Paraná
Estado cria novos departamentos para operações especiais e combate ao crime organizado na PCPR
A Polícia Civil do Paraná ganha uma estrutura mais especializada para combater o crime organizado e atuar em operações de alto risco a partir de uma nova legislação aprovada nesta semana na Assembleia Legislativa. A Lei Orgânica da PCPR cria o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado, o DRACO, organiza o Departamento de Operações Especiais, o DOESP, e estabelece o Departamento de Inteligência Policial, o DIP, consolidando três grandes frentes de atuação com atribuições definidas em lei.
A nova legislação ainda moderniza a estrutura institucional da Polícia Civil após mais de quatro décadas do antigo Estatuto da Polícia Civil do Paraná, instituído pela Lei Complementar nº 14, de 1982, revogada pela nova lei. A atualização prepara a PCPR para os desafios atuais da segurança pública, com uma organização voltada à investigação qualificada, ao uso estratégico da inteligência, à atuação integrada e à resposta operacional especializada.
O secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, afirma que a nova lei representa avanço na capacidade institucional da Polícia Civil. “A nova Lei Orgânica organiza a PCPR para enfrentar crimes cada vez mais complexos, com mais especialização, inteligência e capacidade operacional. O Paraná passa a contar com uma estrutura própria para combater organizações criminosas, sem abrir mão da atuação especializada em situações de alto risco”, diz.
O delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, destaca que a nova Lei Orgânica moderniza a instituição e fortalece todas as áreas da Polícia Civil. “Essa legislação organiza a Polícia Civil para o presente e para o futuro. Estamos falando de uma estrutura mais eficiente, mais especializada e mais preparada para investigar crimes complexos, apoiar o trabalho dos policiais e entregar melhores resultados à sociedade paranaense”, afirma.
DRACO E DOESP – O DRACO nasce com atribuição legal para identificar, investigar e desarticular organizações criminosas em todo o Paraná, incluindo crimes que envolvam mais de um município ou outros estados da federação. O novo departamento concentra investigação e inteligência voltadas ao enfrentamento de grupos com estrutura organizada, divisão de tarefas e atuação em crimes de maior impacto social.
Com reforço de delegados e policiais especializados, a PCPR passa a ter uma unidade própria para padronizar ações, integrar informações e ampliar a repressão qualificada contra o crime organizado. A atuação busca alcançar não apenas os autores diretos dos crimes, mas também lideranças, redes de apoio e estruturas que sustentam a atividade criminosa.
Já o DOESP organiza a atuação das equipes especializadas da Polícia Civil em situações críticas, operações de alto risco ou alta complexidade, resgate de reféns, investigação de sequestros e extorsões mediante sequestro, além de apoio tático-operacional às demais unidades da PCPR em todo o Estado. O departamento concentra o emprego de recursos e técnicas especiais nas ocorrências de maior risco e complexidade, ampliando a capacidade de apoio tático-operacional às unidades da PCPR em todo o Estado.
Com a nova lei, por exemplo, a experiência acumulada pelo Centro de Operações Policiais Especiais da PCPR (Cope) no enfrentamento ao crime organizado será fortalecida. A frente investigativa e de inteligência do Cope passa a integrar o DRACO, com reforço de delegados e policiais especializados. Já a atuação tático-operacional de operações especiais será organizada no DOESP, junto com outras equipes especializadas da Polícia Civil.
O novo modelo distribui as competências de forma mais técnica e eficiente. A investigação contra o crime organizado ganha o DRACO, as operações especiais ganham o DOESP e a inteligência policial ganha coordenação estratégica por meio do DIP. A mudança preserva a experiência acumulada pelas equipes especializadas e amplia a capacidade da Polícia Civil de atuar contra crimes complexos, violentos e organizados.
DIP – Em paralelo, o DIP planeja, coordena, orienta, supervisiona e controla as atividades de inteligência de segurança pública no âmbito da Polícia Civil. O departamento produz e protege conhecimentos para subsidiar a alta direção da PCPR, acompanha ameaças reais ou potenciais e organiza o Sistema Estadual de Inteligência da Polícia Civil, com integração entre unidades e preservação do sigilo das atividades.
MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL – Além das mudanças voltadas ao enfrentamento do crime organizado, a nova Lei Orgânica reorganiza a estrutura da Polícia Civil em áreas de direção, assessoramento, apoio instrumental e execução. O modelo dá mais clareza às atribuições internas, melhora a coordenação administrativa e operacional e fortalece a capacidade de planejamento da instituição.
