Paraná
Pesquisa aponta aprovação e perfis diferentes de turistas do Litoral e do Noroeste no verão
Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado do Turismo (Setu) durante o Verão Maior Paraná 2026 revelou que a temporada reuniu dois perfis turísticos com dinâmicas diferentes no Estado. No Litoral, predominam estadias mais longas e maior recorrência, enquanto as praias de rio doce do Noroeste concentraram visitas mais curtas e uma presença maior de turistas que estão conhecendo o destino pela primeira vez. O levantamento foi feito com 5.190 pessoas, 4.475 no Litoral e 715 no Noroeste, com entrevistas coletadas entre 30 de dezembro de 2025 e 1º de fevereiro de 2026.
No Litoral, 47,1% dos entrevistados informaram permanência de cinco a dez noites. Já nas praias de rio, o padrão se inverte: 53,4% afirmaram ficar de uma a quatro noites, indicando um fluxo mais rápido, com viagens de curta duração. Outro dado que reforça essa diferença é a taxa de visitantes de primeira viagem: 30,2% no Noroeste disseram que estavam no destino pela primeira vez, contra 10,4% no Litoral.
A sondagem também aponta diferenças no tipo de hospedagem. No Litoral, ganham destaque Airbnb e similares (26,7%) e casa própria (26%). No Noroeste, a hospedagem aparece mais ligada a vínculos locais, com presença relevante de casa de amigos e parentes (23,4%) e casa própria (23,1%), além de maior participação de camping (11,1%), indicador associado a um perfil de viagem mais “roteirizado” e de curta permanência.
O transporte confirma um padrão semelhante nas duas regiões, com predominância do carro como principal meio de deslocamento: 81,4% no Litoral e 87,0% no Noroeste, o que reforça a importância de medidas relacionadas à mobilidade, à sinalização e à oferta de serviços de apoio em períodos de alta circulação.
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A pesquisa também captou indicadores de percepção sobre a temporada. Entre os serviços melhor avaliados, a segurança pública aparece como destaque no Litoral, enquanto a hospitalidade se sobressai nas praias de rio, reforçando a ideia de que a experiência turística é composta tanto pela infraestrutura quanto pela forma como o visitante é recebido.
No Noroeste, o levantamento registra uma melhora expressiva na percepção da qualidade dos banheiros públicos nas praias, com avanço de 2025 para 2026 na avaliação “Excelente/Bom”, conforme apontado na apresentação da pesquisa.
Para o secretário estadual do Turismo, Leonaldo Paranhos, a pesquisa ajuda a orientar decisões e a ajustar ações conforme a realidade de cada região. “O turismo começa com bom atendimento e com informação clara. Quando a gente mede a experiência do visitante, consegue melhorar a operação e qualificar ainda mais o Paraná como destino organizado e acolhedor”, afirmou.
Paranhos ressaltou que a leitura dos dados permite aprimorar o planejamento e fortalecer a presença do poder público no território durante o verão. “Os números mostram que a estratégia de orientação, acolhimento e serviços se conecta diretamente com a satisfação do visitante. É esse tipo de informação que transforma a temporada em aprendizado para as próximas edições e para as políticas públicas de turismo”, disse.
O levantamento foi aplicado em pontos do Litoral (Guaratuba, Matinhos, Paranaguá/Ilha do Mel e Pontal do Paraná) e do Noroeste (Marilena, Porto Rico e Porto São José), contemplando municípios que recebem programação e estrutura do Verão Maior Paraná. A análise, segundo a Secretaria do Turismo, subsidia ações de qualificação do destino, melhorias operacionais e estratégias de comunicação, com foco em ampliar a atratividade do Paraná para visitantes de outras regiões do Brasil e também do exterior.
Fonte: Governo PR
Paraná
Projeto de monitoramento inteligente vence Hackathon Sustentabilidade do IAT
Uma solução voltada ao monitoramento de visitantes em trilhas e áreas naturais conquistou o primeiro lugar no Hackathon Sustentabilidade promovido nessa terça-feira (9) pelo Instituto Água e Terra (IAT) durante o Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), em Foz do Iguaçu, na região Oeste. A proposta vencedora foi desenvolvida pelas estudantes Nathalia Rompp e Barbara Ribeiro, do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus Cascavel.
A iniciativa reuniu estudantes, especialistas e profissionais em uma maratona de 11 horas de inovação voltada à criação de soluções para desafios enfrentados pelas Unidades de Conservação do Paraná. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Ao longo do dia, os participantes passaram por etapas de inspiração, apresentação dos desafios, formação de equipes, ideação, desenvolvimento de propostas, mentorias técnicas, prototipação de Produtos Mínimos Viáveis (MVPs) e apresentações finais em formato pitch (rápidas e objetivas) para uma banca técnica especializada.
