Política Nacional
CRE analisa acordo que trouxe COP 30 para o Brasil
O acordo do Brasil com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima que definiu o país como sede da COP 30 será analisado pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) na quarta-feira (10), às 10h30.
Previamente aprovado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 615/2025 ratifica o acordo, assinado em Bonn (Alemanha) em 20 de junho de 2025. Por esse instrumento, o Brasil foi definido como local da 30ª Conferência das Partes (COP 30), cúpula anual sobre mudança do clima. O evento será realizado em Belém, de 10 a 21 de novembro deste ano.
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) é um tratado internacional destinado a controlar a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera e promover o desenvolvimento econômico sustentável. A convenção entrou em vigor em 1994 e, sob sua orientação, foram celebrados acordos ambientais posteriores, como o Protocolo de Quioto e o Acordo de Paris.
O relator da matéria é o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
Outros acordos
Está na pauta da CRE a ratificação de outros dois acordos internacionais. Um deles assegura cobertura legal a profissionais do Brasil e da Argentina que atuem em serviços de assistência e emergência em localidades fronteiriças (PDL 931/2021). O documento foi assinado em 7 de fevereiro de 2017. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), em seu relatório, recomenda a aprovação do projeto.
Outro acordo, celebrado entre Brasil e Países Baixos, estabelece regras para o intercâmbio de informações classificadas entre os dois países (PDL 390/2024). O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) emitiu relatório favorável à matéria.
Faixa de fronteira
Será votado ainda um requerimento da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para promoção de audiência pública sobre o projeto que estabelece procedimentos para regularização fundiária de imóveis rurais em faixas de fronteira (PL 4.497/2024).
Em seu requerimento (REQ 22/2025 — CRE), a senadora chama a atenção para a abrangência estratégica da matéria. Ela argumenta que o debate “reforça o compromisso do Legislativo com a transparência, o diálogo democrático e a busca por soluções que atendam ao interesse nacional”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Davi reitera papel da Advocacia do Senado na defesa do mandato dos senadores
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou na tarde desta quarta-feira (15) o papel da Advocacia do Senado para “defender a legitimidade do voto popular e a prerrogativa dos senadores da República”.
— Quero deixar, absolutamente, a Advocacia do Senado Federal à disposição de V. Exas., na condição de presidente do Senado e chefe do Poder Legislativo brasileiro, para auxiliar em tudo que V. Exas. acharem necessário, inclusive ingressar conjuntamente com as questões jurídicas que V. Exas. manifestaram no Plenário — declarou durante a sessão deliberativa.
A afirmação foi feita após manifestação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que acusa ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de ameaçá-lo em razão do conteúdo de seu relatório na CPI do Crime Organizado. Alessandro cobrou um posicionamento claro do Senado.
Em votação na terça-feira (14), o relatório de Alessandro foi rejeitado por seis votos a quatro. No texto, o senador pedia o indiciamento de três ministros do STF — Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli — e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade relacionados ao caso do Banco Master.
Alessandro qualificou declarações de ministros do STF, proferidas enquanto a CPI realizava sua última reunião, como ameaças à sua atuação parlamentar “de forma aberta e franca”. Apontou que foi ameaçado, pelo ministro Gilmar Mendes, de representação criminal por suposto abuso de poder, o que seria passível de cassação e inelegibilidade.
— É sempre muito fácil fechar os olhos quando o abuso é feito contra um adversário. Mas o abusador vai atuar contra todos e em todo instante. Qual será a postura da Casa? Será que o Congresso e o Senado têm que se rebaixar tanto a ponto de tolerar esse tipo de ameaça? — registrou o senador.
Os senadores Magno Malta (PL-ES), Marcos do Val (Avante-ES), Cleitinho (Republicanos-MG), Carlos Viana (Podemos-MG) e Jorge Seif (PL-SC) também declararam apoio a Alessandro Vieira.
— Não podemos deixar que o Parlamento continue perdendo suas prerrogativas e seu espaço — afirmou Viana.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) elogiou a postura de Davi em colocar a Advocacia do Senado à disposição dos senadores, mesmo divergindo do relatório final de Alessandro Vieira, mas ponderou que o colega está protegido pelo exercício parlamentar.
— Qualquer um dos atingidos pode se manifestar como quiser. O que não pode é ameaçar senador da República no uso de suas atribuições — argumentou Randolfe.
Inquérito por postagem
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se dirigiu ao presidente do Senado por se dizer surpreso com a autorização de Alexandre de Moraes para a abertura de inquérito contra ele após uma postagem nas redes sociais. A publicação fazia referência a uma suposta delação do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, relacionando o presidente Lula a crimes.
— Há um desequilíbrio entre os poderes e só o Senado pode recobrar esse equilíbrio. Onde está a imunidade parlamentar? Onde está a liberdade de expressão? Não se trata de ofensa a ninguém. Trata-se de opinião de um senador da República — afirmou Flávio Bolsonaro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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