Paraná
De 10 a 12 de março, Semana Araucária de CT&I lança bolsas de pesquisa e apresenta novidades
Curitiba recebe, de 10 a 12 de março, a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) – Recursos públicos transformados em conhecimento e desenvolvimento, evento promovido pela Fundação Araucária que reunirá pesquisadores, universidades, empresas e gestores públicos para discutir o papel da ciência no desenvolvimento do Paraná. A abertura da programação, no dia 10 de março, será marcada pelo anúncio de novos programas, editais de bolsas e iniciativas de incentivo à inovação, que juntos somam mais de R$ 31,7 milhões em investimentos.
Entre os principais lançamentos estão as chamadas públicas dos programas PIBIS (Programa Institucional de Apoio à Inclusão Social – Pesquisa e Extensão Universitária), PIBIC & PIBIT (Programa de Bolsas de Iniciação Científica e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação) e PIBEX (Programa Institucional de Bolsas de Extensão Universitária).
“Os programas têm como objetivo ampliar a participação de estudantes de graduação em atividades de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e extensão universitária nas instituições de ensino superior do Paraná, fortalecendo a formação de recursos humanos e aproximando a produção acadêmica das demandas sociais e econômicas do Estado”, destaca a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento, Fátima Padoan
NOVIDADES – A abertura da Semana Araucária também contará com anúncios voltados ao fortalecimento do ecossistema de inovação do Paraná.
Entre eles está a liberação de R$ 2 milhões para o Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), iniciativa que busca transformar resultados de pesquisas acadêmicas com potencial de mercado em produtos, serviços e novos negócios.
Outro destaque será a apresentação da terceira edição do Programa Centelha, política ação voltada ao estímulo à criação de startups e ao desenvolvimento de empreendimentos inovadores. Visa apoiar ideias inovadoras e fortalecer a cultura empreendedora.
Durante o evento também será lançada a interface Ágora, integrada à Plataforma IAraucária, desenvolvida para ampliar a conexão entre universidades, empresas e startups.
A ferramenta funciona como um ambiente digital de inovação aberta, no qual instituições podem lançar desafios tecnológicos ou oferecer soluções e oportunidades de parceria.
PROJETOS ESTRATÉGICOS – A programação da Semana Araucária inclui ainda a apresentação dos Projetos Estratégicos de Governo (PEGs), iniciativas apoiadas pela Fundação Araucária que integram universidades, institutos de pesquisa, setor produtivo e poder público para enfrentar desafios estratégicos do Estado.
Os projetos atuam em áreas como saúde, agricultura, inovação, sustentabilidade, segurança pública, educação e infraestrutura tecnológica, com foco na transformação do conhecimento científico em soluções para o desenvolvimento econômico e social do Paraná.
Promovida pela Fundação Araucária, a Semana Araucária de CT&I 2026 busca dar visibilidade aos resultados das pesquisas apoiadas no Estado e fortalecer o sistema paranaense de ciência, tecnologia e inovação.
A inscrição pode ser feita neste link. Confira a
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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