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Com início da microdrenagem, recuperação da Orla de Matinhos avança mais uma etapa

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A recuperação da Orla de Matinhos vai entrar em abril na última fase de obras. Está prevista para começar no dia 11 a urbanização do trecho entre a rua das Sereias e o Mercado do Peixe. Na sequência, em maio, terão início as intervenções de microdrenagem, única etapa que ainda não foi iniciada para evitar transtornos aos moradores e turistas durante a temporada de verão.

De acordo com o diretor de Saneamento Ambiental do Instituto Água e Terra (IAT), José Luiz Scroccaro, serão realizados a partir de abril o plantio de espécies nativas da região; o calçamento em paver e petit pavet; assentamento de meio-fio; piso tátil; estacionamentos em concregrama; pavimentação; melhoria na pista de rolamento da Avenida Atlântica; instalação de bancos e lixeiras e colocação de iluminação em LED. O órgão ambiental é o responsável pela fiscalização e execução das obras, ao lado do Consórcio Sambaqui, vencedor da licitação pública.

“Vamos dar início ao paisagismo da Orla e à microdrenagem, entrando de vez na fase final da revitalização de Matinhos. Queremos entregar neste ano todas as estruturas marítimas, como os guias-correntes, headlands e o espigão, e também essa parte urbanística. Assim, para o ano que vem, ficaria apenas a conclusão da microdrenagem”, afirmou Scroccaro.

Em razão das intervenções, algumas ruas e espaços de Matinhos precisarão ser interditadas. A Orla na região da Praia dos Pescadores ficará bloqueada entre 11 de abril e 8 de julho; o trecho do Mercado do Peixe entre 12 de junho e 29 de julho; e a Rua das Sereias e arredores entre 19 de junho e 15 de agosto.

A revitalização da faixa de 6,3 quilômetros entre o Morro do Boi e o Balneário Flórida é considerada a principal intervenção ambiental e urbanística da história do Litoral do Paraná, com investimento de R$ 314,9 milhões por parte do Governo do Estado, apenas nesta etapa inicial. As obras começaram em junho de 2022, com finalização prevista para 2024 – a última parcial, deste mês, apontou índice de execução de 71%.

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DRENAGEM As ações de microdrenagem, por sua vez, também foram divididas por períodos e têm previsão de começar no dia 15 de maio, pela rua Ponta Grossa. Na sequência as obras se concentrarão na Avenida Atlântica, no trecho entre as ruas Ponta Grossa e Antonina, no período entre 9 de junho e 7 de julho; no trecho entre as ruas Antonina e Ceciliano Tavares da Avenida Atlântica, entre 10 de julho e 28 de julho; e na rua Paranaguá, de 31 de julho a 7 de agosto. Somente após o fechamento deste cronograma é que a intervenção avança para outras vias.

É justamente essa medida, em conjunto com a parte de macrodrenagem, que vai minimizar os impactos causados pelas cheias na cidade, uma reclamação antiga de moradores e turistas. “Esses serviços vão diminuir e muito as cheias em toda a região de Matinhos. São 23 quilômetros de microdrenagem e pouco mais de um quilômetro de macrodrenagem”, afirmou Scroccaro.

“Essas fases se completam com a macrodrenagem, escoando a água que recebe do sistema da micro. A integração permite ganhar cota, caimento para a água com as canaletas em U. Tudo isso faz com que o escoamento para o mar seja mais rápido, evitando problemas como cheias na cidade”, acrescentou.

Segundo o diretor, a ação vai garantir períodos mais constantes sem alagamentos. “Claro que se houver uma chuva de grande intensidade em um curto período de tempo, aliada à maré alta, teremos cheias. Mas com um escoamento muito mais rápido e eficiente do que o sistema atual”, explicou.

As intervenções de macrodrenagem começaram em junho do ano passado e alcançaram 41% de conclusão. Estão sendo feitas ao longo de 1,5 quilômetro no Canal da Avenida Paraná, no bairro do Tabuleiro, em Caiobá. O projeto prevê deixar o canal com sete metros de largura, em concreto formatado como um U (na base e nas laterais), aumentando a velocidade do escoamento e diminuindo o nível de alagamento.

O canal da Avenida Paraná terá a finalidade de aliviar as águas que vão para o rio Matinhos, minimizando as cheias e melhorando a vida de uma grande parcela de moradores do bairro Tabuleiro, um dos mais afetados pelas chuvas.

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OBRAS A obra de revitalização da orla de Matinhos é realizada em duas etapas, num valor total de mais R$ 500 milhões. A fase inicial, com orçamento de R$ 314,9 milhões, abrange serviços de engorda da faixa de areia por meio de aterro hidráulico; estruturas marítimas semirrígidas; canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem, e revitalização urbanística da orla marítima com o plantio de espécies nativas.

O projeto é acompanhado de melhorias na pavimentação asfáltica e recuperação de vias urbanas. O objetivo é minimizar os impactos gerados pela combinação do desequilíbrio de sedimentos, ocupações mal planejadas e fenômenos naturais, como chuvas fortes e ressacas que costumeiramente atingem o Litoral. Essa combinação vem destruindo e comprometendo boa parte da infraestrutura urbana, turística e de lazer em Matinhos.

As intervenções neste momento estão sendo realizadas ao longo de 6,3 quilômetros entre o Morro do Boi e o Balneário Flórida. Em uma segunda etapa, ainda sem previsão de data, será recuperado o trecho de 1,7 quilômetro entre os balneários Flórida e Saint Etienne. Haverá, ainda, a instalação de novos equipamentos urbanos, como ciclovia, pista de caminhada e corrida, pista de acessibilidade e calçada.

