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Mercados asiáticos recuam com queda em ações de tecnologia e feriado na China

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Setor de tecnologia pressiona mercado em Hong Kong

As ações de Hong Kong encerraram o pregão desta quarta-feira (8) em baixa, pressionadas por fortes quedas no setor de tecnologia. O movimento ocorreu em meio a um volume reduzido de negociações, com investidores cautelosos antes da reabertura dos mercados chineses, que permanecem fechados desde o feriado do Dia Nacional.

O índice Hang Seng caiu 0,48%, encerrando aos 26.829 pontos, marcando a terceira sessão consecutiva de perdas após atingir, em 2 de outubro, sua maior máxima em quatro anos.

Desempenho do setor de tecnologia

O Hang Seng Tech Index, que reúne as principais empresas de tecnologia listadas na bolsa de Hong Kong, recuou 0,6%. Já o índice do setor de inteligência artificial (IA) teve queda de 0,8%, refletindo a realização de lucros após ganhos expressivos recentes.

Feriado mantém bolsas chinesas fechadas

Os mercados financeiros da China continental permaneceram fechados nesta quarta-feira e retomarão as negociações apenas na quinta (9), após um período de oito dias de feriado. O índice de Xangai (SSEC) e o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, não registraram operações.

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Desempenho das demais bolsas asiáticas

O clima de cautela se estendeu por outros mercados da região.

  • Tóquio (Nikkei): queda de 0,45%, a 47.734 pontos.
  • Taiwan (Taiex): recuo de 0,54%, a 27.063 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): desvalorização de 0,36%, a 4.456 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): leve baixa de 0,10%, a 8.947 pontos.
  • Seul (Kospi): não abriu nesta sessão.

Apesar das quedas generalizadas, analistas apontam que o retorno das negociações na China continental poderá trazer maior liquidez e definir os próximos movimentos do mercado asiático.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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