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Agro

Clima irregular no Brasil acende alerta para safras e reforça volatilidade no agro, aponta Itaú BBA

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Clima irregular no Brasil impacta produção agrícola

O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, aponta que o clima segue como um dos principais fatores de risco para o agronegócio brasileiro. Nas últimas semanas, o país registrou um padrão de chuvas irregular e desigual entre regiões, afetando diretamente o desenvolvimento das lavouras.

Enquanto áreas do Centro-Norte concentraram volumes elevados de precipitação, o Sul enfrentou chuvas mais escassas, gerando impactos distintos sobre a produção agrícola.

Excesso de chuvas no Centro-Norte favorece lavouras tardias

Nas regiões do Centro-Norte, incluindo estados como Mato Grosso, Goiás e áreas do Norte do Mato Grosso do Sul, o volume elevado de chuvas contribuiu para o bom desenvolvimento das lavouras mais tardias.

Esse cenário ajudou a sustentar o potencial produtivo em diversas áreas, especialmente para culturas que ainda estavam em fases críticas de desenvolvimento. Apesar disso, o excesso de precipitação também exige atenção quanto ao ritmo da colheita e às condições logísticas no campo.

Sul enfrenta déficit hídrico e perdas na soja

Por outro lado, a região Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, apresentou chuvas irregulares e abaixo do necessário, o que comprometeu parte das lavouras.

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Mesmo com precipitações pontuais em áreas tardias, os volumes não foram suficientes para reverter perdas já consolidadas, principalmente na soja. Como resultado, o relatório destaca grande variabilidade nos resultados produtivos, com impactos mais severos em regiões do Oeste e do Sul do estado.

Safra de milho safrinha entra em período crítico

O clima também se torna decisivo para o milho segunda safra. O relatório indica que o atraso no plantio aumentou a dependência das condições climáticas nos próximos meses, especialmente entre abril e maio — fase essencial para o enchimento dos grãos.

As previsões apontam para:

  • Chuvas mais irregulares ao longo do outono;
  • Redução gradual das precipitações a partir de maio;
  • Maior risco de estresse hídrico em áreas plantadas tardiamente.

Regiões como Goiás, Matopiba e partes do Mato Grosso do Sul apresentam maior exposição ao risco climático, enquanto áreas do Mato Grosso, com plantio mais adiantado, tendem a ter menor vulnerabilidade, embora ainda exijam monitoramento.

Clima segue como principal variável para o agro

O Itaú BBA destaca que, mesmo em cenários com fundamentos positivos para algumas culturas, o clima continua sendo o principal fator de incerteza para o setor agropecuário.

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A irregularidade das chuvas pode impactar não apenas a produtividade, mas também:

  • O calendário agrícola;
  • A qualidade das lavouras;
  • O ritmo de colheita e plantio;
  • A formação de preços no mercado interno e externo.
Perspectivas: atenção redobrada nos próximos meses

Diante desse cenário, o relatório reforça a necessidade de acompanhamento constante das condições climáticas, especialmente no período de transição para o outono.

A combinação entre chuvas desiguais, atraso no plantio e riscos de estiagem pode influenciar diretamente o desempenho das principais culturas brasileiras, mantendo o mercado atento e sujeito a maior volatilidade nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Encefalites equinas ameaçam rebanhos no Brasil e reforçam importância da vacinação preventiva

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Com um rebanho estimado em cerca de 5,8 milhões de equinos, o Brasil figura entre os maiores criadores de cavalos do mundo. A atividade movimenta bilhões de reais anualmente e desempenha papel estratégico em segmentos como esporte, lazer, trabalho e reprodução. Nesse cenário, a prevenção de doenças que afetam a saúde dos animais é considerada fundamental para a sustentabilidade da equideocultura nacional.

Entre os principais desafios sanitários do setor estão as encefalites equinas, enfermidades virais que afetam o sistema nervoso central e podem causar sérios prejuízos aos criadores. As doenças exigem atenção permanente de proprietários, médicos-veterinários e profissionais ligados à cadeia produtiva dos equinos.

Encefalites equinas representam risco para a saúde animal

As principais enfermidades desse grupo incluem a Encefalite Equina do Leste (EEE), a Encefalite Equina do Oeste (WEE) e a Encefalite Equina Venezuelana (VEE). Todas são transmitidas principalmente pela picada de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, que atuam como vetores dos vírus causadores da doença.

Os animais infectados podem apresentar sintomas neurológicos graves, alterações comportamentais, perda de coordenação motora, dificuldade de locomoção e redução significativa do desempenho físico. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para óbito.

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Por se tratar de enfermidades que afetam diretamente o sistema nervoso, especialistas alertam para a importância da adoção de medidas preventivas contínuas ao longo de todo o ano.

Cavalos de competição exigem atenção redobrada

Animais que participam regularmente de provas, exposições, leilões e competições equestres estão entre os mais expostos aos riscos sanitários.

O deslocamento frequente para diferentes regiões aumenta o contato com ambientes variados e pode elevar a exposição aos mosquitos transmissores, especialmente em locais com condições favoráveis à proliferação dos insetos.

Raças de grande relevância para a equideocultura brasileira, como o Quarto de Milha e o Mangalarga Marchador, somam mais de 700 mil animais registrados no país e movimentam mais de R$ 9 bilhões por ano em atividades relacionadas ao setor.

Diante desse cenário, a manutenção de protocolos sanitários rigorosos é considerada essencial para preservar a saúde e o desempenho dos animais.

Vacinação é a principal ferramenta de prevenção

Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a medida mais eficiente para reduzir os riscos associados às encefalites equinas.

Além da imunização, outras práticas de manejo sanitário contribuem para o controle da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o controle de insetos nas propriedades, a drenagem de áreas com água parada e o acompanhamento rigoroso do calendário sanitário dos animais.

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Segundo Chester Batista, gerente técnico de Equinos da Zoetis Brasil, a prevenção deve ser tratada como prioridade dentro das propriedades.

“A vacinação associada a um manejo sanitário adequado contribui para proteger a saúde dos equinos, preservar seu desempenho e garantir o bem-estar dos animais ao longo de toda a vida produtiva”, ressalta.

Sanidade fortalece a competitividade da equideocultura

O avanço da equideocultura brasileira tem aumentado a necessidade de investimentos em sanidade animal, especialmente em um mercado cada vez mais profissionalizado e exigente.

A adoção de programas preventivos, aliada ao acompanhamento veterinário constante, reduz riscos sanitários, minimiza perdas econômicas e contribui para o desenvolvimento sustentável da atividade.

Além de proteger os animais contra enfermidades de alto impacto, a prevenção fortalece a segurança sanitária dos plantéis e ajuda a manter a competitividade do setor, que segue entre os mais relevantes da pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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