Acompanhe a mais recente atualização do andamento da Recuperação da Orla de Matinhos:

Porcentual de execução obra: 71%

Espigão da Praia Brava: 90%

Guias-Correntes da Avenida Paraná: 69%

Guias-Correntes de Matinhos: 26%

Headland Riviera: 86%

Headland Flórida: 90%

Urbanização Caiobá: 45%

Urbanização Balneários: 21%

Plantio de restinga em Caiobá: 46%

Macrodrenagem: 41%

Assentamento Macrodrenagem: 525,3 metros (38,5%)

Microdrenagem: previsão de início em maio

Tetrápodes produzidos: 3.763 (73%)

Tetrápodes lançados na Praia Brava: 340 (100%)

Tetrápodes lançados no Balneário Flórida: 681 (100%)

Tetrápodes lançados no Balneário Riviera: 588 (86%)

Fonte: Governo PR

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Excelência ambiental: Aterro da Sanepar mantém selo internacional ISO 14.001

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Operado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos de Cianorte alcançou um marco de excelência ao renovar a certificação NBR ISO 14.001:2015, com registro de zero não conformidades em auditoria externa. A ISO 14.001 se refere a uma norma internacional que estabelece diretrizes para sistemas de gestão ambiental.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destaca o compromisso ambiental como fundamento da sua atuação em todas as áreas da Companhia. “As atividades da Sanepar são pautadas no compromisso com a conservação ambiental. A gestão dos processos é feita com respeito e cumprimento de todas normas que têm o objetivo de promover a sustentabilidade”, diz. 

O Aterro de Cianorte foi o pioneiro do Paraná e o primeiro do Brasil, sob a gestão de uma empresa estatal de saneamento, a obter essa certificação internacional. “Isto significa um resultado perfeito em relação às exigências da certificação. Também demonstra a maturidade e a alta competência da gestão ambiental no local, que mantém a certificação ISO 14.001, alcançada pela primeira vez em 2013 e mantida desde então”, explicou o gerente de Gestão Ambiental da Sanepar, Ronald Gervasoni.

ESTRATÉGIA E GESTÃO DE RISCOS – Para Gervasoni, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) da Sanepar aplicado no aterro é a chave para a excelência na operação. “O SGA é o framework da Companhia, sendo essencial para a sua sustentabilidade. Sua implementação vai além dos escopos certificados, sendo um alinhamento estratégico que blinda o negócio contra riscos operacionais e fortalece nossa governança ambiental em toda a Sanepar”, detalhou o gerente.

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A metodologia do SGA proporciona a identificação e o gerenciamento de riscos ambientais, além de promover a conscientização dos empregados sobre a preservação ambiental. O resultado reflete diretamente a competência técnica e o empenho da equipe em zelar pela excelência operacional e pelo desenvolvimento responsável das atividades.
O desempenho foi reconhecido pelo Auditor Líder da QMS Certification, Neimar Ricardo. “O resultado de zero não conformidades nesta auditoria é de extrema importância e serve como um poderoso indicador da maturidade do SGA. Isso demonstra também, de forma inequívoca, a eficácia dos controles implementados pela Sanepar, o alto nível de excelência da equipe e a robustez do SGA do Aterro de Cianorte”, comentou Ricardo.
 

ENGAJAMENTO – Para os empregados do aterro, a manutenção da certificação ISO 14001 é garantia de que todos os processos operacionais sejam padronizados e acompanhados por sistemas de controle ambiental, em conformidade com as normas legais, promovendo segurança à população e respeito ao meio ambiente.
“Ela não apenas valida nossos padrões rigorosos de engenharia e controle ambiental, mas também assegura a prevenção contínua de contaminações, refletindo nosso compromisso com a excelência operacional”, afirmou o gerente da Sanepar que integra a alta direção do Comitê do Sistema de Gestão Ambiental do Aterro, Marcos Moretto.
Lutero Eduardo Lucio, químico responsável pela implementação do SGA no Aterro, reforça que a excelente performance na auditoria externa é mérito, em especial, da equipe operacional que trabalha no local e que conta com empregados dedicados como Marcio Benitz, Paulo Cesar Martins, José Jadir Correia Barros, Marcio Santos e Pedro Fortunato. “A excelência na gestão é resultado direto do envolvimento e da dedicação da equipe. Este resultado de zero não conformidades, após 13 anos de certificação, é um testemunho da responsabilidade e da competência”, comentou Lutero.

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GESTÃO DO LIXO – O aterro de Cianorte é operado pela Sanepar desde 2002, por meio de concessão entre a Companhia e o município de Cianorte. O aterro trata ainda, com contratos específicos, os resíduos sólidos urbanos coletados nos municípios de Terra Boa, São Tomé, Indianópolis e Guaporema.

Além do Aterro de Cianorte, a Sanepar opera mais dois aterros no estado: em Apucarana, no Vale do Ivaí, e em Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, ambos operados com a mesma metodologia de gestão ambiental. Em Cornélio Procópio, assim como em Cianorte, a Sanepar atua também na coleta dos resíduos.

CERTIFICAÇÃO – Neste ano, a auditoria externa foi realizada pela QMS Brasil, na última semana de maio, com a participação de auditores externos, dos empregados do aterro, das áreas de gestão ambiental da Sanepar e do coordenador Industrial, Ismael Vasquez.

A QMS Certification é um organismo de certificação em processos de qualidade que teve origem na Austrália, atualmente com a matriz nos Estados Unidos e forte atuação global com presença em mais de 30 países.

Fonte: Governo PR

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