Paraná
Com foco na alfabetização, Governo amplia programas de apoio às redes municipais
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta quarta-feira (14) ações de apoio do Governo do Estado à educação municipal com foco na alfabetização de crianças. As propostas integram o programa Educa Juntos, da Secretaria de Estado da Educação, e incluem a oferta de avaliações diagnósticas para as redes municipais e estaduais (a primeira já foi aplicada em março), formação continuada aos professores alfabetizadores, além da oferta de material didático de Língua Portuguesa e Matemática para alunos e professores dos 1º e 2º anos do ensino fundamental.
O anúncio aconteceu no Teatro Guaíra, em Curitiba, durante o Seminário de Cooperação Pedagógica com Municípios. No evento, foi formalizada a adesão de prefeitos e secretários municipais de Educação ao programa, que conta também com a participação da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) e do Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEE).
“Estamos fazendo um grande pacto pela educação nos 399 municípios do Paraná, para trabalharmos juntos para melhorar a aprendizagem das nossas crianças”, afirmou Ratinho Junior. “Nosso compromisso é ter mais instrumentos e ferramentas para aperfeiçoar o corpo técnico e contribuir com todos os municípios. O Estado pode ser parceiro ajudando com o material didático, tecnologias e pensando junto as estratégias para construir uma nova proposta pedagógica nas nossas escolas”.
O governador destacou que, durante sua gestão, o Paraná passou do 7º para o primeiro lugar do ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e a proposta é desenvolver os demais níveis de ensino. “Fomos atrás de iniciativas que deram certo em outros estados e países. Agora temos a oportunidade de construir uma nova escola com as experiências que deram certo no Paraná, dividindo essas conquistas com os municípios”, salientou
O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, destacou a importância da alfabetização na idade correta. Dados apresentados por ele mostram que, no Paraná, seis em cada 10 estudantes do 2º ano do ensino fundamental não sabem ler de forma satisfatória. “A alfabetização é fundamental. Quando uma criança não é alfabetizada na idade certa, existem grandes chances de abandonar a escola. Por isso queremos reverter esses indicadores no Paraná”, explicou.
“Por isso vamos trabalhar em um regime de colaboração, com o Estado apoiando os municípios com o propósito de alfabetizar na idade certa, para que toda criança, ao final do 2º ano do fundamental, saia alfabetizada para continuar sua aprendizagem escolar”, ressaltou Miranda.
Para Márcia Baldini, presidente da Undine-PR e secretária municipal de Educação de Cascavel, a iniciativa do Governo do Estado é um marco para o Paraná. “É uma estratégia inovadora por causa do apoio aos municípios com relação à alfabetização. Se queremos colher bons resultados dos nossos alunos no final do ensino fundamental e no ensino médio, é necessário investir no início, fortalecer os processos de alfabetização”, afirmou.
“Mais de 1 milhão de estudantes estão matriculados nas escolas das redes municipais. Essa parceria com o governo é fundamental e os frutos vamos colher futuramente”, destacou.
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ESTRATÉGIAS – Além das medidas citadas, outra ação prevista no programa é o incentivo na forma de premiação às escolas com os melhores resultados de aprendizagem, segundo as avaliações aplicadas. Assim, também será possível oferecer apoio às escolas com menores resultados, com a proposta de colaboração entre escolas.
A previsão da Secretaria da Educação é destinar R$ 59 milhões por ano para implantar as quatro ações previstas no programa. Ele prevê a entrega de 2,3 milhões de cadernos de atividades para os estudantes e outros 124 mil para os professores; a formação de 300 professores da rede municipal, que vão replicar o conhecimento a outros 18 mil cursistas; a aplicação da Prova Paraná e da Prova Paraná Mais a 260 mil alunos do 2º e do 5º ano do ensino fundamental; e a premiação das escolas que apresentarem os melhores resultados.
Durante o encontro, também houve apresentação e discussão dos resultados das avaliações de fluência de leitura, aplicadas a estudantes do 2º ano do ensino fundamental para analisar o nível de alfabetização dos alunos. Aplicado em março deste ano em 3 mil escolas de 397 municípios, o teste foi ofertado pela Seed como parte do programa Educa Juntos.
EDUCA JUNTOS – Instituído pela Lei Estadual nº 21.323, de 20 de dezembro de 2022, o programa Educa Juntos foi regulamentado pelo Decreto nº 2.435, de 7 de junho de 2023. A iniciativa, implementada desde o final de 2020, tem como objetivo apoiar os municípios paranaenses na melhoria da aprendizagem e alfabetização dos estudantes desde a educação infantil.
Algumas das ações feitas desde então foram a distribuição de material didático de Língua Portuguesa e Matemática para professores e cerca de 180 mil estudantes do 1° e 2° anos do ensino fundamental; oferta do Sistema Educacional da Rede de Proteção (SERP) para 296 municípios, para monitorar a frequência dos alunos e combater o abandono escolar.
Também houve a oferta para 330 municípios do Registro de Classe Online (RCO), ferramenta que conta com quase 10 mil aulas editáveis (7,5 mil para ensino fundamental I e 2 mil para educação infantil) para os professores utilizarem o conteúdo da forma que preferirem; além da oferta aos municípios da Prova Paraná, uma avaliação diagnóstica dos níveis de aprendizagem dos estudantes em relação aos conhecimentos considerados essenciais para cada etapa de ensino.
PRESENÇAS – Participaram do encontro o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano; os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva; e da Saúde, Beto Preto; o presidente do Conselho Estadual de Educação, João Carlos Gomes; os deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Maria Victória, Luís Corti, Ney Leprevost, Nelson Justus e Anibelli Neto; e prefeitos, secretários municipais da Educação e chefes dos Núcleos Regionais de Educação.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias
A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.
O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.
Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.
HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.
De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.
O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.
COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.
O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.
A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.
O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.
A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.
Fonte: Governo PR
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