Brasil
Cansado das telas? O Brasil tem destinos de natureza que promovem um verdadeiro detox digital
Uma pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo evidencia um dado importante, 36% dos brasileiros têm buscado exatamente o oposto das viagens conectadas: o silêncio e o contato direto com a natureza é a bola da vez. O fenômeno do “detox digital” consolidou-se como uma das principais tendências do setor de viagens neste ano, impulsionando a procura por destinos que ofereçam uma desconexão proposital das redes sociais e das notificações de trabalho para privilegiar o bem-estar mental e a contemplação.
O Brasil, com sua biodiversidade única e dimensões continentais é um santuário global para esse tipo de turismo. Através de políticas de fortalecimento do turismo sustentável e da valorização de roteiros de ecoturismo, o MTur tem incentivado a busca de refúgios onde a tecnologia dá lugar à experiência sensorial. É uma oportunidade de “carimbar o passaporte” em diferentes Brasis, focando naquilo que é essencial e na regeneração através do meio ambiente.
Seja no calor das águas doces do Norte ou no frio charmoso das serras do Sul, não faltam opções para quem deseja esquecer o relógio. O segredo deste roteiro está na simplicidade e na qualidade das experiências, que vão desde flutuações em rios cristalinos até o conforto de chalés privativos no meio da mata. Confira abaixo cinco destinos selecionados, um em cada região do país, para você guardar o celular e reencontrar o seu equilíbrio.
Norte: Novo Airão (Amazonas) – Novo Airão é o portal de entrada para uma das experiências mais imersivas da Amazônia: a grandiosidade do Rio Negro e as mais de 400 ilhas que compõem o arquipélago de Anavilhanas. Neste destino, a conectividade é substituída pela observação da fauna silvestre e pelo ritmo das águas, refletindo o espírito de sustentabilidade que o Brasil apresenta ao mundo.
Um dos pontos altos da visita acontece nas praias de areia branca que surgem no meio do rio durante a vazante. Trocar o brilho da tela pelo banho em águas escuras e mornas, cercado pela floresta tropical, é um convite à presença absoluta e ao reconhecimento do patrimônio natural brasileiro como uma referência de vida e memória.
Sul: Urubici (Santa Catarina) – Localizada na Serra Catarinense, Urubici é a terra de grandes cânions e montanhas imponentes. Este destino é ideal para quem busca o isolamento, mas não abre mão do conforto, atraindo um perfil de viajante que valoriza o tempo de permanência e a qualidade da experiência.
Caminhar pelas bordas dos aparados da serra ou observar as araucárias sob o frio matinal proporciona uma sensação de desconexão que renova a alma. Urubici destaca-se como um polo de turismo de nicho, pensado para integrar o visitante à paisagem.
Sudeste: Visconde de Mauá (Rio de Janeiro) – Na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, Visconde de Mauá oferece serra, frio e alta gastronomia. O foco aqui não é o compartilhamento em tempo real, mas o som das cachoeiras geladas e o aconchego de uma lareira em um chalé privativo cercado por verde, proporcionando uma experiência de refúgio no coração da região mais populosa do país.
É o lugar perfeito para quem busca silêncio e privacidade. A rotina em Mauá é ditada pelo caminhada por trilhas pouco exploradas ou a degustação da culinária regional, reafirmando o papel do Sudeste como um destino de charme e cultura.
Nordeste: Caraíva (Bahia) – Em Caraíva, o tempo parece seguir um compasso próprio, onde o asfalto não entra e o chão é inteiramente de areia. Este vilarejo rústico no litoral baiano é o cenário ideal para que o visitante vivencie o turismo como um motor de desenvolvimento social e respeito às tradições locais.
A simplicidade é o maior luxo de Caraíva, onde a iluminação pública é discreta e o transporte é feito em carroças. O encontro do rio com o mar e as noites estreladas sem poluição luminosa oferecem um ambiente de paz que é a marca registrada de um dos destinos mais autênticos e preservados do Nordeste brasileiro.
Centro-Oeste: Nobres (Mato Grosso) – Nobres é o paraíso das águas transparentes, mantendo o charme de uma vila pequena e preservando um turismo de baixo impacto, preservando a flutuação nos rios azuis e a observação da vida subaquática sem as distrações do mundo virtual.
O destino convida à contemplação das cachoeiras e ao espetáculo do pôr do sol, focando na educação ambiental e no ecoturismo. Em Nobres, a rotina de lazer é ativa e relaxante ao mesmo tempo, provando que o interior do Brasil é um mercado vibrante para quem busca experiências únicas de conexão com a terra.
Estes são apenas alguns exemplos do potencial brasileiro para quem busca desacelerar durante as férias. O Ministério do Turismo segue trabalhando para estruturar e promover centenas de outros destinos de natureza em todas as unidades federativas. Do Oiapoque ao Chuí, o Brasil oferece infinitas possibilidades para você desligar as telas e se reconectar com o que realmente importa.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.
PROIBIÇÃO DAS BETS
Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.
Confira o cronograma das medidas:
- Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
- Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
- A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
- Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
- De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
- A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.
INTERESSE PÚBLICO
A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.
FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL
O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.
A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.
As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.
PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES
Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:
- exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
- divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa);
- uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
- facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
- fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
- localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).
SAÚDE PÚBLICA
As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.
“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.
O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.
Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.
A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.
Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.
Fonte: Ministério da Saúde
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