Brasil
Coletiva de imprensa sobre a COP15 com Marina Silva, João Paulo Capobianco e Amy Fraenkel
Nesta quarta-feira (18/3), às 12h30 (horário de Brasília), acontece coletiva de imprensa online sobre a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês). Participam a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco, e a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel. O objetivo é apresentar à imprensa os principais objetivos e resultados esperados para a COP15.
Liderada pelo Governo do Brasil, a COP15 da CMS reunirá representantes de governos, comunidade científica, organizações internacionais e sociedade civil de 23 a 28 de março em Campo Grande (MS). Ao longo de uma semana, mais de 2 mil participantes discutirão desafios e soluções para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de deslocamento.
O debate internacional de alto nível mobiliza as 133 partes signatárias da Convenção para avaliar a situação das espécies migratórias, definir prioridades e adotar decisões conjuntas sobre políticas, ações e investimentos voltados à preservação desses animais e à contenção da perda de biodiversidade.
Com o tema “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, a COP15 pretende avançar em decisões estratégicas a partir da análise do estado de conservação das espécies e das medidas a serem implementadas pelos países-membros. A proposta é fortalecer a proteção não apenas dos destinos, mas também das rotas migratórias e dos pontos de parada.
Durante a conferência, serão analisadas propostas de atualização dos Anexos I (espécies ameaçadas de extinção) e II (espécies com estado de conservação desfavorável) do tratado, além do progresso das Ações Concertadas, iniciativas coordenadas entre países para enfrentar ameaças às espécies migratórias. Também estão previstas recomendações para a ampliação de acordos regionais e a definição do orçamento do secretariado da Convenção para o próximo triênio.
👉 Os profissionais de imprensa interessados em participar devem se credenciar no formulário DISPONÍVEL AQUI.
DETALHES DO EVENTO:
Coletiva de imprensa sobre a COP15 com Marina Silva, João Paulo Capobianco e Amy Fraenkel
🗓️ Data: 18 de março de 2026
⏰ Hora: 12h30 (horário de Brasília)
🔗 Local: Online (via Zoom)
Tradução: Inglês
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Brasil
Brasil inaugura bancada de teste de motor de foguete
Brasil testa pela primeira vez um motor de foguete de 8 kilonewtons (kN) movido a etanol e oxigênio líquido. O ensaio ocorreu na nova bancada de propulsão da Universidade de Brasília (UnB), no campus Gama, e marcou o início da fase experimental de um projeto de desenvolvimento e fortalecimento da indústria espacial brasileira.
O propulsor integra a iniciativa Foguete de Treinamento a Propelente Líquido, que reúne governo, universidade e setor privado em torno do desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Programa Espacial Brasileiro. O teste foi feito pela empresa DeltaV Engenharia Espacial, responsável por desenvolver o objeto, com acompanhamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O intuito é utilizar o motor em um foguete de treinamento criado para ser uma plataforma de capacitação tecnológica e operacional, buscando desenvolver competências em propulsão líquida — tecnologia que envolve riscos e complexidade muito altos — e formar equipes especializadas, etapa estratégica para futuros foguetes e lançamentos brasileiros. A iniciativa tem apoio financeiro do MCTI, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Esse tipo de projeto costuma ser usado para:
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Validar tecnologias novas
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Treinar equipes de engenharia e operação
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Testar motores, sistemas e integração
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Criar capacidade industrial nacional
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Reduzir riscos antes de projetos maiores e mais caros
O teste também marcou a entrada em operação da nova infraestrutura instalada na Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE) da UnB. Implementada em parceria com o Chemical Propulsion Laboratory (CPL), coordenado pelo professor Olexiy Shynkarenko, a bancada tem capacidade para ensaios de motores de até 25 kN e amplia a estrutura disponível no País para pesquisas em propulsão líquida.
Segundo o diretor de Inteligência Estratégica e Novos Negócios da AEB, Paolo Gessini, o desenvolvimento do motor representa um avanço importante para o setor espacial brasileiro. “Trata-se de um teste de grande relevância para o setor espacial nacional. O motor de 8 kN, movido a etanol e oxigênio líquido, já apresenta potencial de aplicação em foguetes de sondagem, veículos de treinamento e até estágios superiores de pequenos lançadores”, afirma.
Gessini também destaca o caráter inédito da iniciativa no contexto nacional. “É a primeira vez que uma empresa privada brasileira desenvolve um motor-foguete líquido dessa categoria. Esse tipo de iniciativa demonstra o potencial das pequenas empresas nacionais e reforça a importância dos investimentos por subvenção da Finep, com acompanhamento da AEB, para o avanço tecnológico e industrial do país”, completa.
Durante o ensaio, ocorrido em 1º de maio, a equipe concentrou os testes no comissionamento da bancada e na validação dos sistemas operacionais. Foram avaliadas as operações com oxigênio líquido, a sequência de ignição e subsistemas como vedação e proteção térmica. Os dados obtidos servirão de base para as próximas etapas de desenvolvimento do motor.
Infraestrutura permite testar motores antes de voos reais
A bancada de propulsão líquida funciona como uma plataforma de testes em solo para motores de foguete. Nela, o propulsor é fixado a uma estrutura equipada com sensores e sistemas de monitoramento que permitem avaliar, em ambiente controlado, etapas como ignição, pressão, temperatura, consumo de combustível e desempenho da queima.
O objetivo é validar tecnologias, identificar falhas e reduzir riscos antes da utilização dos motores em foguetes experimentais ou futuros lançamentos. No teste feito na UnB, o motor desenvolvido pela DeltaV Engenharia Espacial utilizou etanol e oxigênio líquido como propelentes — combinação que permite maior controle da combustão e da potência do sistema.
Além do desenvolvimento tecnológico, a infraestrutura deve ser usada na formação prática de engenheiros, pesquisadores e operadores especializados em propulsão líquida, considerada uma das áreas mais complexas e estratégicas do setor espacial. A expectativa é que a bancada fortaleça a formação de profissionais especializados e amplie a capacidade brasileira em áreas estratégicas da engenharia aeroespacial.
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