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Brasil

Cientistas debatem tecnologia com potencial de atenuar o aquecimento do planeta a partir da modificação da radiação solar

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promoveu na quarta-feira (24), em Brasília (DF), em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS), o seminário Modificação da Radiação Solar: Perspectivas, Incertezas e Desafios Éticos e de Governança. Mais de 230 pessoas se inscreveram para acompanhar o debate que abordou diferentes aspectos da geoengenharia.

Ao longo dos painéis, os especialistas brasileiros e do exterior enfatizaram que a tecnologia não substitui a necessidade urgente de reduzir as emissões antrópicas de gases de efeito estufa, causadoras do aquecimento anômalo do planeta e que provocam alterações climáticas.

A modificação da radiação solar envolve um conjunto de tecnologias potenciais de resfriar o planeta ao aumentar a quantidade de luz solar que a Terra reflete de volta ao espaço. Entre as técnicas que recebem maior atenção estão a injeção de aerossóis na estratosfera, acima de 15km de altitude, semelhante ao que ocorre em erupções vulcânicas, e o branqueamento de nuvens marinhas, aumentando o albedo, que é a capacidade de reflexão dos raios solares.

O tema tem sido estudado no âmbito teórico. Contudo, a adoção das soluções de geoengenharia podem ter impactos críticos na biodiversidade e no ciclo hidrológico, por exemplo. Os pesquisadores destacaram a necessidade de aprofundar o conhecimento de diferentes aspectos, incluindo os potenciais impactos e os benefícios.

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O professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Artaxo, alertou que o mundo está numa trajetória de aquecimento da ordem de 3ºC a 4ºC até o fim deste século, bem acima do limite de segurança acordado no Acordo de Paris – que prevê conter o aquecimento médio global abaixo de 2oC. Essa trajetória terá consequências gravíssimas para o Brasil. “O Brasil é um dos países que vão ser mais afetados pelas mudanças climáticas e temos que preparar a nossa sociedade para isso”, comenta.

Artaxo comparou a geoengenharia a remédios, que podem ter efeitos colaterais, incluindo indesejáveis, e destacou que a complexidade do tema merece atenção e aprofundamento. “São questões muito complexas que precisam ser discutidas em detalhes e isso não se faz em um, dois ou cinco anos. Se a gente quiser ou precisar utilizar técnicas [de modificação da radiação solar] na segunda metade deste século, é bom que a ciência comece a ser desenvolvida agora”, explicou.

Thelma Krug, que atuou como vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) de 2015 a 2023, lembrou que pela primeira vez o Grupo de Trabalho I, dedicado à base científica da ciência do clima, do Sétimo Ciclo de Avaliação cita explicitamente a tecnologia de modificação de radiação solar. O tema será abordado no capítulo 9, que contempla respostas do sistema terrestre sob trajetórias de estabilização da temperatura.

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O diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do MCTI, Osvaldo Moraes, destacou a importância da reflexão na agenda climática. “O MCTI não pode deixar de olhar para esse tema que hoje mobiliza a atenção para as pesquisas e suas aplicações e desenvolvimentos, que podem ter um grande impacto na sociedade e no futuro na humanidade”, disse.

O líder especialista sênior do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Roberto Kishinami, ressaltou que o seminário tem como desafio avançar nessa discussão e de como esse tema está conectado com overshooting e tipping points. “O Brasil precisa acompanhar e colocar o tema como uma das prioridades da tecnologia, inclusive, do ponto de vista científico”, afirmou.

Assista na íntegra à transmissão do Seminário sobre Modificação da Radiação Solar.

Veja as fotos do seminário.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

Na inauguração da ABDInfra, ministro de Portos e Aeroportos reforça papel da segurança jurídica na infraestrutura

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Durante a inauguração da Academia Brasileira de Direito da Infraestrutura (ABDInfra), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a importância da segurança jurídica para a consolidação de investimentos no setor de infraestrutura nacional. O lançamento ocorreu nessa terça-feira (5), na Casa Brasil Export, em Brasília (DF). Na ocasião, o ministro disse que o avanço de projetos estruturantes não depende apenas de planejamento e capital, mas também de estabilidade institucional e regulatória. “Infraestrutura se faz com bons projetos, engenharia e investimento, mas não dispensa segurança jurídica”, explicou.

Criada em parceria com o Grupo Brasil Export, a Academia Brasileira de Direito da Infraestrutura (ABDInfra) reúne ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU), desembargadores e promotores de justiça. A entidade tem como objetivo fomentar estudos e debates qualificados sobre temas estratégicos como concessões, parcerias público-privadas, regulação, financiamento e governança. “Os tribunais superiores têm papel fundamental para consolidar um ambiente de estabilidade regulatória e segurança jurídica, indispensável para quem acredita e investe no Brasil”, destacou Tomé Franca.

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O ministro também ressaltou que o país vive um ciclo expressivo de investimentos privados, especialmente no setor portuário. Prova disso são os aportes que passaram de R$ 8 bilhões nos quatro anos do governo anterior para R$ 40 bilhões em três anos da atual gestão. “É nossa responsabilidade, enquanto poder público, setor privado e sistema jurídico, garantir que esse ciclo se consolide, cresça e gere os frutos de que o Brasil e a população precisam”, disse.

Durante o evento, o ministro citou ainda a criação do Grupo de Trabalho de Concessões, iniciativa voltada à harmonização de práticas regulatórias nos setores de portos, aeroportos e hidrovias no âmbito do MPor.

A proposta, segundo Tomé Franca, é aproximar modelos e procedimentos entre áreas que dialogam, mas ainda operam sob lógicas regulatórias distintas. “O investidor quer estabilidade institucional, bons projetos e segurança jurídica. Quanto maior a previsibilidade, maior a capacidade de atrair investimentos e fortalecer a infraestrutura brasileira”, afirmou.

Para o ministro, a ABDInfra pode contribuir diretamente para o aperfeiçoamento do ambiente regulatório no país. “O Ministério de Portos e Aeroportos terá uma escuta atenta ao que for debatido na Academia, para que possamos ser cada vez mais assertivos nas políticas públicas que estamos implementando”, concluiu.

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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