Paraná
Piana é homenageado na celebração dos 150 anos da imigração italiana no Brasil
O governador em exercício Darci Piana foi homenageado nesta quarta-feira (21) como uma das personalidades que colaboraram com o fortalecimento das relações entre Itália e Paraná. O reconhecimento aconteceu no evento de comemoração dos 150 anos da imigração italiana ao Brasil, realizado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Na comemoração, Piana destacou a contribuição da comunidade italiana para o desenvolvimento do Paraná. “É uma honra muito grande fazer parte desta comunidade que há 150 anos faz a diferença no Brasil. Aqui no Paraná, nós devemos muito aos italianos, que chegaram e desbravaram o Estado com todas as dificuldades que tiveram”, afirmou.
“Em nome do povo do Paraná, quero agradecer todos os imigrantes que vieram para cá e ajudaram a fazer deste lugar o melhor Estado para se viver neste País”, complementou.
Ao todo, 30 personalidades e instituições foram homenageadas pelos serviços prestados à preservação da cultura italiana no Paraná. A solenidade também contou com a presença de representantes de entidades e grupos folclóricos ítalo-brasileiros.
O Paraná conta com a segunda maior colônia italiana do Brasil. São cerca de 3,7 milhões de descendentes de italianos no Estado, que fica atrás apenas de São Paulo, que tem aproximadamente 13 milhões de descendentes.
IMPACTO – Durante a cerimônia, além das homenagens, foram destacadas as colaborações da colônia italiana para o desenvolvimento do Paraná, tanto para a agricultura, em especial no cultivo da uva e do café, quanto para a identidade cultural do Estado.
Para a cônsul-geral da Itália para o Paraná e Santa Catarina, Eugenia Tiziana Berti, a comemoração dos 150 anos da chegada dos primeiros italianos ao Brasil marca o resgate histórica de uma relação sólida entre os dois países, mas também reforça a ligação que se estreita com o passar dos anos.
“É um exemplo de como se valorizar a memória para as novas gerações. Esta comemoração estabelece um vínculo entre as antigas e novas gerações. Agora é o momento de fortalecer essa relação entre Itália e o Estado do Paraná”, disse.
HISTÓRIA – Os registros oficiais apontam que primeiros imigrantes chegaram ao Brasil em fevereiro de 1874. O primeiro grupo, com 388 pessoas, aportou no Porto de Vitória, no Espírito Santo, no navio “La Sofia”, após 45 dias de viagem.
No Paraná, os primeiros registros oficiais datam do ano seguinte, 1875, quando algumas famílias se instalaram nas cidades de Antonina, Paranaguá e Morretes, fundando as colônias Nova Itália e Nova Alexandra. Duas décadas mais tarde, o Estado já contava com mais de 30 mil italianos, em uma das maiores colônias brasileiras.
As cidades de Colombo e Curitiba hoje detêm as maiores comunidades italianas do Estado. No entanto, há registros de grandes e tradicionais colônias italianas em todas as regiões.
PRESENÇAS – A solenidade foi proposta pelos deputados Ademar Traiano, Maria Victoria e Luiz Claudio Romanelli e contou com a presença dos deputados estaduais Tito Barrichello e Flávia Francischini; da secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande; da ex-governadora e presidente da Associação Giuseppe Garibaldi, Cida Borghetti; do ex-governador Orlando Pessutti; do membro do Comitê da Presidência do Conselho Geral dos Italianos no Exterior, Walter Petruzziello; do chefe das Relações Internacionais da Prefeitura de Curitiba, Rodolpho Zanin Feijó; além de outras autoridades e homenageados.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP implementa fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência
O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes, implementou na comarca o Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e agilizar o acesso das vítimas aos serviços necessários para assegurar sua proteção.
A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada ao MPPR pela Secretaria de Assistência Social de Bandeirantes, pelo Conselho de Segurança, pela Diretoria da Mulher do município, pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Os órgãos relataram dificuldades no atendimento e na proteção integral das mulheres em situação de violência.
A partir da demanda, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para estruturar o fluxo e reuniu representantes de diferentes órgãos que integram a rede de proteção. A primeira reunião de sensibilização ocorreu em 10 de agosto e, em 31 de agosto, foi realizada nova reunião, voltada à implementação do fluxo.
Como funciona
De acordo com o Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho, responsável pela iniciativa, o fluxo de atendimento busca integrar os diferentes serviços que atuam na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e amplia a comunicação prevista pela legislação.
Pela lei, os serviços de saúde públicos e privados devem notificar os casos à Vigilância Epidemiológica, que, por sua vez, comunica a autoridade policial. No fluxo estruturado pelo Ministério Público, além dos serviços de saúde, as Polícias Civil e Militar também passaram a comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica, considerando que frequentemente são os primeiros órgãos a ter contato com as vítimas.
A partir dessas comunicações, a Vigilância Epidemiológica aciona imediatamente os demais integrantes da rede de proteção, como assistência social, atendimento psicológico e Ministério Público. Com isso, a identificação do caso não se limita à comunicação à autoridade policial, mas desencadeia uma atuação articulada para oferecer à vítima os serviços necessários, como atendimento social e psicológico, além do acompanhamento pelo Ministério Público.
Os casos comunicados pelas polícias também passam a ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dessa forma, o fluxo contribui não apenas para o atendimento e a proteção das vítimas, mas também para o levantamento de dados mais completos sobre a violência doméstica, auxiliando o planejamento de políticas públicas.
Articulação da rede
Como parte da implantação do fluxo, em 18 de setembro foi realizada uma roda de conversa na Faculdade Unopar, em Bandeirantes, com a participação do Ministério Público e de outros integrantes da rede de proteção. A atividade teve como foco os estudantes de Psicologia da instituição, que poderão participar do atendimento às mulheres encaminhadas pelos serviços municipais.
Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de atuação da Psicologia no atendimento às vítimas e sua contribuição para que elas possam romper o ciclo de violência doméstica e familiar.
O fluxo implementado em Bandeirantes também resulta de uma experiência que vem sendo desenvolvida em outras comarcas. O mesmo modelo já foi implementado em Terra Roxa e Jaguapitã, com a articulação dos serviços locais de proteção.
A experiência de Jaguapitã também foi apresentada pelo Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho em um encontro “Mão na massa”, promovido pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná, com orientações práticas para integrantes interessados em estruturar fluxos semelhantes em suas comarcas.
Fonte: Ministério Público PR
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