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Brasil reforça papel estratégico na 48ª Sessão da Comissão do Codex Alimentarius e obtém avanços para o comércio agropecuário

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, de 10 a 14 de novembro, em Roma, da 48ª Sessão da Comissão do Codex Alimentarius (CAC48), encerrada com decisões relevantes para o comércio internacional de alimentos e para o fortalecimento da segurança alimentar. A delegação brasileira foi liderada pelo ex-presidente do Codex, Guilherme Antonio da Costa Júnior, e contou ainda com a participação de Cesar Augusto Vandesteen Júnior e da adida agrícola na Representação do Brasil junto à FAO, Fernanda Vanessa Mascarenhas Magalhães, todos servidores da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Durante o encontro, a CAC48 aprovou novos textos de interesse direto para o setor produtivo. Entre eles, diretrizes para o monitoramento da estabilidade e pureza de materiais de referência de pesticidas, elaboradas pelo Comitê do Codex sobre Resíduos de Pesticidas (CCPR); níveis máximos de contaminação por chumbo em especiarias, cascas e ervas culinárias, alinhados às melhores práticas internacionais; e o padrão internacional para tâmaras frescas, que amplia a segurança jurídica para exportações a mercados em expansão. As decisões contribuem para a harmonização regulatória entre países e favorecem a competitividade dos produtos brasileiros.

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A Comissão também reforçou a prioridade em assegurar financiamento adequado e previsível para o programa de assessoramento científico conjunto FAO/OMS, incluindo o Comitê de Especialistas da FAO/OMS sobre Resíduos de Pesticidas (JMPR). O Brasil defendeu maior celeridade na análise científica necessária à definição dos Limites Máximos de Resíduos (LMRs), etapa fundamental para o acesso e a manutenção de mercados internacionais.

No campo institucional, a CAC48 aprovou a reativação do Comitê do Codex para Leite e Produtos Lácteos (CCMMP), que voltará a atuar por correspondência, com possibilidade de criação de grupos de trabalho eletrônicos. Também foi acordado que a República da Coreia assumirá a função de país anfitrião do Comitê do Codex sobre Frutas e Hortaliças Processadas (CCPFV).

A Comissão adotou ainda a estrutura de monitoramento do Plano Estratégico do Codex 2026–2031, reforçando a transparência e a avaliação contínua do desempenho do trabalho do Codex, com atenção especial às necessidades dos países em desenvolvimento, como o Brasil.

O Mapa reafirma seu compromisso com o fortalecimento do Codex como referência multilateral para normas internacionais de alimentos, apoiando decisões baseadas em ciência, a expansão de mercados para o agro brasileiro, a segurança dos alimentos para consumidores no Brasil e no mundo, e práticas leais no comércio global. A participação brasileira no Codex segue alinhada à missão de promover o desenvolvimento sustentável da agropecuária, com geração de renda, inclusão produtiva e reconhecimento internacional da qualidade dos alimentos produzidos no país.

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Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%

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Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira

A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.

No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.

Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche

Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.

A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.

O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.

Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido

Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.

A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.

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Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.

Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.

Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja

O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.

Entre os diferenciais observados estão:

  • Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
  • Dose única, simplificando o protocolo sanitário
  • Redução de mão de obra e custos operacionais

O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.

Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo

A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.

Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.

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Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.

Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização

O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.

Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.

Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.

Perspectiva para o setor

Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.

A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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