Paraná
Corrida da Vigilância em Saúde reúne centenas de participantes e encerra ações do Paraná Rosa
Um grande público ocupou as ruas de Curitiba na manhã deste domingo (14) para participar da 1ª Corrida da Vigilância em Saúde do Paraná, promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O evento gratuito marcou o encerramento oficial das atividades do Paraná Rosa 2025 e transformou a região da Vila Capanema em um grande espaço de celebração à vida, à saúde, à prevenção e aos hábitos saudáveis.
A corrida reuniu atletas profissionais, corredores amadores, famílias inteiras, grupos de amigos, idosos, crianças e até pets. As modalidades foram de caminhada de 3 km e corridas de 5 km e 10 km, para participantes com diferentes níveis de preparo físico.
A primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa, participou da corrida e, no final, destacou o simbolismo do evento como fechamento de um programa voltado à saúde da mulher.
“Muito feliz de ver todas essas pessoas aqui participando de um evento tão importante, que marca não só o fim do programa Paraná Rosa em 2025, mas que é uma atividade que faz bem para a saúde e uma forma de prevenção a várias doenças, inclusive o câncer de colo de útero. Um evento como esse, ao ar livre, com tanta gente demonstrando envolvimento no cuidado com a saúde, com suas famílias e amigos, é um exemplo do que pensamos para o Paraná”, afirmou.
A presença de histórias pessoais deu o tom da prova. Antes da largada, Cristiane Hellen chamava a atenção ao lado das cachorras Princesa e Peppa. Inscrita com amigos, ela fez questão de levar as companheiras de quatro patas para dividir o momento. “Elas fazem parte da minha rotina de exercícios. Não tinha como deixá-las de fora”, contou.
O clima familiar também marcou a corrida. O pequeno João Lucas, de apenas cinco meses, participou no carrinho empurrado pela mãe, Francielli Furtado, ao lado do pai, João Mantovani. Mesmo tão novo, ele já é considerado “veterano” pela família, já que esta foi a segunda corrida que participou. “É para ele já se acostumar e participar sempre de corridas, que é uma coisa muito boa”, disse a mãe.
Entre os muitos grupos organizados estava o “Amigos de Araucária”, que reuniu mais de 100 participantes e montou uma barraca de apoio para os corredores. O grupo existe há 10 anos e reúne pessoas de todas as idades. Uma delas é a aposentada Luzimar Ferreira, de 61 anos, que corre há três anos, desde que conheceu o grupo. “Minha vida mudou, tenho mais disposição, durmo bem melhor, a cabeça fica boa. Correr é tudo de bom”, relatou.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressaltou que a corrida simboliza o cuidado contínuo com a população paranaense. “A corrida encerra a bela programação que foi feita dentro do Paraná Rosa na busca para prevenir, conscientizar e cuidar da mulher paranaense. Tivemos eventos culturais, de saúde, de atenção e cuidado para que todas possam se sentir incentivadas a fazer seus exames e prevenir doenças”.
CAMPEÕES EM MOTIVAÇÃO – Na disputa esportiva, Wellington Melo de Jesus venceu a prova dos 10 km. Ele elogiou o percurso e se emocionou com a grande participação popular. “O trajeto é muito bom, bem plano, dá para desenvolver velocidade. Mas o mais bonito é ver tanta gente participando. Cada um aqui está no seu propósito, seja melhorar seu tempo ou mudar de vida para um comportamento mais saudável. Corrida é isso: pensar primeiro na saúde e ir se apaixonando, como aconteceu comigo”, disse.
A servidora Janicielli Prestes da Silva foi a vencedora nos 5 km, na categoria para servidores de saúde. Ela reforçou a importância do cuidado com a saúde com a prática de exercícios físicos. “Esse percurso foi muito bom, o tempo ajudou bastante e fiquei muito feliz em concluir em primeiro. Participar dessa corrida vai além dos nossos desafios. É trabalho, casa, família, além do treino. A saúde não é um consultório médico só. A corrida trata o corpo e a mente”.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a corrida traduz a forma de atuação do Governo do Estado. “O ano de 2025 foi de muito trabalho e estamos festejando nas ruas, com as pessoas. É assim que esse governo pensa: perto da população, mostrando que a saúde é de extrema importância. A Corrida da Vigilância em Saúde demonstra que estamos atentos desde a prevenção até o tratamento e o cuidado com a população paranaense”, afirmou.
Todos os inscritos receberam medalhas ao final da prova, e houve premiação com troféus para os três primeiros colocados na classificação geral e por faixa etária.
PARANÁ ROSA – O Paraná Rosa é uma campanha estadual voltada à promoção da saúde da mulher, desenvolvida pelo Governo do Paraná, envolvendo diferentes secretarias. Ao longo do período, o programa promoveu uma série de ações integradas de prevenção, conscientização e cuidado. Entre as iniciativas, a Carreta Saúde da Mulher passou por 13 cidades e atendeu 77 municípios, no total de 19 mil atendimentos, entre exames e consultas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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