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Com 922 novas viaturas, Polícia Civil do Paraná terá maior renovação de frota da história

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou nesta segunda-feira (5) 922 viaturas para todas as unidades da Polícia Civil do Paraná, a maior renovação de frota da história do Estado. Do total, 837 são locadas e 85 adquiridas, totalizando um investimento de R$ 11 milhões para a compra e de R$ 32 milhões anuais nas locações. Serão 146 municípios beneficiados.

A renovação da frota alcança todas as regiões do Estado e faz parte de um plano de modernização das polícias no Paraná, que em pouco mais de três anos receberam mais de R$ 2 bilhões em investimentos. Além de veículos, a estruturação inclui a construção de novas delegacias, novas armas, coletes e equipamentos para a corporação e a contratação de policiais.

Ratinho Junior ressaltou que todas as 161 comarcas do Paraná passaram a contar com delegados titulares, após a contratação, no ano passado, de mais de 400 servidores para o quadro da Polícia Civil. Além disso, o Estado acabou com um problema histórico, com o fim da custódia da população carcerária pela Polícia Civil, transferindo cerca de 12 mil pessoas que estavam encarceradas em delegacias.

“Quando assumi o governo, em 2019, a Polícia Civil tinha vários problemas, inclusive de estrutura. Nosso desafio foi tirar a corporação do fundo do poço e torná-la referência para o País”, afirmou Ratinho Junior. “E hoje estamos cumprindo mais uma etapa desse trabalho com a entrega dessas viaturas. Já fizemos uma boa contratação de delegados e agentes, estamos reestruturando as delegacias e adquirindo novos armamentos e equipamentos”.

O governador ressaltou que a estruturação passa por todas as forças de segurança do Estado. “Com mais investimentos, estamos reestruturando a Polícia Civil, a Polícia Científica, a Polícia Penal, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Com esse conjunto, temos uma segurança pública de qualidade, que passou a ser referência para o Brasil”, salientou.

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O delegado-geral da Polícia Civil, Sílvio Rochemback, explicou que está sendo feito um investimento constante para a melhorar a resolução de crimes. “O objetivo do Governo do Estado é ter as melhores polícias do País, e por isso está investindo fortemente na renovação da frota, na reposição permanente do efetivo e na construção de novas delegacias. Com equipamentos mais modernos e melhores condições de trabalho, quem ganha é a população”, afirmou.

LOCAÇÃO O processo para aquisição e locação de veículos foi conduzido pela Secretaria de Estado da Administração e da Previdência, através do Departamento de Transporte Oficial. Os veículos próprios (inservíveis ou antieconômicos) que foram substituídos pelos locados serão leiloados e a receita obtida será revertida para a modernização da frota própria, necessária para as atividades estratégicas e essenciais das polícias.

A locação, destacou o delegado-geral, traz uma série de benefícios e mais agilidade no trabalho, com a substituição rápida dos veículos que vão para a manutenção, usados há mais de 30 meses ou que tenham rodado mais de 110 mil quilômetros; com frota reserva por conta da locadora, carros mais econômicos e menos poluentes. Além disso, as viaturas contam com rastreamento e identificação do condutor, otimizando a gestão e uso adequado com mais controle e transparência na utilização.

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“A viatura locada nos dá mais agilidade. É a garantia de que se uma viatura estragar, terá uma reposição imediata para que os policiais não deixem de atender a população, além de reduzir significativamente o custo com manutenção”, explicou. “É uma nova dinâmica, fruto de uma gestão pública voltada para resultados”.

“A Polícia Civil estava com uma frota sucateada, que agora está sendo totalmente renovada, com viaturas ostensivas e veladas que vão dar maior mobilidade aos policiais civis”, acrescentou o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

INVESTIMENTOS A entrega dá sequência a uma série de investimentos nas forças de segurança do Estado. Em abril do ano passado, 98 novos veículos foram destinados às polícias Militar e Civil, totalizando um investimento de R$ 19,1 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os veículos foram adquiridos com o objetivo de reduzir o tempo de uso das viaturas de dez para cinco anos.

