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Mercado mantém projeções do Boletim Focus para inflação, Selic, PIB e câmbio

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As projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira permaneceram estáveis na nova edição do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC). O levantamento, que reúne estimativas de cerca de 100 instituições financeiras, mostra que as expectativas para inflação, juros, crescimento econômico e câmbio continuam sem alterações significativas, refletindo um cenário de cautela e estabilidade após a manutenção da Selic em 15% ao ano.

Inflação segue acima da meta, mas mercado mantém previsões

De acordo com o relatório, a projeção para a inflação oficial medida pelo IPCA em 2025 foi mantida em 4,55%, acima da meta central de 3,00%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Para 2026, a estimativa também se manteve em 4,20%, sinalizando que o mercado ainda prevê pressões inflacionárias moderadas no médio prazo.

A expectativa para os preços administrados — como energia, combustíveis e tarifas públicas — teve leve alta, passando de 4,95% para 4,97% em 2025, enquanto a projeção para 2026 recuou de 3,87% para 3,86%. Já a inflação medida pelo IGP-M apresentou pequena queda para -0,22% em 2025 e permaneceu em 4,08% para 2026.

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Crescimento econômico segue estável para os próximos anos

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) continuam sem alterações. O mercado estima avanço de 2,16% em 2025 e 1,78% em 2026, mantendo o mesmo ritmo observado nas semanas anteriores.

No relatório de Política Monetária mais recente, o Banco Central projetou crescimento de 1,9% para a economia brasileira no próximo ano, reforçando a percepção de expansão moderada em um cenário de juros ainda elevados.

Selic deve permanecer em 15% até o fim de 2025

O Boletim Focus também indicou que o mercado mantém as expectativas para a taxa Selic, que deve encerrar 2025 em 15,00% ao ano — mesmo patamar atual, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter os juros inalterados na última reunião.

Para os anos seguintes, as estimativas seguem em 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10,00% em 2028, mostrando que o mercado ainda não vê espaço para reduções significativas no curto prazo.

Dólar permanece estável nas projeções

A projeção para a taxa de câmbio também não apresentou variação. O dólar deve encerrar 2025 cotado a R$ 5,41, enquanto a previsão para 2026 permanece em R$ 5,50. As expectativas para os anos seguintes seguem no mesmo patamar, refletindo estabilidade cambial diante de um cenário internacional ainda volátil.

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Avaliação geral: política monetária deve permanecer restritiva

A manutenção das projeções reflete a avaliação de que a política monetária restritiva continuará sendo necessária para controlar a inflação e ancorar as expectativas de longo prazo. Mesmo com sinais de desaceleração da atividade econômica, os analistas avaliam que o Banco Central deve manter o atual patamar de juros por mais tempo para consolidar o processo de desinflação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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