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Com apoio do Estado, startup abre oportunidades para atletas e impulsiona carreiras

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A trajetória da atleta olímpica Isabela Abreu, do pentatlo moderno, ganhou um novo impulso com o apoio da Soul Plataforma Esportiva, startup curitibana que está desenvolvendo soluções digitais para gestão de carreira e captação de recursos no esporte. A empresa é apoiada pelo Paraná Anjo Inovador, programa do Governo do Estado, executado por meio da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial (SEIA).

Graças à tecnologia desenvolvida pela empresa, a atleta de Cutiba Isabela conseguiu firmar contrato com o Clube Curitibano, além de conquistar novos patrocinadores e viabilizar sua participação no Pan-Americano de Pentatlo Moderno, em Buenos Aires, na Argentina. Ela trouxe uma prata e um bronze na competição que aconteceu neste mês.

“Como atleta, é difícil conciliar treinos e competições com a parte administrativa e a busca por patrocínios. A equipe da Soul fez essa ponte, me ajudou a entrar em contato com as pessoas certas e a estruturar minha carreira. Desde então, muita coisa mudou. É um apoio completo, que vai muito além do financeiro”, explica Isabela, que conquistou recentemente uma prata e um bronze no Pan-Americano da modalidade.

A Soul Brasil Esportes, responsável pela plataforma, foi selecionada no edital de 2024 do Paraná Anjo Inovador e recebeu um aporte de R$ 250 mil para aprimorar sua estrutura tecnológica e operacional. A startup está melhorando sua nova plataforma digital voltada à gestão de carreira e inteligência de dados para atletas brasileiros.

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“O apoio à Soul Brasil Esportes representa exatamente o propósito do programa Anjo Inovador: estimular soluções tecnológicas que transformem setores estratégicos, como o esporte, com impacto direto na vida dos paranaenses”, afirma o secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani.

O sistema funciona da seguinte maneira: a plataforma centraliza dados e informações sobre atletas, oferecendo perfis completos com histórico esportivo, avaliações e necessidades individuais. Essa base permite mapear talentos, identificar demandas e conectar atletas a oportunidades, como patrocínios e apoios financeiros.

Desde 2021, a Soul já mapeou mais de 3 mil atletas em todo o país, desenvolveu mais de 20 cases de sucesso individuais e executou projetos de impacto social, como o Atletas Invisíveis, realizado em parceria com o Instituto Futebol de Rua e a Secretaria Municipal do Esporte de Curitiba.

A CEO da startup, Maria Teresa Publio Dias, explica que o apoio do Anjo Inovador está ajudando a empresa a criar oportunidades estratégicas e desenvolver soluções digitais de gestão esportiva. “O programa está sendo determinante para acelerar a transformação digital da Soul e fortalecer sua estrutura operacional e tecnológica”.

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NOVA PLATAFORMA – A Soul Brasil pretende lançar oficialmente o novo Portal Soul Paraná Esportes ainda em 2025, com expansão gradual para outros estados. A empresa também planeja integrar novas funcionalidades de IA para recomendar oportunidades, medir impacto e conectar o público de interesse de forma mais eficiente.

A nova plataforma está em fase em testes, validando fluxos e interações entre atletas, equipe técnica e parceiros, permitindo o acompanhamento estratégico de cada trajetória.

O motor de IA e Machine Learning cruzará os dados de ambos os lados para gerar matches inteligentes, sugerindo conexões com base em modalidade, localização, visibilidade e causas alinhadas. Além disso, a plataforma trará mecanismos de transparência e governança, permitindo que apoiadores acompanhem em tempo real o impacto dos recursos investidos.

“O público-alvo abrange diversas modalidades de atletas amadores a profissionais de alto rendimento do Paraná. O projeto também beneficiará secretarias municipais de Esporte, empresas interessadas em investir no setor, e instituições ou profissionais especializados que atuarão na rede de suporte multidisciplinar”, afirma a empresária.