A legislação também reforça áreas estratégicas para o funcionamento da PCPR, como formação e capacitação dos policiais civis, tecnologia da informação e inovação, controle interno, identificação humana, gestão de dados e atuação especializada em crimes patrimoniais, cibernéticos, homicídios, corrupção e proteção a vulneráveis. A modernização amplia a eficiência institucional e permite respostas mais adequadas às diferentes formas de criminalidade.
Com a nova Lei Orgânica, o Governo do Paraná consolida uma Polícia Civil mais especializada, com investigação dedicada ao crime organizado, operações especiais estruturadas para situações de alto risco e inteligência policial com coordenação estratégica. Durante toda a gestão do governador Ratinho Junior, iniciada em 2019, foram incorporados 1.624 novos policiais civis, sendo 1.217 agentes de polícia judiciária, 285 delegados e 122 papiloscopistas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Com poço do Aquífero Guarani, Sanepar amplia abastecimento em Cornélio Procópio
A Sanepar está investindo R$ 8,9 milhões para ampliar o sistema de abastecimento de água em Cornélio Procópio, município do Norte do estado. Os recursos estão sendo usados para a perfuração de um poço de alta capacidade no Aquífero Guarani e para o remanejamento de uma adutora de água bruta (rede que liga o ponto de captação de água até a estação de tratamento) com extensão de 1.278 metros.
A maior parte do investimento (R$ 6,3 milhões) é destinada à perfuração do poço tubular. Com uma profundidade final estimada em 870 metros, o novo poço cruzará as camadas de solo e rochas basálticas da Formação Serra Geral até atingir os arenitos produtivos. A perfuração começou no dia13.
Todo o trabalho deve ser concluído em 180 dias. Este prazo compreende desde o início da montagem do canteiro de obras até a entrega do poço após todas as análises e testes necessários para que o poço finalmente entre em operação.
“Estamos com boas expectativas em relação a este poço, que tem como objetivo captar água diretamente do Aquífero Guarani, uma das reservas subterrâneas mais importantes do país. A estimativa técnica é de que a vazão de produção chegue a 300 mil litros de água por hora, o que representa a injeção de um volume expressivo no sistema”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
O gerente de Hidrogeologia da Sanepar, Marcos Justino Guarda, diz que o serviço é de altíssima complexidade, similar ao empregado na perfuração de poços para extração de petróleo. “São utilizadas sondas, bombas injetoras de fluido, com um laboratório in loco para controle das propriedades desse fluido e tanque de dejetos. A coluna de perfuração é composta por hastes, estabilizadores e cilindros que pesam dezenas de toneladas”, explica.
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Segundo ele, a captação de água do Aquífero Guarani tem sido amplamente utilizada pela Sanepar. “Temos poços para abastecimento público nos municípios de Londrina, Ibiporã, Bandeirantes, Santa Mariana, Andirá, Santa Amélia, Cambará, Jacarezinho. Em 2024 perfuramos um poço no Aquífero Guarani de mais de 1 km de profundidade, em Dois Vizinhos”.
Gestor do contrato da obra, o geólogo da Sanepar Felipe Campos Ribeiro diz que a perfuração passa por várias etapas, com necessidades técnicas específicas de acordo com a profundidade e os tipos de solos e rochas. “Atualmente, a empresa está fazendo perfuração rotopneumática. Depois que o poço for aprofundado o suficiente, a perfuração será feita no sistema rotativo. Essa etapa deve iniciar já nos próximos dias”.
INFRAESTRUTURA MODERNA – Paralelamente ao novo poço, a Sanepar investe R$ 2,5 milhões para o remanejamento da adutora que faz o transporte da água captada no Rio Congonhas até a estação de tratamento. Os serviços contemplam o direcionamento e a modernização de trechos da tubulação principal, com diâmetro de 400 milímetros.
Esse conjunto de investimentos representa um marco para a infraestrutura da Companhia no município, segundo o gerente operacional da Sanepar na região, Adelir Antonio Trentin Junior. “A intervenção vai suprir o aumento imediato da demanda e reduzir riscos de interrupções operacionais, conferindo maior estabilidade e flexibilidade para as manobras no sistema”, afirma.
Trentin explica que as obras cumprem todas as exigências da legislação ambiental e as diretrizes técnicas e de segurança vigentes. “A perfuração do poço no Aquífero Guarani é um marco para a suplementação da capacidade do sistema. Essas obras preparam a cidade para o crescimento econômico e urbano sustentável, blindando o abastecimento contra severas variações climáticas e períodos prolongados de estiagem”.
Fonte: Governo PR
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