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Agro

Zoetis alcança receita de US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre e mantém crescimento orgânico de 4%

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Zoetis mantém ritmo de crescimento no terceiro trimestre de 2025

A Zoetis, líder mundial em saúde animal, registrou receita global de US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre de 2025, representando crescimento operacional orgânico de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior — resultado que desconsidera efeitos cambiais e desinvestimentos.

O lucro líquido ajustado da companhia atingiu US$ 754 milhões, com alta orgânica de 9%. De acordo com a CEO Kristin Peck, o desempenho reflete o comprometimento global das equipes e a execução consistente da estratégia de inovação e expansão.

“Registramos crescimento operacional sólido, alinhado às nossas expectativas. Conquistamos marcos importantes em novas aprovações de produtos, ampliações geográficas e inovações para diferentes espécies. Com uma base produtiva eficiente, parcerias fortes e um pipeline robusto, seguimos bem-posicionados para gerar valor sustentável e impulsionar o cuidado com os animais”, destacou a executiva.

Segmento internacional impulsiona resultados globais

O segmento internacional, que inclui o mercado brasileiro, apresentou receita de US$ 1,1 bilhão no trimestre, com crescimento orgânico de 6% frente ao mesmo período de 2024.

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O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho da linha de produtos para animais de companhia, com alta de 4%, e pela unidade de negócios voltada aos animais de produção, que cresceu 8% em termos operacionais.

Entre os destaques estão os produtos Simparic®, Revolution®, Apoquel® e Cytopoint®, voltados aos segmentos de antiparasitários e dermatologia veterinária, além do avanço equilibrado nas principais espécies de produção — bovinos, aves, suínos e peixes.

Desempenho da Zoetis no Brasil

No Brasil, a Zoetis registrou receita de US$ 100 milhões no terceiro trimestre de 2025, com leve retração de 1% em termos operacionais em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Mesmo com o pequeno recuo, o mercado brasileiro segue estratégico para a companhia, que mantém investimentos em inovação e no fortalecimento de suas operações locais.

Perspectivas positivas para o fechamento de 2025

Considerando o desempenho do segundo semestre e o ambiente macroeconômico global, a Zoetis revisou suas projeções para o ano fiscal de 2025.

A expectativa é que a empresa atinja receita entre US$ 9,4 bilhões e US$ 9,475 bilhões, o que representa crescimento operacional orgânico entre 5,5% e 6,5%.

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Segundo a companhia, o resultado deverá ser sustentado pela expansão do portfólio de produtos inovadores, pelo fortalecimento da presença internacional e pela execução disciplinada da estratégia global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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