Fonte: Governo PR

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Paraná ganha espaço na indústria brasileira desde 2018 e produção chega a R$ 184 bilhões

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A indústria do Paraná ampliou sua relevância no cenário nacional nos últimos anos. Dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que o Estado elevou sua participação no Valor da Transformação Industrial (VTI) brasileiro de 6,89%, em 2018, para 7,22% em 2024.

O indicador mede a riqueza efetivamente agregada pelo setor manufatureiro e é uma das principais referências para avaliar a importância da indústria de transformação na economia. Em valores absolutos, o VTI paranaense praticamente dobrou no intervalo de seis anos, saltando de R$ 91 bilhões, em 2018, para R$ 184 bilhões em 2024.

O desempenho reforça a posição do Paraná entre os principais polos industriais do País e reflete a expansão e diversificação da base produtiva estadual em seis anos, impulsionada por novos investimentos privados e pela ampliação da capacidade produtiva em diferentes segmentos.

A indústria de transformação responde pela maior parte da atividade industrial brasileira, concentrando a geração de empregos e renda no setor. No Paraná, este fortalecimento da atividade industrial contribuiu para que o Estado alcançasse, ao final do quarto trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego da sua história, de 3,2%, segundo o próprio IBGE. 

O fortalecimento da cadeia produtiva industrial também contribuiu para que o total de salários e rendas pagos aos trabalhadores paranaenses crescesse 40,9% em termos reais entre 2018 e o primeiro trimestre de 2026, passando de R$ 18,4 bilhões para R$ 25,9 bilhões mensais, de acordo com dados da PNAD Contínua.

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DESTAQUES INDUSTRIAIS – Entre os segmentos industriais, o maior avanço foi registrado na fabricação de bebidas. O Paraná passou de uma participação de 5,16% no VTI nacional do setor, em 2018, para 11,02% em 2024, mais que dobrando sua representatividade no período.

Também cresceram de forma significativa, entre 2018 e 2024, a participação da indústria química, que avançou de 4,83% para 6,78%, e da fabricação de artefatos de couro, cuja fatia nacional passou de 2,62% para 3,64%.

Outros setores que ganharam espaço no mesmo intervalo foram a indústria farmacêutica, que elevou sua participação de 2,99% para 3,99%, e a indústria têxtil, que avançou de 4,22% para 5,51%.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento é ainda mais expressivo porque o Paraná não possui participação relevante na indústria extrativa, como ocorre em estados produtores de petróleo e minério de ferro.

“O caso da fabricação de bebidas é emblemático, tendo em vista que os resultados da pesquisa comprovam os retornos gerados pelos investimentos no setor, principalmente na região dos Campos Gerais”, afirmou.

INVESTIMENTOS – Nos últimos anos, com o apoio direto do Estado, os Campos Gerais receberam uma série de empreendimentos voltados à cadeia de bebidas. Entre eles está a Maltaria Campos Gerais, inaugurada em Ponta Grossa em 2024 com investimento de R$ 1,6 bilhão e considerada a maior fábrica de malte da América Latina, além da expansão da unidade da Heineken no município, concluída no mesmo ano após aporte de R$ 1,5 bilhão.

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Outro exemplo é o investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Ambev em Carambeí para concentrar no Paraná a produção nacional de garrafas retornáveis sustentáveis. Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.

Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.

Para Callado, a evolução do Paraná está diretamente associada aos investimentos realizados na indústria de transformação, segmento responsável por agregar valor à produção e ampliar a competitividade da economia estadual.

PESQUISA – A Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE reúne informações econômicas das empresas industriais brasileiras, contemplando variáveis como receita, emprego, salários e valor da transformação industrial. Os resultados permitem acompanhar a evolução estrutural da indústria nacional e a participação dos estados nos diferentes segmentos produtivos.

Fonte: Governo PR

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