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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ibovespa sobe após dados de emprego dos EUA fortalecerem expectativa de corte de juros pelo Fed

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, abriu em alta nesta quinta-feira (2), impulsionado pela divulgação de indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos que vieram abaixo das expectativas do mercado. Os números reforçaram a percepção de desaceleração da economia americana e aumentaram as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá iniciar um ciclo de redução dos juros nos próximos meses.

Nos primeiros minutos de negociação, às 10h05, o Ibovespa avançava 0,65%, alcançando 172.807,91 pontos. Já o contrato futuro do índice com vencimento em 12 de agosto registrava valorização de 0,35%, indicando um início de sessão positivo para a renda variável brasileira.

Dados dos Estados Unidos impulsionam mercados

O movimento dos mercados foi influenciado pelos indicadores de emprego divulgados nos Estados Unidos, que mostraram uma criação de vagas inferior ao esperado pelos analistas em junho. O resultado fortaleceu a avaliação de que a economia norte-americana está perdendo ritmo de forma gradual, reduzindo a necessidade de uma política monetária mais restritiva.

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Com isso, investidores passaram a ampliar as apostas de que o Federal Reserve poderá reduzir a taxa básica de juros ainda este ano, cenário que costuma favorecer mercados emergentes, bolsas de valores e moedas como o real.

Commodities e ações ligadas ao agro acompanham cenário externo

A melhora do ambiente internacional também beneficia empresas brasileiras ligadas ao agronegócio e às commodities. A expectativa de juros menores nos Estados Unidos tende a estimular a demanda global por matérias-primas, favorecendo setores como mineração, petróleo, papel e celulose, proteínas animais e exportação de grãos.

Além disso, um ambiente financeiro mais favorável contribui para a entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira, fortalecendo ativos de empresas exportadoras e ampliando o interesse dos investidores pelo mercado nacional.

Mercado segue atento ao câmbio

Enquanto o Ibovespa avança, o mercado também acompanha o comportamento do dólar frente ao real. A perspectiva de juros menores nos Estados Unidos reduz a força da moeda americana no cenário internacional, movimento que pode aliviar custos de importação de fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e equipamentos utilizados pelo agronegócio brasileiro.

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Ao longo da sessão, investidores continuarão monitorando novos indicadores econômicos, declarações de dirigentes do Federal Reserve e o desempenho das commodities, fatores que deverão determinar o ritmo dos mercados financeiros nesta quinta-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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