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Custos de produção de suínos e frango de corte recuam em abril, aponta Embrapa

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Os custos de produção de suínos e frangos de corte registraram queda em abril nos principais estados produtores do país, segundo levantamento mensal divulgado pela Embrapa Suínos e Aves por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS). O movimento foi impulsionado principalmente pela redução nos custos com ração, item que segue como o principal componente das despesas nas cadeias produtivas.

No Paraná, estado referência para a avicultura nacional, o custo de produção do frango de corte caiu 0,51% em abril, fechando o mês em R$ 4,70 por quilo. Com isso, o ICPFrango atingiu 363,50 pontos.

Apesar da retração mensal, o indicador ainda acumula alta de 0,91% no primeiro quadrimestre de 2026. Já na comparação com os últimos 12 meses, o índice apresenta recuo de 3,76%, refletindo o alívio gradual nos custos de produção ao longo do período.

A alimentação das aves segue sendo o principal fator de impacto sobre os custos da atividade. Segundo a Embrapa, a ração representa 63,52% do custo total da produção de frangos de corte no Paraná. Em abril, os gastos com alimentação recuaram 0,64% e acumulam queda de 8,45% nos últimos 12 meses.

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Produção de suínos também registra redução nos custos

Na suinocultura, Santa Catarina — principal referência nacional do setor — também apresentou redução nos custos de produção.

O custo do suíno vivo passou de R$ 6,30 em março para R$ 6,25 em abril, queda de 0,83%. Com isso, o ICPSuíno encerrou o mês em 357,63 pontos.

No acumulado de 2026, o índice registra retração de 3,52%, enquanto, em 12 meses, a queda chega a 2,88%.

Assim como ocorre na avicultura, a alimentação é o principal componente dos custos da suinocultura. A ração representa 72,44% do custo total da atividade em Santa Catarina. Em abril, os custos com alimentação tiveram redução de 0,52%, acumulando queda de 2,48% no ano.

Embrapa amplia suporte técnico aos produtores

De acordo com a Embrapa, Santa Catarina e Paraná são utilizados como estados-base para os cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) devido à forte representatividade nacional nas cadeias de suínos e frangos de corte.

Além dos dois estados, a Central de Inteligência de Aves e Suínos também disponibiliza estimativas de custos para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, oferecendo suporte técnico e econômico aos produtores rurais.

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Como ferramenta de apoio à gestão das granjas, a Embrapa disponibiliza gratuitamente o aplicativo Custo Fácil, voltado para dispositivos Android, além de planilhas técnicas de acompanhamento econômico para sistemas integrados de produção de suínos e aves.

As ferramentas permitem ao produtor monitorar despesas, elaborar relatórios personalizados e acompanhar indicadores econômicos essenciais para tomada de decisão em um cenário de margens cada vez mais pressionadas no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cooxupé amplia investimentos em educação, gestão cooperativista e sustentabilidade na cafeicultura

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A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, Cooxupé, vem ampliando seus investimentos em educação, formação cooperativista e sustentabilidade, consolidando programas voltados ao desenvolvimento técnico e profissional de cooperados, colaboradores e comunidades ligadas à cafeicultura brasileira.

Com iniciativas que envolvem capacitação em gestão, bolsas de estudo, programas acadêmicos e ações de educação ambiental, a cooperativa reforça sua estratégia de fortalecimento do cooperativismo e preparação do setor cafeeiro para os desafios do mercado, da sucessão familiar e da gestão rural.

Nos últimos anos, a Cooxupé intensificou parcerias acadêmicas, programas de qualificação e projetos socioambientais, acompanhando as transformações da cafeicultura e ampliando o acesso ao conhecimento dentro e fora das propriedades rurais.

Programa de formação cooperativista fortalece produtores de café

Entre os principais destaques está o Programa de Desenvolvimento em Gestão e Educação Cooperativista, realizado em parceria com a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) e o Sistema OCEMG/Sescoop-MG.

Em maio deste ano, a cooperativa celebrou a formatura da sétima turma do programa, reunindo 39 cooperados. Desde o início da iniciativa, aproximadamente 250 produtores já concluíram a formação.

O objetivo do projeto é ampliar os conhecimentos em gestão rural, sucessão familiar, administração cooperativista e princípios do cooperativismo, fortalecendo a atuação dos cafeicultores no mercado.

Além das aulas teóricas, os participantes também realizam experiências práticas e visitas técnicas, incluindo atividades em Santos, onde conhecem o Escritório de Exportação da Cooxupé, o Museu do Café e o Porto de Santos, ampliando a compreensão sobre logística, exportação e cadeia global do café.

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Segundo o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, a educação é um dos pilares do fortalecimento do cooperativismo no campo.

“Investir em educação e capacitação é fortalecer o cooperado dentro e fora da propriedade. Quando ampliamos o acesso ao conhecimento, contribuímos para uma cafeicultura mais preparada, sustentável e conectada às transformações do mercado”, destacou.

Cooxupé amplia bolsas de estudo e cursos de capacitação

A cooperativa também vem fortalecendo ações de qualificação profissional voltadas aos colaboradores. Em 2025, foram concedidas 90 bolsas de estudo para cursos de graduação, pós-graduação, MBA e idiomas.

Outro destaque é a Plataforma Universidade Corporativa Cooxupé, que disponibilizou 245 cursos na modalidade Educação a Distância (EAD), totalizando 2.854 matrículas ao longo do ano.

A cooperativa também concluiu mais uma turma do MBA em Gestão de Cooperativas, desenvolvido em parceria com a Fundace, participação da Agrocredi e apoio do Sistema OCEMG/SESCOOP.

Ao todo, 46 alunos apresentaram trabalhos de conclusão de curso voltados a temas estratégicos para o setor, incluindo governança corporativa, gestão financeira, tecnologia, custos operacionais e fidelização de cooperados.

Educação ambiental ganha força nas ações ESG da cooperativa

As iniciativas da Cooxupé também avançam na área ambiental, com fortalecimento dos programas ESG e ampliação das ações de conscientização socioambiental.

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A cooperativa vem estruturando um plano de comunicação voltado à sustentabilidade e desenvolvendo projetos ligados à preservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e educação ecológica.

Entre os destaques está o Núcleo de Educação Ambiental (NEA), criado em 2013 no município de Guaxupé. O projeto promove capacitação e conscientização ambiental junto a escolas, cooperados e comunidades locais.

As ações abordam temas como preservação de matas ciliares, proteção de recursos hídricos, conservação da fauna silvestre e recuperação ambiental em propriedades rurais.

Além das atividades educativas, o NEA atua na produção e distribuição de mudas nativas utilizadas em projetos de reflorestamento e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A cooperativa também mantém programas como o Minas D’Água e iniciativas alinhadas a certificações internacionais, entre elas Rainforest Alliance, 4C e o Gerações – Protocolo de Sustentabilidade Cooxupé.

Educação e sustentabilidade ganham protagonismo no agronegócio

Com foco em qualificação, sucessão rural e sustentabilidade, a Cooxupé reforça o movimento crescente do agronegócio brasileiro em direção à profissionalização da gestão e à adoção de práticas alinhadas às exigências dos mercados nacional e internacional.

A ampliação dos investimentos em educação e capacitação também fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira, especialmente em um cenário cada vez mais marcado por inovação, rastreabilidade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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