Paraná
Atração do Verão Maior, Gipsy Kings by Andre Reyes elevou música catalã a sucesso global
A primeira atração internacional do Verão Maior Paraná de 2026 é a banda Gipsy Kings by Andre Reyes. Na sexta-feira (16), às 22h, chega a praia de Caiobá, em Matinhos, um dos grupos europeus mais bem-sucedidos da história da música popular. Formada por músicos de origem cigana espanhola radicados no sul da França, o grupo vendeu mais de 60 milhões de discos em todo o mundo e embalou sucessos como “Bamboléo”, “Djobi-Djobá” e “Volare”.
O sucesso do grupo não é apenas de popularidade, mas também na crítica, que reconhece a revitalização fiel ao gênero musical rumba catalã, que tem origem na comunidade cigana de Barcelona, na Espanha. Pioneira e original, a banda foi responsável pelo início de uma era de ouro para todos os tipos de música étnica, ou seja, músicas tradicionais ou populares não-americanas ou britânicas.
O ponto de virada foi em 1988, com o lançamento de “Gipsy Kings”, homônimo do nome da banda. O disco permaneceu por 40 semanas na Billboard 200, que lista os álbuns mais escutados do momento, um feito raro para um trabalho cantado majoritariamente em espanhol.
Embalados pelos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona, o grupo impulsionou a rumba catalã e invadiu as paradas musicais, as playlists de rádio, as discotecas e todos os lugares onde se ouvia música no final dos anos de 1980 ao início de 1990, com impacto definitivo na indústria musical global.
A rumba catalã é um gênero musical marcado pela fusão entre o flamenco tradicional, ritmos latinos e a música pop, com sonoridade festiva e dançante. O gênero é rapidamente identificado com o uso de guitarras rápidas, palmas e melodias leves, além de instrumentos como claves afro-cubanas, bongôs caribenhos e güiro, o que a torna menos dramática e mais celebratória do que a rumba flamenca.
O canto tem origem no flamenco, enquanto a execução do violão se destaca pela técnica do “ventilador”, em que o músico alterna acordes e batidas rítmicas no corpo do instrumento, criando uma marca sonora reconhecida internacionalmente.
A relevância artística do repertório também se refletiu em premiações. Em 2014, Gipsy Kings venceu o principal prêmio da indústria fonográfica, o Grammy Award, na categoria World Music, com o álbum “Savor Flamenco”, além de acumular outras sete indicações ao longo dos anos, o que, indiscutivelmente, consolidou o reconhecimento da crítica internacional.
A presença do grupo no cinema é outro indicativo de sua força cultural. A versão flamenca de “Hotel California” integrou a trilha do filme “O Grande Lebowski”, dos irmãos Coen, que posteriormente se tornou um fenômeno cultura, enquanto a adaptação de “You’ve Got a Friend in Me” apareceu na animação “Toy Story 3”, da Pixar. São exemplos de como o som do Gipsy Kings ultrapassou os palcos e se incorporou ao imaginário popular global.
Depois da passagem por Matinhos, o grupo continua sua turnê internacional chamada “Viva el Arte” que conta com mais de 85 espetáculos. A agenda da banda tem shows marcados até novembro de 2026.
GUERRA E SUPERAÇÃO – A liderança de Andre Reyes mantém como eixo central a herança cultural do povo cigano espanhol. Os pais dos membros do grupo fugiram da Catalunha, na Espanha, para o sul da França durante a Guerra Civil Espanhola, que durou de 1936 a 1939.
A trajetória que deu origem ao nome Gipsy Kings começa ainda na década de 1960, quando os primos José Reyes e Manitas de Plata formaram um duo de rumba flamenca que alcançou grande popularidade regional. Nos anos 1970, José Reyes passou a tocar com seus filhos Nicolas e Andre, formando o grupo Los Reyes, que se apresentava em casamentos, festas, festivais e também nas ruas de cidades do sul da França, ajudando a consolidar a sonoridade cigana junto ao público europeu.
Com a morte de José Reyes, em 1979, o guitarrista Tonino Baliardo, filho de Manitas de Plata, passou a integrar a formação. Foi a partir desse período que o grupo adotou o nome Gipsy Kings, tradução para o inglês acrescida da referência cigana, marca que acompanharia a projeção internacional da banda nas décadas seguintes.
Com o passar dos anos, a formação original acabou se desdobrando em diferentes projetos musicais. Atualmente, há dois grupos que mantêm o uso do nome Gipsy Kings, funcionando de forma independente. Um deles é liderado por Andre Reyes, responsável pela atração que se apresenta no Verão Maior Paraná, e que preserva o repertório e a identidade musical consagrados internacionalmente.
A formação comandada por Andre Reyes mantém forte vínculo familiar, característica presente desde a origem do grupo. No palco, ele divide a apresentação com filhos, sobrinhos e primos, acompanhados por músicos de apoio, reunindo ao todo dez integrantes entre cantores e instrumentistas. Essa continuidade familiar reforça a herança cultural cigana que marca o som do Gipsy Kings by Andre Reyes e sustenta a longevidade do projeto nos palcos internacionais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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