Paraná
Com IPVA mais barato, número de motoristas que quitaram tributo cresce 12% no Paraná
A redução na alíquota do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 ajudou mais paranaenses a ficarem em dia com o fisco estadual. Dois a cada três motoristas quitaram o imposto até o último dia 15 de maio, data final do calendário de vencimentos. Ao todo, foram mais de 2,77 milhões de veículos com o IPVA em dia — número que corresponde a 66,4% dos 4,2 milhões de veículos tributados pela Receita Estadual do Paraná.
Em comparação ao mesmo período de 2025, quando a alíquota ainda era de 3,5%, cerca de 2,4 milhões de paranaenses tinham feito o pagamento integral do imposto. Na prática, isso significa que o IPVA reduzido fez com que o número de quitações crescesse quase 12%. Em compensação, o total de inadimplentes caiu 9%, indo de 1,5 milhão no ano passado para 1,3 milhão em 2026.
“Tivemos um crescimento expressivo no número de contribuintes adimplentes, ou seja, que aproveitaram o menor IPVA do Brasil para deixar as contas em dia”, afirma o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, reforçando o efeito benéfico da nova alíquota de 1,9% em vigor desde janeiro. “Era o efeito que esperávamos: o paranaense com mais dinheiro no bolso e comprometido em honrar seus compromissos com o Estado”.
ARRECADAÇÃO – O resultado disso aparece na própria arrecadação. Segundo balanço da Receita Estadual, mais de 80% do IPVA 2026 já foi pago até o fim do calendário. Foram R$ 3,6 bilhões até o último dia 15. Para o ano, o valor total lançado é de R$ 4,5 bilhões.
Entre os municípios, o destaque ficou com Indianópolis, na região Noroeste. Os moradores da cidade já quitaram mais de 92,4% de todo o imposto lançado para seus 1.333 veículos, o maior índice de todo o Estado. Em seguida, aparecem Bom Sucesso do Sul (90,2%) e Sulina (89,6%).
A região com a maior taxa de arrecadação foi o Sudoeste, onde 82,4% do IPVA 2026 já foi recolhido. O Centro-Oeste (81,25%), Oeste (81,09%), Centro-Sul (80,75%) e Sul (80,38%) também aparecem acima da média paranaense.
As 10 cidades com as maiores taxas de adimplência:
Indianópolis – 92,4%
Bom Sucesso do Sul – 90,2%
Sulina – 89,6%
Pranchita – 88,9%
Mercedes – 88,8%
Arapuã – 88,6%
Quatro Pontes – 88,6%
Capanema – 88,5%
Verê – 88,2%
Virmond – 87,4%
AUMENTO DE EMPLATAMENTOS – Outro efeito imediato da mudança foi o aumento dos emplacamentos. De janeiro a abril deste ano, o crescimento foi de 38,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 229.400 registros no 1º quadrimestre de 2026, contra 165.659 no ano passado, segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).
Dos quatro meses analisados, a alta mais expressiva ocorreu no mês de março, com 54%, quando 67.556 veículos foram registrados no Paraná, 23.671 a mais que no mesmo mês de 2025, com 43.885. Foram 44.302 novos veículos (primeiro emplacamento) e 23.254 registros de outro estado (quando o proprietário transfere o “domicílio” do automóvel). É como se 2.179 veículos por dia recebessem “placas paranaenses” registrados junto ao Detran.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estado cria novos departamentos para operações especiais e combate ao crime organizado na PCPR
A Polícia Civil do Paraná ganha uma estrutura mais especializada para combater o crime organizado e atuar em operações de alto risco a partir de uma nova legislação aprovada nesta semana na Assembleia Legislativa. A Lei Orgânica da PCPR cria o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado, o DRACO, organiza o Departamento de Operações Especiais, o DOESP, e estabelece o Departamento de Inteligência Policial, o DIP, consolidando três grandes frentes de atuação com atribuições definidas em lei.
A nova legislação ainda moderniza a estrutura institucional da Polícia Civil após mais de quatro décadas do antigo Estatuto da Polícia Civil do Paraná, instituído pela Lei Complementar nº 14, de 1982, revogada pela nova lei. A atualização prepara a PCPR para os desafios atuais da segurança pública, com uma organização voltada à investigação qualificada, ao uso estratégico da inteligência, à atuação integrada e à resposta operacional especializada.
O secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, afirma que a nova lei representa avanço na capacidade institucional da Polícia Civil. “A nova Lei Orgânica organiza a PCPR para enfrentar crimes cada vez mais complexos, com mais especialização, inteligência e capacidade operacional. O Paraná passa a contar com uma estrutura própria para combater organizações criminosas, sem abrir mão da atuação especializada em situações de alto risco”, diz.
O delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, destaca que a nova Lei Orgânica moderniza a instituição e fortalece todas as áreas da Polícia Civil. “Essa legislação organiza a Polícia Civil para o presente e para o futuro. Estamos falando de uma estrutura mais eficiente, mais especializada e mais preparada para investigar crimes complexos, apoiar o trabalho dos policiais e entregar melhores resultados à sociedade paranaense”, afirma.
DRACO E DOESP – O DRACO nasce com atribuição legal para identificar, investigar e desarticular organizações criminosas em todo o Paraná, incluindo crimes que envolvam mais de um município ou outros estados da federação. O novo departamento concentra investigação e inteligência voltadas ao enfrentamento de grupos com estrutura organizada, divisão de tarefas e atuação em crimes de maior impacto social.
Com reforço de delegados e policiais especializados, a PCPR passa a ter uma unidade própria para padronizar ações, integrar informações e ampliar a repressão qualificada contra o crime organizado. A atuação busca alcançar não apenas os autores diretos dos crimes, mas também lideranças, redes de apoio e estruturas que sustentam a atividade criminosa.
Já o DOESP organiza a atuação das equipes especializadas da Polícia Civil em situações críticas, operações de alto risco ou alta complexidade, resgate de reféns, investigação de sequestros e extorsões mediante sequestro, além de apoio tático-operacional às demais unidades da PCPR em todo o Estado. O departamento concentra o emprego de recursos e técnicas especiais nas ocorrências de maior risco e complexidade, ampliando a capacidade de apoio tático-operacional às unidades da PCPR em todo o Estado.
Com a nova lei, por exemplo, a experiência acumulada pelo Centro de Operações Policiais Especiais da PCPR (Cope) no enfrentamento ao crime organizado será fortalecida. A frente investigativa e de inteligência do Cope passa a integrar o DRACO, com reforço de delegados e policiais especializados. Já a atuação tático-operacional de operações especiais será organizada no DOESP, junto com outras equipes especializadas da Polícia Civil.
O novo modelo distribui as competências de forma mais técnica e eficiente. A investigação contra o crime organizado ganha o DRACO, as operações especiais ganham o DOESP e a inteligência policial ganha coordenação estratégica por meio do DIP. A mudança preserva a experiência acumulada pelas equipes especializadas e amplia a capacidade da Polícia Civil de atuar contra crimes complexos, violentos e organizados.
DIP – Em paralelo, o DIP planeja, coordena, orienta, supervisiona e controla as atividades de inteligência de segurança pública no âmbito da Polícia Civil. O departamento produz e protege conhecimentos para subsidiar a alta direção da PCPR, acompanha ameaças reais ou potenciais e organiza o Sistema Estadual de Inteligência da Polícia Civil, com integração entre unidades e preservação do sigilo das atividades.
MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL – Além das mudanças voltadas ao enfrentamento do crime organizado, a nova Lei Orgânica reorganiza a estrutura da Polícia Civil em áreas de direção, assessoramento, apoio instrumental e execução. O modelo dá mais clareza às atribuições internas, melhora a coordenação administrativa e operacional e fortalece a capacidade de planejamento da instituição.
A legislação também reforça áreas estratégicas para o funcionamento da PCPR, como formação e capacitação dos policiais civis, tecnologia da informação e inovação, controle interno, identificação humana, gestão de dados e atuação especializada em crimes patrimoniais, cibernéticos, homicídios, corrupção e proteção a vulneráveis. A modernização amplia a eficiência institucional e permite respostas mais adequadas às diferentes formas de criminalidade.
Com a nova Lei Orgânica, o Governo do Paraná consolida uma Polícia Civil mais especializada, com investigação dedicada ao crime organizado, operações especiais estruturadas para situações de alto risco e inteligência policial com coordenação estratégica. Durante toda a gestão do governador Ratinho Junior, iniciada em 2019, foram incorporados 1.624 novos policiais civis, sendo 1.217 agentes de polícia judiciária, 285 delegados e 122 papiloscopistas.
Fonte: Governo PR
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