A avaliação ficou a cargo de Cristiane Santos, da Curitiba Convention & Visitors Bureau (CCVB), Alan Lessa, do IAT, e Rafael Campos, da Inspectrum Consultoria, que analisaram critérios como inovação, criatividade, potencial de gestão, aplicabilidade e viabilidade das propostas.
Batizado de Trilha, o projeto que conquistou o primeiro lugar recebeu uma premiação de R$ 5 mil ao apresentar uma solução voltada ao monitoramento de visitantes por meio da utilização de tecnologia NFC e sistemas de localização por rádio. A solução prevê a criação de pontos de controle ao longo dos percursos, permitindo acompanhar o deslocamento dos visitantes e fornecer informações em tempo real para as equipes responsáveis pela gestão das áreas protegidas.
A equipe Tria conquistou a segunda colocação e recebeu R$ 3 mil em premiação. O terceiro lugar ficou com a equipe Sentinela, premiada com R$ 2 mil.
A proposta surgiu a partir de um desafio apresentado pelos gestores das Unidades de Conservação durante o evento. Atualmente, o acompanhamento dos visitantes ainda depende, em muitos casos, de registros manuais, dificultando o monitoramento dos usuários ao longo das trilhas. “A principal dificuldade apresentada pelos gestores estava relacionada ao acompanhamento das pessoas dentro das trilhas. Nossa proposta foi utilizar tecnologias que já existem para melhorar esse monitoramento e aumentar a segurança dos visitantes”, explicou Nathalia Rompp.
SOLUÇÃO DE DESAFIOS – Para o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Volnei Bisogin, o principal resultado do Hackathon foi demonstrar como a inovação pode contribuir para solucionar desafios concretos da gestão ambiental. “Estou muito satisfeito com os resultados. O Hackathon trouxe soluções inovadoras para questões que fazem parte da nossa rotina, especialmente relacionadas ao controle e à segurança dos visitantes que frequentam as Unidades de Conservação”, afirmou.
Segundo ele, uma das preocupações permanentes do Instituto está relacionada ao acompanhamento dos visitantes que utilizam trilhas e áreas protegidas. “Já enfrentamos situações de pessoas desaparecidas em áreas naturais e sabemos da importância de aperfeiçoar nossos mecanismos de controle e monitoramento. As ferramentas apresentadas demonstram que a tecnologia pode ser uma grande aliada para tornar esse processo mais eficiente e seguro”, destacou.
Bisogin ressaltou ainda que as propostas apresentadas possuem potencial de aplicação prática nas unidades administradas pelo órgão ambiental. “Todas as tecnologias desenvolvidas durante o Hackathon apresentam aplicabilidade. Agora vamos avançar na avaliação técnica e no planejamento necessário para que essas soluções possam contribuir com a gestão das nossas unidades”, disse.
O diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, destacou que o objetivo do Hackathon foi identificar soluções que possam ser efetivamente utilizadas nas Unidades de Conservação estaduais. “A proposta foi buscar soluções replicáveis e aplicáveis, capazes de melhorar a gestão das Unidades de Conservação. As soluções apresentadas representam oportunidades concretas para aprimorar tanto a experiência dos visitantes quanto os processos de controle e gestão dessas áreas protegidas”, afirmou.
De acordo com Andreguetto, o encerramento da competição marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento dos projetos. “Agora inicia-se uma fase de validação. As propostas vencedoras serão apresentadas em outras unidades de conservação para análise técnica. A partir daí, poderão avançar para processos de testagem e prototipagem, sempre considerando sua viabilidade operacional e de implantação”, explicou.
INOVAÇÃO COLABORATIVA – Para Jean Alex dos Santos, gerente de Áreas Protegidas do IAT e mentor do Hackathon, o evento demonstrou o potencial da inovação colaborativa na busca por soluções para desafios ambientais. “Foi uma experiência bastante enriquecedora. Em apenas um dia surgiram ideias muito interessantes, mostrando como soluções inovadoras podem ser desenvolvidas quando reunimos diferentes conhecimentos e perspectivas”, afirmou.
Segundo ele, os mentores atuaram apresentando desafios reais enfrentados pelas Unidades de Conservação e oferecendo suporte técnico aos participantes ao longo do processo. A interação entre estudantes, especialistas e gestores públicos também foi apontada como um dos pontos fortes da iniciativa. “Algumas das propostas apresentadas já começam a ser analisadas para possível desenvolvimento futuro. Esse é um dos grandes ganhos do Hackathon: transformar criatividade e conhecimento técnico em soluções com potencial de aplicação prática”, concluiu.
INTEGRAÇÃO – O primeiro Hackathon Sustentabilidade integrou a programação do FITCataratas e marcou uma nova etapa na aproximação entre inovação, tecnologia e gestão ambiental, conectando universidades, especialistas e poder público na construção de soluções para os desafios da conservação da natureza no Paraná. O festival vai até sexta-feira (12), em Foz do Iguaçu.
Fonte: Governo PR
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