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Conquistas ambientais e climáticas são destaque em balanço das ações do Governo do Brasil durante reunião ministerial

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Os avanços alcançados nas agendas ambiental e climática pelo Governo do Brasil ao longo dos últimos três anos foram destaque na última reunião ministerial de 2025 realizada nesta quarta-feira (17/12) em Brasília (DF) com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as conquistas, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que conduziu a apresentação das ações, mencionou a redução de 50% e de 32,3% do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, respectivamente, em 2025 em relação a 2022, segundo dados fornecidos pelo sistema Prodes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com o ministro, os resultados comprovam o comprometimento do governo Lula “com o meio ambiente, a Amazônia e os biomas do nosso país” e foram obtidos por meio da liderança do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em articulação com os Ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e Defesa e órgãos vinculados (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas), além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Rui Costa também enfatizou a abertura de 500 novos mercados para a agropecuária brasileira de 2023 a 2025, que geraram US$ 3,4 bi adicionais em exportações, numa demonstração de que, para além das qualidades sanitárias e nutricionais do produtos, o crescimento do agronegócio se beneficia da segurança conferida pela política ambiental e de controle do desmatamento no Brasil.

Costa citou a evolução da política de reconhecimento de Terras Indígenas (TIs) após a paralisação na administração anterior: de 2023 a 2025, 20 TIs tiveram o processo de demarcação concluído (ou seja, foram homologadas), 21 receberam portarias declaratórias e 10 reservas indígenas foram constituídas, totalizando 51 territórios. No período, ocorreram ainda operações de desintrusão em nove TIs. Foram emitidos, além disso, 60 decretos de desapropriação em territórios quilombolas para garantir o direito dessas populações sobre as áreas que tradicionalmente ocupam.

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Também teve destaque o Novo Acordo Rio Doce, medida histórica de reparação com destinação de R$ 170 bi em 20 anos aos atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão em Bento Rodrigues (Mariana/MG) em 5 de novembro de 2015.

Além dessas medidas, o MMA destaca a síntese das principais entregas das agendas ambiental e climática no período de 2023 a 2025:

Queda de 50% no desmatamento na Amazônia e 32,3% no Cerrado desde 2022, o que evitou a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO2e; desintrusão de TIs e redução 40% de área queimada por incêndios florestais em 2025;

R$ 138,1 bilhões de financiamento climático para o desenvolvimento sustentável a partir de instrumentos como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), Programa Eco Invest, Fundo Clima, Fundo Amazônia, Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA);

3,4 milhões de hectares em restauração da vegetação;

15 Unidades de Conservação Federais criadas ou ampliadas, somando mais de 540 mil hectares;

Lançamento do Plano Clima: Estratégias Nacionais de Mitigação e Adaptação e planos voltados a setores econômicos que traçam o roteiro para o Brasil atingir sua NDC sob o Acordo de Paris, que prevê a redução de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035 na comparação a 2005;

R$ 2,2 bilhões de potenciais investimentos em projetos da Lei de Incentivo à Reciclagem;

Lançamento da estratégia de adaptação climática para 581 cidades, por meio da iniciativa AdaptaCidades, abrangendo 52 milhões de pessoas;

Fortalecimento da sociobioeconomia: 84 mil famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Verde desde a retomada do programa, em 2023, e mais de R$ 267 milhões transferidos;

Lançamento da Estratégia e Planos de Ação para a Biodiversidade , com 234 ações envolvendo 50 ministérios, autarquias e entidades vinculadas;

Retomada da Governança Ambiental: fortalecimento do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e da Comissão Tripartite Nacional, realização da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (5ª CNMA) e da 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (VI CNIJMA), recomposição do quadro de servidores do Ibama para o licenciamento ambiental e do orçamento do MMA;

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Realização da COP30: proposta de concepção do Mapa do Caminho para redução da dependência de combustíveis fósseis, Balanço Ético Global e Roteiro Baku-Belém para financiamento climático.

Presidente Lula reforça avanços do governo e importância da transparência

Em seu discurso, o presidente Lula afirmou que o país vive um momento único em sua história recente. “Eu acho que nós estamos vivendo, do ponto de vista econômico, do financiamento dos nossos bancos, do crescimento da nossa indústria, do ponto de vista do crescimento da agricultura, um momento quase que ímpar na história desse país”, disse.

O presidente explicou que a reunião teve como objetivo apresentar, de forma consolidada, os principais resultados alcançados pelo governo. “Essa reunião de hoje é para que todos vocês tenham um quadro real do que aconteceu nesses três anos, possivelmente nem cada um de nós individualmente saiba a grandeza do que foi feito”, declarou.

Além de Rui Costa, as exposições ficaram a cargo do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin; do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Lula também pontuou que as políticas públicas voltadas à inclusão social, que garantem direitos básicos e ampliam o acesso da população à alimentação, à cultura e à cidadania foram fortalecidas nos últimos anos. “A verdade nua e crua é que nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre deste país, nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, evidenciou.

(Com informações da Secom/PR)


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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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