Agro
Colheita de soja avança no Sudoeste Goiano e já alcança até 5% da área cultivada
Início da colheita na região da Comigo
A colheita da safra 2025/26 de soja começou oficialmente na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores do Sudoeste Goiano (Comigo), que abrange aproximadamente 3 milhões de hectares cultivados. Até o momento, entre 3% e 5% da área total já foi colhida, com produtividade inicial considerada satisfatória, atingindo 4.200 quilos por hectare.
Em Rio Verde (GO), principal polo agrícola da região, onde foram plantados 416 mil hectares, a colheita segue o mesmo ritmo e já chega a 5% da área total.
Chuvas favorecem o avanço dos trabalhos
Segundo o departamento técnico da Comigo, as condições climáticas atuais são favoráveis, com chuvas bem distribuídas, o que tem permitido o andamento das operações de colheita sem grandes interrupções.
A expectativa da cooperativa é que, com o bom desempenho inicial e a regularidade do clima, a produtividade média da safra se mantenha em torno de 3.900 quilos por hectare nesta temporada.
Goiás amplia área plantada, mas produção deve recuar
De acordo com levantamento da Safras & Mercado, o estado de Goiás deverá semear cerca de 4,94 milhões de hectares de soja na safra 2025/26, o que representa um aumento de 1,9% em relação à temporada anterior (4,85 milhões de hectares).
Apesar da expansão da área cultivada, a produção total esperada deve atingir 19,17 milhões de toneladas, 3,1% abaixo das 19,78 milhões de toneladas registradas em 2024/25.
O rendimento médio das lavouras goianas está projetado em 3.900 quilos por hectare, uma leve redução frente aos 4.100 quilos por hectare obtidos no ciclo anterior.
Perspectivas para a safra 2025/26
Com a colheita em ritmo inicial e as boas condições de campo, os técnicos e produtores da Comigo mantêm otimismo moderado quanto ao desempenho da safra. O avanço gradual dos trabalhos e o comportamento climático nas próximas semanas serão determinantes para confirmar as estimativas de produtividade e volume final da produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações brasileiras de soja e milho ganham força em 2026, com China liderando compras e logística concentrada em grandes portos
Exportações do agro brasileiro avançam em 2026 com forte demanda global
As exportações brasileiras de grãos seguem em ritmo elevado em 2026, impulsionadas principalmente pela demanda internacional por soja e milho. Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais indicam crescimento nos embarques ao longo do primeiro trimestre e perspectivas robustas para abril.
De acordo com o levantamento mais recente (Semana 14/2026), o Brasil mantém fluxo intenso de exportações, com destaque para soja, farelo de soja e milho — principais produtos da pauta agroexportadora.
Embarques semanais superam 3,8 milhões de toneladas de soja
Na semana entre 12 e 18 de abril, os embarques de soja somaram cerca de 3,88 milhões de toneladas, consolidando o protagonismo do grão nas exportações brasileiras.
Os volumes são escoados principalmente por grandes portos do país, com destaque para:
- Santos: mais de 1,34 milhão de toneladas
- Paranaguá: cerca de 489 mil toneladas
- São Luís/Itaqui: mais de 546 mil toneladas
- Barcarena: aproximadamente 462 mil toneladas
Além da soja, o milho também apresentou volumes relevantes, reforçando a diversificação da pauta exportadora.
Abril pode registrar até 21,9 milhões de toneladas exportadas
As projeções para abril indicam um volume total de exportações entre 18,4 milhões e 21,9 milhões de toneladas, considerando todos os produtos analisados.
Somente a soja deve alcançar entre 14,9 milhões e 18,4 milhões de toneladas no mês, consolidando o período como um dos mais fortes da temporada.
O farelo de soja e o milho também contribuem para o desempenho, com volumes superiores a 3 milhões de toneladas no caso do milho.
Primeiro trimestre mostra crescimento consistente nas exportações
No acumulado de 2026, os dados mostram avanço relevante nos embarques:
- Janeiro: 7,7 milhões de toneladas
- Fevereiro: 11,7 milhões de toneladas
- Março: 19,4 milhões de toneladas
O crescimento mensal reflete a intensificação da colheita e o aumento da disponibilidade de grãos para exportação.
China lidera importações de soja brasileira
A China segue como principal destino da soja brasileira, concentrando cerca de 75% das importações no primeiro trimestre de 2026.
Outros destinos relevantes incluem:
- Espanha (5%)
- Turquia (4%)
- Tailândia (3%)
- Paquistão e Argélia (2% cada)
A forte dependência do mercado chinês reforça a importância das relações comerciais e da demanda asiática para o desempenho do agronegócio brasileiro.
Mercado de milho tem maior diversificação de destinos
No caso do milho, a distribuição dos compradores é mais diversificada, com destaque para:
- Egito (29%)
- Vietnã (20%)
- Irã (20%)
- Argélia (10%)
Outros países, como Malásia, Marrocos e China, também aparecem entre os principais destinos, mostrando maior pulverização da demanda.
Farelo de soja amplia presença na Ásia e Europa
As exportações de farelo de soja têm como principais destinos:
- Indonésia (21%)
- Tailândia (12%)
- Irã (9%)
- Polônia e Holanda (7% cada)
O produto segue com forte presença tanto na Ásia quanto na Europa, atendendo principalmente à demanda por ração animal.
Logística portuária concentra escoamento da produção
Os dados reforçam a importância da infraestrutura logística para o escoamento da produção agrícola brasileira.
Portos como Santos, Paranaguá, Itaqui e Barcarena concentram grande parte dos embarques, evidenciando a dependência de corredores logísticos estratégicos para manter o ritmo das exportações.
Comparação com 2025 indica início de ano mais forte
Na comparação anual, 2026 apresenta desempenho superior em alguns meses-chave, especialmente em março e nas projeções para abril.
Em abril, por exemplo, o volume estimado supera o registrado no mesmo período de 2025, indicando maior dinamismo no comércio exterior agrícola.
Histórico reforça crescimento estrutural das exportações brasileiras
A série histórica mostra expansão consistente das exportações de soja e milho ao longo dos últimos anos, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de grãos.
O avanço é resultado da combinação entre aumento de área plantada, ganhos de produtividade e forte demanda internacional.
Perspectiva segue positiva com demanda firme e oferta elevada
A tendência para os próximos meses é de continuidade no ritmo elevado de exportações, sustentada pela demanda global aquecida e pela ampla oferta de grãos no Brasil.
Com isso, o país deve manter posição de destaque no comércio internacional de commodities agrícolas, com impacto direto na balança comercial e no desempenho do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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