Em junho de 2022, as forças de segurança do Paraná ganharam um reforço importante na frota de viaturas. Com um investimento total de R$ 55,3 milhões, foram adquiridos 250 veículos, 88 motos e seis embarcações para a Secretaria da Segurança Pública (Sesp), substituindo a frota das polícias Civil, Militar e Científica, Corpo de Bombeiros e Departamento de Polícia Penal (Deppen).

viaturas

Foto: Ari Dias/AEN

PRESENÇAS Participaram da entrega o vice-governador Darci Piana; os chefes da Casa Civil, João Carlos Ortega; e da Casa Militar, tenente-coronel Sérgio Vieira; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano; os secretários estaduais da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; do Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge; e do Turismo, Marcio Nunes; o diretor-geral da Polícia Científica, Luiz Rodrigo Grochoski; o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Riad Farhat; o corregedor-geral da Polícia Civil, Marcelo de Oliveira; o deputado federal Sargento Fahur; os deputados estaduais Hussein Bakri, Delegado Tito Barichello, Luiz Claudio Romanelli, Adão Litro, Mara Lima, Thiago Bührer, Márcia Huçulak, Evandro Araújo, Tercílio Turini, Artagão Junior, Alexandre Curi, Batatinha, Gugu Bueno, Cloara Pinheiro, Luís Corti e Soldado Adriano José; a superintendente Geral de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná, Keli Guimarães; e prefeitos e membros da Polícia Civil do Paraná.

Fonte: Governo PR

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Riscos de incêndios, corte de energia e acidentes de trânsito: soltar balão é crime no Brasil

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Junho e julho costumam trazer um cenário conhecido dos paranaenses: céu aberto, baixa ocorrência de chuvas e as tradicionais festas juninas. Neste período, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça um alerta importante: fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime previsto na legislação brasileira devido aos riscos que a prática representa para a população, o meio ambiente e o patrimônio público e privado.

A proibição está prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo 42 estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões. Eles podem provocar incêndios em florestas, áreas de vegetação, zonas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano. A legislação também prevê sanções administrativas que podem resultar em multas aos infratores.

Diferente de outras tradições associadas às festas juninas, como as fogueiras, que podem ser feitas sem problemas quando observadas as orientações de segurança, não é possível controlar os balões após a soltura.

O problema está justamente na imprevisibilidade. Ao transportar uma chama acesa durante o voo, o artefato geralmente percorrer grandes distâncias antes de atingir o solo, sem que seja possível prever onde ocorrerá a queda. Por isso, representa uma ameaça tanto para áreas de vegetação quanto para regiões urbanas densamente ocupadas.

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CONSEQUÊNCIAS – Um único balão pode provocar desde incêndios florestais até a destruição de residências, empresas e estruturas essenciais para a população. Embora os incêndios em vegetação estejam entre as ocorrências mais lembradas quando o assunto é balão, os riscos vão muito além dos danos ambientais.

Também há risco de interrupção no fornecimento de energia quando os balões atingem redes ou equipamentos do sistema elétrico, além de acidentes de trânsito.

“Já tivemos casos de balões atingindo a rede elétrica e provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros inteiros. Houve também situações registradas próximas a hospitais e unidades de saúde. Mesmo que essas estruturas contem com sistemas de emergência, a interrupção de energia gera riscos e transtornos para toda a população”, explica a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.

PREVENÇÃO – O alerta sobre balões ganha ainda mais importância neste período do ano, fase de maior atenção aos incêndios em vegetação. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2026, que intensifica as ações de prevenção, monitoramento e resposta em todo o Estado. Nesta época, com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição pode favorecer o surgimento e a propagação do fogo.

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“Um balão pode percorrer longas distâncias carregando uma chama acesa e iniciar incêndios de grandes proporções. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar ocorrências que colocam em risco a população, o meio ambiente e o patrimônio”, ressalta a capitã.

Ela orienta que a população denuncie a prática ao presenciar situações relacionadas à fabricação, transporte, comercialização ou soltura de balões, por meio do telefone 190 da Polícia Militar do Paraná. “É importante que as pessoas entendam que soltar balão não é uma brincadeira. As consequências podem ser muito graves. Um único balão pode provocar incêndios, acidentes e problemas na rede elétrica. Ao perceber essa prática, a orientação é denunciar”, reforça a bombeira.

Orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná:

– Não fabricar, comprar, transportar ou soltar balões, pois é crime

– Não incentivar a prática durante festas juninas

– Acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ao presenciar a prática ou fazer uma denúncia anônima pelo 181

– Ligar para os bombeiros pelo telefone 193 em caso de princípio de incêndio

– Redobrar os cuidados com fontes de calor durante o período de estiagem

– Compartilhar informações sobre os riscos e a ilegalidade da prática

Fonte: Governo PR

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