Connect with us


Brasil

MTE firma parceria para ampliar capacitação de servidores públicos em Santo André (SP)

Publicado em

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) firmou mais uma parceria para fortalecer a divulgação e ampliar o acesso aos cursos da plataforma Escola do Trabalhador 4.0. O termo de adesão foi assinado pelo ministro Luiz Marinho e pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Santo André (Sindserv), Ludovico Ferreira, durante audiência realizada no dia 28, em Brasília.

Ludovico Ferreira destacou a importância da iniciativa e a possibilidade de estender o convênio a outros municípios do estado de São Paulo. Já a diretora de Formação do Sindserv, Mirvane Dias, ressaltou o impacto positivo da plataforma na vida dos servidores e de seus familiares. “A Escola é fundamental para ampliar o acesso a melhores condições de trabalho e renda”, afirmou.

Com a adesão, o Sindserv se compromete a disponibilizar um espaço físico com computadores, acesso à internet e facilitadores para acompanhar os alunos. Durante a assinatura do termo, o ministro Luiz Marinho destacou que as parcerias são essenciais para garantir a conclusão dos cursos. “A estrutura oferecida pelas entidades parceiras, aliada ao acompanhamento dos facilitadores, evita que os alunos desistam diante das primeiras dificuldades. Eles são incentivados a seguir adiante”, afirmou o ministro.

Leia mais:  MME promove debate sobre eficiência energética na indústria e no transporte

As entidades parceiras têm seus facilitadores capacitados de forma online e gratuita. Os certificados emitidos aos alunos podem incluir a logomarca da instituição parceira, além das do MTE e da Microsoft. Até outubro de 2025, a Escola do Trabalhador 4.0 já contabilizava 2,2 milhões de alunos matriculados em todo o país.

Sobre a Escola do Trabalhador 4.0

Com atuação em todo o território nacional, a Escola do Trabalhador 4.0 integra o Programa Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional, no âmbito do Programa Caminho Digital, e se destaca como uma das principais estratégias do Governo Federal para preparar a população para as novas dinâmicas do mundo do trabalho, reduzir desigualdades regionais e gerar oportunidades concretas de renda.

A iniciativa é uma parceria do MTE com a Microsoft e oferece 39 trilhas educacionais com 190 cursos, que abrangem desde o letramento digital até conteúdos avançados em Tecnologia da Informação. Os cursos são constantemente atualizados, não exigem escolaridade mínima nem limite de idade e incluem um teste de carreira para orientar o aluno na escolha da trilha mais adequada ao seu perfil. Ao final, os participantes realizam uma prova online e, ao acertar pelo menos 50% das questões, recebem certificação Microsoft.

Leia mais:  MTE debate transição justa e saúde do trabalhador na COP30 em Belém (PA)

Saiba mais sobre a plataforma aqui.

Seja parceiro da Escola do Trabalhador 4.0

Estados, prefeituras, entidades, associações e sindicatos podem se tornar parceiros da Escola do Trabalhador 4.0, em parceria com o MTE e a Microsoft, ampliando o acesso da população aos cursos da plataforma.

A solicitação de adesão deve ser realizada por ofício, enviado para [email protected], com cópia para [email protected].

A parceria não envolve repasse de recursos financeiros.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook

Brasil

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

Published

on

Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

Leia mais:  Soberania tecnológica se constrói com pessoas: como a formação de talentos impulsiona a autonomia científica do País

 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

Leia mais:  3º encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes: Governo do Brasil lança edital para arborização urbana e ferramenta para mapear ilhas de calor

 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262