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Cooxupé amplia investimentos em educação, gestão cooperativista e sustentabilidade na cafeicultura

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A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, Cooxupé, vem ampliando seus investimentos em educação, formação cooperativista e sustentabilidade, consolidando programas voltados ao desenvolvimento técnico e profissional de cooperados, colaboradores e comunidades ligadas à cafeicultura brasileira.

Com iniciativas que envolvem capacitação em gestão, bolsas de estudo, programas acadêmicos e ações de educação ambiental, a cooperativa reforça sua estratégia de fortalecimento do cooperativismo e preparação do setor cafeeiro para os desafios do mercado, da sucessão familiar e da gestão rural.

Nos últimos anos, a Cooxupé intensificou parcerias acadêmicas, programas de qualificação e projetos socioambientais, acompanhando as transformações da cafeicultura e ampliando o acesso ao conhecimento dentro e fora das propriedades rurais.

Programa de formação cooperativista fortalece produtores de café

Entre os principais destaques está o Programa de Desenvolvimento em Gestão e Educação Cooperativista, realizado em parceria com a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) e o Sistema OCEMG/Sescoop-MG.

Em maio deste ano, a cooperativa celebrou a formatura da sétima turma do programa, reunindo 39 cooperados. Desde o início da iniciativa, aproximadamente 250 produtores já concluíram a formação.

O objetivo do projeto é ampliar os conhecimentos em gestão rural, sucessão familiar, administração cooperativista e princípios do cooperativismo, fortalecendo a atuação dos cafeicultores no mercado.

Além das aulas teóricas, os participantes também realizam experiências práticas e visitas técnicas, incluindo atividades em Santos, onde conhecem o Escritório de Exportação da Cooxupé, o Museu do Café e o Porto de Santos, ampliando a compreensão sobre logística, exportação e cadeia global do café.

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Segundo o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, a educação é um dos pilares do fortalecimento do cooperativismo no campo.

“Investir em educação e capacitação é fortalecer o cooperado dentro e fora da propriedade. Quando ampliamos o acesso ao conhecimento, contribuímos para uma cafeicultura mais preparada, sustentável e conectada às transformações do mercado”, destacou.

Cooxupé amplia bolsas de estudo e cursos de capacitação

A cooperativa também vem fortalecendo ações de qualificação profissional voltadas aos colaboradores. Em 2025, foram concedidas 90 bolsas de estudo para cursos de graduação, pós-graduação, MBA e idiomas.

Outro destaque é a Plataforma Universidade Corporativa Cooxupé, que disponibilizou 245 cursos na modalidade Educação a Distância (EAD), totalizando 2.854 matrículas ao longo do ano.

A cooperativa também concluiu mais uma turma do MBA em Gestão de Cooperativas, desenvolvido em parceria com a Fundace, participação da Agrocredi e apoio do Sistema OCEMG/SESCOOP.

Ao todo, 46 alunos apresentaram trabalhos de conclusão de curso voltados a temas estratégicos para o setor, incluindo governança corporativa, gestão financeira, tecnologia, custos operacionais e fidelização de cooperados.

Educação ambiental ganha força nas ações ESG da cooperativa

As iniciativas da Cooxupé também avançam na área ambiental, com fortalecimento dos programas ESG e ampliação das ações de conscientização socioambiental.

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A cooperativa vem estruturando um plano de comunicação voltado à sustentabilidade e desenvolvendo projetos ligados à preservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e educação ecológica.

Entre os destaques está o Núcleo de Educação Ambiental (NEA), criado em 2013 no município de Guaxupé. O projeto promove capacitação e conscientização ambiental junto a escolas, cooperados e comunidades locais.

As ações abordam temas como preservação de matas ciliares, proteção de recursos hídricos, conservação da fauna silvestre e recuperação ambiental em propriedades rurais.

Além das atividades educativas, o NEA atua na produção e distribuição de mudas nativas utilizadas em projetos de reflorestamento e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A cooperativa também mantém programas como o Minas D’Água e iniciativas alinhadas a certificações internacionais, entre elas Rainforest Alliance, 4C e o Gerações – Protocolo de Sustentabilidade Cooxupé.

Educação e sustentabilidade ganham protagonismo no agronegócio

Com foco em qualificação, sucessão rural e sustentabilidade, a Cooxupé reforça o movimento crescente do agronegócio brasileiro em direção à profissionalização da gestão e à adoção de práticas alinhadas às exigências dos mercados nacional e internacional.

A ampliação dos investimentos em educação e capacitação também fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira, especialmente em um cenário cada vez mais marcado por inovação, rastreabilidade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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