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Capacitações: Hospital Infantil Monastier aprimora atendimento a pacientes com TEA

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Em alusão ao Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Hospital Infantil Waldemar Monastier, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu, ao longo deste mês, uma série de ações voltadas à qualificação das equipes assistenciais e ao fortalecimento de práticas de acolhimento humanizado.

Os encontros abordaram estratégias práticas para o atendimento no ambiente hospitalar, com foco na compreensão das especificidades comportamentais e emocionais desses pacientes, garantindo maior segurança e assertividade nas condutas adotadas no cotidiano hospitalar.

Como parte das ações, foi apresentado o “Guia de Interação com o Paciente”, instrumento que passa a ser utilizado pela equipe de Psicologia. O material consiste em um questionário aplicado aos familiares, com o objetivo de identificar preferências, sensibilidades e necessidades específicas de cada paciente. Após o preenchimento, o guia permanece disponível no leito, facilitando a comunicação entre o paciente e a equipe multiprofissional.

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“As ações integram a política institucional de qualificação contínua e reforçam o compromisso do Estado com a inclusão, a humanização do atendimento e o respeito às necessidades individuais dos pacientes e seus familiares”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Encerrando a programação, nesta terça e quarta-feira (28 e 29), o hospital promoveu o Seminário Hospitalar Atendimento Interdisciplinar ao Paciente com TEA. O evento teve como objetivo ampliar a capacitação dos profissionais, promovendo uma abordagem integrada e qualificada no cuidado. A programação também foi transmitida ao vivo pelas redes sociais da instituição, ampliando o acesso ao conteúdo.

Para Karina Chiquitti, diretora do hospital, falar sobre TEA é falar sobre diversidade e reconhecer que não existe uma única forma de perceber o mundo. “O nosso papel enquanto profissionais é estarmos preparados para acolher essa singularidade, por isso, discutir conceitos e protocolos nos convida a refletir sobre essas práticas. Que possamos sair desse mês muito mais informados, mais preparados para fazer a diferença na vida de cada paciente de cada família”, afirmou.

Fonte: Governo PR

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Estudo do Tecpar e UFPR demonstra potencial farmacêutico da própolis azul

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Um estudo feito em parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) sobre a própolis azul mostrou que, na comparação com outras própolis amplamente utilizadas na indústria farmacêutica, a azul possui composição química semelhante às demais, o que demonstra a possibilidade de novos usos desse produto no Paraná.

A dissertação de mestrado “Caracterização química e atividades antimicrobianas e Citotóxicas da Própolis Azul: Um Estudo Comparativo Com Própolis Verde e Vermelha”, defendida pelo pesquisador Vitor Luis Fagundes, no programa de pós-graduação em ciências farmacêuticas da UFPR, é inédita por demonstrar, pela primeira, que as própolis verde e vermelha, produzida por abelhas com ferrão da espécie Apis melífera, têm uma composição química e ação farmacológica semelhante à própolis azul, produzida por abelhas sem ferrão.

Além de ser produzida por uma abelha sem ferrão, de fácil manejo, a própolis azul apresenta algumas características diferenciais, sendo capaz de conferir um significativo retorno financeiro devido ao alto valor agregado.

Renato Rau, pesquisador do Tecpar e coordenador do projeto de meliponicultora na cidade de Morretes, no Litoral, detalha que esse estudo em parceria com a UFPR demonstra o potencial mercadológico da própolis azul.

“A própolis azul tem características medicinais que podem contribuir em ações antimicrobiana, anti-inflamatória, antiparasitária, antiviral e antitumoral. É ainda um importante fortalecedor do sistema imunológico, equilibrando o organismo, e apresenta atividade antibiótica, efeitos esses muito superiores quando comparado ao uso das outras própolis”, disse.

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DIFERENCIAL – O pesquisador explica que, a partir desse estudo, o Tecpar e UFPR farão a identificação da molécula “tipificadora” da própolis azul, assim como o Artepillin C representa para a própolis verde – a molécula tificadora funciona como uma “assinatura química” do produto. “Com isso e mais outras pesquisas, vamos buscar o início dos testes de ação farmacológica e comprovação das ações terapêuticas da própolis azul, visando a produção de medicamentos para uso medicinal e consequente registro perante os órgãos regulatórios”, explica Rau.

Vitor Luis Fagundes observa que os resultados obtidos demonstraram que a própolis azul apresenta atividade biológica, assim como as própolis verde e vermelha, e que o estudo mostrou que a atividade antibacteriana da própolis azul foi superior à observada para os demais avaliados. “A parceria com o Tecpar foi fundamental, uma vez que o pesquisador Renato Rau identificou a lacuna de conhecimento existente sobre a própolis azul, e disponibilizou as amostras necessárias para o desenvolvimento da pesquisa e esteve sempre disposto a colaborar ao longo do processo”, afirma.

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IMPACTOS – O Tecpar, em uma parceria com a prefeitura de Morretes, já capacitou mais de 50 agricultores locais para o desenvolvimento da cadeia de própolis azul e já distribuiu mais de 100 caixas de abelhas na cidade.

O objetivo é incrementar a renda de agricultores familiares e fortalecer o desenvolvimento regional por meio da implantação de meliponários e da promoção da rede produtiva para própolis, caixas racionais e colmeias.

O diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Tecpar, Celso Kloss, diz que a intenção é avançar com o projeto em outras cidades litorâneas. “Nosso próximo passo é selecionar famílias da área rural dos sete municípios do Litoral do Paraná para ingressar no projeto, com colmeias de abelha mandaçaia”, disse Kloss. “Esse é o resultado social do projeto, que vai ainda estudar novos produtos à base de mel e de própolis. Essa ação demonstra o impacto do Tecpar, instituto de ciência e tecnologia do Governo do Estado: usar a pesquisa científica como indutor de desenvolvimento”, acrescenta.

Fonte: Governo PR

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