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Brasil realiza primeiro envio de hortifrútis frescos em voo direto para a Ilha do Sal, em Cabo Verde

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Brasil inicia exportação direta de hortifrútis frescos para a Ilha do Sal

Pela primeira vez, o Brasil realizou uma exportação de hortifrútis frescos em voo direto para a Ilha do Sal, um dos destinos turísticos mais procurados do arquipélago de Cabo Verde, localizado próximo à costa noroeste da África.

A operação foi realizada por meio de um cargueiro fretado que partiu no domingo (8) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). O embarque ocorreu após inspeção da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A nova rota logística permite que frutas, legumes, verduras e ervas aromáticas brasileiras cheguem ao destino de forma mais rápida, preservando melhor a qualidade e o frescor dos alimentos.

Nova logística reduz tempo de transporte e melhora conservação

De acordo com a chefe da Vigiagro em Viracopos, Rita Lourenço, o mercado de Cabo Verde já recebia produtos agrícolas brasileiros. No entanto, o transporte ocorria de forma mais complexa, com escalas em aeroportos europeus e posterior envio por via marítima até a Ilha do Sal.

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Segundo ela, a operação direta busca avaliar a viabilidade de ampliar esse modelo logístico no futuro.

“O primeiro embarque incluiu pequenas quantidades de diferentes produtos agrícolas. A ideia é testar para verificar a possibilidade de realizar essa entrega direta com maior frequência”, explicou.

Com o transporte aéreo direto, os produtos chegam ao destino em menos tempo, o que aumenta o período de prateleira e melhora aspectos como conservação, apresentação e durabilidade dos alimentos.

Produtos seguem direto da produção ao destino final

Outro diferencial da operação é que os hortifrútis foram enviados diretamente da origem produtiva até o destino final, sem a necessidade de intermediários logísticos.

Esse modelo reduz o tempo de manuseio e transporte, agregando valor aos alimentos brasileiros e garantindo maior qualidade ao consumidor final.

A expectativa é que os produtos sejam destinados principalmente ao abastecimento de hotéis e resorts da Ilha do Sal, que recebe grande fluxo de turistas internacionais.

Cargueiro transportou cerca de 5 toneladas de alimentos

O primeiro envio contou com aproximadamente 5 toneladas de diferentes hortifrútis brasileiros, incluindo frutas tropicais e produtos frescos mais sensíveis ao transporte.

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Entre os itens embarcados estavam:

  • Manga: 576 kg
  • Figo roxo: 240 kg
  • Pitaya: 36 kg
  • Carambola: 7,2 kg
  • Goiaba: 13,8 kg
  • Mamão: 891 kg
  • Tomate fresco: 18 kg
  • Alface fresca: 6,4 kg
  • Pimentão: 234 kg
  • Mandioca: 108 kg
  • Lima ácida Tahiti: 1.310 kg
  • Abacate avocado: 720 kg
Teste pode abrir novas oportunidades para exportações brasileiras

A iniciativa representa um teste logístico que pode abrir novas oportunidades para a exportação de hortifrútis frescos brasileiros para mercados internacionais que demandam alimentos de alta qualidade e rápida entrega.

Caso o modelo se mostre viável, a expectativa é ampliar a frequência de voos e consolidar uma nova rota de exportação direta entre o Brasil e Cabo Verde.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

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Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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