidades no Sul, próximas à divisa com Santa Catarina. Por outro lado, foi registrado avanço da seca moderada em cidades do Sudoeste e Oeste que ficam na área de fronteira com o Paraguai e a Argentina.

“A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, o que levou ao avanço da área com registro de seca moderada”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar que participa do Monitor de Secas.

Os impactos são de curto e longo prazo no Centro-Leste e Nordeste do Paraná, ou seja, podem ter reflexos na agricultura, e de curto prazo nas demais áreas, interferindo também nas atividades agrícolas.

O Boletim Agroclimático do Simeagro, divulgado em maio, aponta que o milho, já em proximidade de colheita, estava com uma área cultivada estimada em 2,9 milhões de hectares – a maior área já registrada para a cultura no Paraná. Já o trigo, favorecido pelas condições de umidade do solo, avançou para 67% da área prevista no Estado.

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CHUVAS – Em maio, entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica para mês. Em 18 delas, o volume médio histórico foi atingido nos primeiros dez dias de maio.

Com mais chuva, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica em todo o Paraná. As temperaturas mais baixas de maio de 2026 também foram as mais baixas do ano até o momento, registradas entre os dias 11 e 13, datas em que também houve registro de geada em cidades da metade sul do Estado, e chuva congelada em General Carneiro. 

A temperatura mais baixa foi -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica chegou a -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

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O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quarta-feira (17), não há registro de seca extrema ou seca excepcional em nenhum estado. A seca grave está concentrada em uma pequena área de São Paulo. A seca moderada, além de atingir o Oeste e Sudoeste do Paraná, é registrada no Noroeste de Santa Catarina e em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Leste do Mato Grosso do Sul, Oeste do Rio de Janeiro, Sudeste do Tocantins, em várias áreas do Nordeste e em pequenas áreas ao Oeste da Amazônia.

A seca fraca está espalhada por todas as regiões do país. Os únicos estados que não têm nenhum registro de seca relativa no mapa de maio do Monitor de Secas são Roraima, Amapá e Mato Grosso.

Fonte: Governo PR

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