Connect with us


Agro

Alta dos fertilizantes e crise global de insumos pressionam o agro brasileiro e elevam risco para próximas safras

Publicado em

Custo dos insumos dispara e aperta margens no campo

A elevação dos preços de fertilizantes e energia no mercado internacional tem ampliado a pressão sobre os produtores rurais, especialmente em um cenário de margens mais estreitas e commodities agrícolas com preços menos atrativos.

Mesmo com oferta global de alimentos considerada confortável, o encarecimento dos insumos já começa a influenciar decisões estratégicas no campo, como o nível de investimento, escolha de culturas e intensidade tecnológica nas lavouras.

Tensão geopolítica impacta diretamente o agronegócio

De acordo com análise do International Food Policy Research Institute (IFPRI), conflitos no Oriente Médio — incluindo a guerra envolvendo o Irã e o fechamento do Estreito de Hormuz — têm impulsionado os preços globais de fertilizantes e energia.

O impacto é relevante para países como Brasil e Argentina, grandes players do agronegócio mundial. Juntos, os dois países respondem por:

  • 10% das exportações globais de trigo
  • 39% das exportações de milho
  • 66% das exportações de soja

Os dados são baseados em estimativas do USDA para a safra 2025/2026.

Dependência externa de fertilizantes amplia vulnerabilidade

Um dos principais fatores de risco é a forte dependência de fertilizantes importados. Em 2023, cerca de 28% das importações brasileiras de nitrogenados tiveram origem em países do Golfo Pérsico. Na Argentina, essa participação foi de 9%.

Leia mais:  Oeste de Santa Catarina concentra 70% das exportações do estado impulsionado pelo cooperativismo

Além dos nitrogenados, a região também fornece parte dos fertilizantes fosfatados, ainda que em menor escala. Já o potássio possui participação reduzida nesse fluxo específico.

Essa dependência torna o custo de produção agrícola altamente sensível a oscilações geopolíticas e logísticas.

Momento da crise preocupa com compras já em andamento

O timing da crise agrava o cenário. As aquisições de fertilizantes para as próximas safras já estão em andamento no Hemisfério Sul.

Na Argentina, o plantio de trigo ocorre entre maio e agosto. No Brasil, a demanda por ureia cresce principalmente entre outubro e janeiro, período estratégico para o milho safrinha.

Com preços mais altos, produtores podem rever estratégias de compra e uso de insumos.

Produtores podem reduzir uso de fertilizantes e afetar produtividade

Diante da escalada de custos, a tendência é de ajuste no manejo agrícola. Entre as possíveis reações do produtor estão:

  • Redução da aplicação de fertilizantes por hectare
  • Substituição por culturas menos intensivas em insumos
  • Ajustes no pacote tecnológico

Em 2022, produtores brasileiros já reduziram o uso de fosfatados e potássio. Agora, o desafio é ainda maior, já que os preços das commodities estão mais baixos, comprimindo ainda mais a rentabilidade.

Leia mais:  Maior oferta brasileira derruba preços do suco de laranja em Nova York, mas varejo dos EUA mantém valores recordes
Risco logístico e clima elevam incertezas para o agro

Caso o fechamento do Estreito de Hormuz se prolongue, o Brasil pode enfrentar queda significativa nas importações de ureia, insumo essencial para diversas culturas.

Além disso, a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no fim de 2026 adiciona um componente extra de risco climático, podendo afetar a produtividade agrícola.

Cenário exige atenção e gestão estratégica no campo

Com custos em alta, riscos geopolíticos e incertezas climáticas, o agronegócio brasileiro entra em um período que exige maior planejamento, eficiência e gestão de risco.

A combinação desses fatores deve influenciar diretamente o desempenho das próximas safras e a competitividade do Brasil no mercado global de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Ministro André de Paula participa de reunião com produtores de cana-de-açúcar e visita unidades de pesquisa na Paraíba na segunda-feira (31)

Published

on

Na próxima segunda-feira (31), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, estará na Paraíba, onde cumpre agendas em João Pessoa e Campina Grande.

Pela manhã, na capital, o ministro participa de reunião com produtores de cana-de-açúcar na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que reúne cerca de 1,6 mil associados em mais de 30 municípios. Também estarão presentes representantes da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida), composta por entidades de classe de seis estados do Nordeste.

Entre os assuntos da reunião está a subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar destinada a produtores independentes da região afetados por eventos climáticos na safra 2025/2026 e pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida prevê recursos de até R$ 270 milhões.

À tarde, em Campina Grande, André de Paula visita a Embrapa Algodão, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Mapa. Está prevista a visita aos laboratórios de biotecnologia e de fibras e ao futuro laboratório de qualidade de leite caprino. A unidade atua prioritariamente nas cadeias produtivas de algodão, amendoim, gergelim, mamona e agave, além do desenvolvimento de tecnologias para sistemas de produção e inovação.

Leia mais:  Conexão Delta G doa 500 doses de sêmen para fortalecer a pecuária de Dom Feliciano

Na sequência, o ministro visita o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), onde deverá conhecer pesquisas voltadas à produção vegetal e animal, com foco em alternativas para a sustentabilidade dos sistemas produtivos regionais. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o instituto atua no desenvolvimento científico e tecnológico e na integração dos polos socioeconômicos e ecossistemas estratégicos do Semiárido brasileiro.

SERVIÇO

Ministro André de Paula cumpre agenda na Paraíba

Dia: 31/08 (segunda-feira)

>> João Pessoa
9h – Reunião com produtores de cana-de-açúcar
Local: Asplan (Auditório Álvaro Ferreira Lima) – Rua Rodrigues de Aquino, 267 – Centro

>> Campina Grande
14h – Visita à unidade da Embrapa Algodão
Local: Rua Osvaldo Cruz, nº 1143 – Bairro Centenário

15h30 – Visita do Instituto Nacional do Semiárido (Insa)
Local: Av. Francisco Lopes de Almeida, 4000 – Serrotão

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262