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Tecnoshow COMIGO 2026 destaca integração entre ciência, inovação e produção no campo

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Evento reforça conexão entre conhecimento, tecnologia e produtor rural

Alinhada ao tema “O Agro Conecta”, a Tecnoshow COMIGO 2026 evidencia a importância da integração entre ciência, inovação e campo para o avanço do agronegócio brasileiro. O evento ocorre entre os dias 6 e 10 de abril, em Rio Verde (GO), reunindo instituições de pesquisa, ensino e extensão.

Participam desta edição a Embrapa, Emater Goiás, Universidade de Rio Verde (UniRV) e Instituto Federal Goiano (IF Goiano), que apresentam soluções que vão desde o desenvolvimento científico até a aplicação prática nas propriedades rurais.

IF Goiano apresenta pesquisas e startups voltadas ao agro

O Instituto Federal Goiano leva à feira um conjunto de tecnologias e iniciativas desenvolvidas em seus 12 campi, com destaque para o Campus Rio Verde, responsável pela coordenação do estande institucional.

A instituição organiza sua participação em sete estações temáticas, com apresentação de pesquisas, projetos de inovação e soluções tecnológicas para o setor agropecuário.

Entre os destaques está a atuação da incubadora IF For Business, que apresenta startups como Arandú, BS Agro, Solo Calc, Ferts e FieldX, com soluções nas áreas de agronomia, tecnologia, química e engenharia.

Também ganham espaço pesquisas do Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO), voltadas ao desenvolvimento sustentável, e projetos do Polo de Inovação Embrappi, focados em tecnologias para manejo, processamento e armazenamento de grãos.

UniRV promove debates técnicos e demonstrações práticas no campo

A Universidade de Rio Verde reforça a conexão entre teoria e prática com uma programação voltada aos desafios atuais da produção agrícola.

No estande de Agronomia, a instituição apresenta uma vitrine tecnológica com cultivo de soja em solo arenoso, com e sem cobertura vegetal, demonstrando a importância da palhada e os impactos no desenvolvimento das lavouras.

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Entre os temas abordados estão:

  • Manejo de solo e adubação
  • Controle de plantas daninhas
  • Mercado da soja
Estratégias para diferentes tipos de solo

O ciclo de palestras inclui discussões sobre desafios climáticos, gestão de propriedades rurais, segurança produtiva e manejo da cultura da soja em diferentes condições.

Na área de Medicina Veterinária, o público pode participar de atividades interativas, como observação de gametas e embriões em microscópios, além da exposição de animais, evidenciando o uso de biotecnologia na pecuária.

Embrapa lança cultivares e apresenta tecnologias para o Cerrado

A Embrapa destaca na feira um portfólio voltado à inovação genética, produtividade e adaptação às condições do Cerrado.

Entre os principais lançamentos estão duas cultivares de soja convencional (não transgênica): BRS 579 e BRS 7583, indicadas para o Brasil Central e com alto potencial produtivo.

Outro destaque é a soja transgênica BRS 6981 IPRO, com ciclo precoce, elevada produtividade e resistência a doenças como nematoide de cisto e ferrugem asiática.

Na cultura do trigo, a instituição apresenta a cultivar tropical BRS Savana (BRS TR135), adaptada ao cultivo de sequeiro no Cerrado. Para o arroz de terras altas, são exibidas as cultivares BRS A502, BRS A503 e BRS A504 CL.

Além das cultivares, a Embrapa apresenta soluções inovadoras como:

  • Equipamento que transforma motocicletas em mini tratores, ampliando a mecanização de baixo custo
  • Sistema Antecipasto, que antecipa o pastejo em até 30 dias
  • Atualização do Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM), com foco em práticas de conservação do solo
Emater Goiás aposta no turismo rural e na geração de renda no campo

A Emater Goiás apresenta ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e ao desenvolvimento sustentável, com destaque para o Programa de Turismo Rural.

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A iniciativa busca diversificar a renda no campo por meio da valorização de experiências rurais, gastronomia e hospedagem. Durante o evento, o público pode conhecer modelos de chalés rurais e regiões turísticas do estado.

Também será lançado o III Encontro Nacional de Turismo Rural, previsto para 2027.

Outro destaque é o Programa Aconchego Rural, que incentiva a inserção de agricultores familiares no turismo, oferecendo capacitação e apoio financeiro inicial.

O estande da Emater conta ainda com feira da agricultura familiar, degustações, apresentações culturais, exposição de artesanato, distribuição de mudas e atendimento técnico.

Agricultura familiar e artesanato ganham espaço na feira

A Tecnoshow COMIGO 2026 também valoriza a produção local por meio do Pavilhão da Agricultura Familiar e Artesanato, que reúne 25 espaços para expositores.

Participam associações como:

  • Associação dos Agricultores Familiares e Artesãos (ACAFA), de Santa Vitória (MG)
  • Associação de Artesãos Mãos de Rio Verde (AMARV)
  • Associação de Serranópolis Amigos do Armazém (ASAA)

O público encontra produtos como doces, frutas, artesanato e itens em madeira, reforçando o papel da agricultura familiar na geração de renda, preservação cultural e dinamização das economias regionais.

Integração entre inovação e tradição impulsiona o agro brasileiro

A participação das instituições na Tecnoshow COMIGO 2026 reforça como a conexão entre pesquisa, educação e produtor rural é essencial para o avanço do agronegócio.

Ao unir inovação tecnológica, conhecimento técnico e valorização da agricultura familiar, o evento consolida seu papel como um dos principais pontos de encontro do setor no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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