Brasil
Brasil avança na definição das Metas Voluntárias Nacionais de Neutralidade da Degradação da Terra
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou na última quarta-feira (26/11) o 3º Workshop Nacional das Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN). O encontro, sediado no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em Brasília, consolidou os resultados das etapas anteriores e apresentou as propostas preliminares para combater a perda de terras produtivas e garantir a sustentabilidade de ecossistemas terrestres.
As ações estão alinhadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) 15.3.1 e ao Marco Estratégico 2018-2030 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla inglês).
A oficina reuniu representantes do governo federal, especialistas, organizações da sociedade civil e organismos internacionais para revisar, debater e fortalecer o conjunto de metas LDN que o país apresentará oficialmente até a COP17 da UNCCD, que será realizada em agosto de 2026, na Mongólia. O processo incorporou a transversalidade de gênero, a análise de instrumentos normativos e as trajetórias de degradação e restauração identificadas nos biomas brasileiros.
O diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Alexandre Pires, área responsável pela abertura e pela síntese final dos trabalhos, destacou que o Brasil está avançando com responsabilidade, técnica e participação social na construção de um marco inédito para o uso sustentável da terra. “Estamos consolidando um esforço nacional que integra ciência, política pública e participação social. O Brasil reassume seu papel no combate à degradação e na promoção da restauração socioprodutiva com metas concretas, viáveis e alinhadas às recomendações internacionais”, afirmou.
Segundo Alexandre Pires, as metas representam um instrumento estratégico para orientar investimentos, programas e iniciativas estruturantes. “A Neutralidade da Degradação da Terra não é apenas um compromisso ambiental. É uma agenda econômica, social e climática. Ao proteger e recuperar a terra, fortalecemos a produção de alimentos de base agroecológica, asseguramos água, ampliamos resiliência climática e beneficiamos diretamente os territórios mais vulneráveis”, declarou.
Durante o workshop, facilitadores e especialistas revisaram de forma colaborativa a metodologia, os indicadores globais da UNCCD e a aplicação da regra “One out, All out” (“Um fora, todos fora”, em tradução livre), além de avaliar as escalas territoriais das metas, lacunas de monitoramento e as sinergias com políticas já existentes, como restauração ecológica, agricultura sustentável e adaptação climática. A plenária final abriu espaço para sugestões e ajustes, garantindo ampla participação das instituições presentes.
O processo brasileiro de definição das metas LDN é composto por três etapas iniciais: nivelamento conceitual, construção de cenários e pactuação final das metas. Com a realização do 3º Workshop, o MMA avançou para a fase de consolidação técnica e institucional, que culminará na apresentação do conjunto final de metas voluntárias na COP17.
Para Alexandre Pires, o encontro marcou um momento decisivo da trajetória iniciada em 2023. “O que estamos construindo aqui servirá como referência para a política de uso da terra no país nos próximos anos, sobretudo no Semiárido e na Caatinga. Nossa missão é entregar metas robustas, que reflitam a realidade brasileira, fortaleçam a gestão sustentável do território e contribuam para o enfrentamento da desertificação e da perda de biodiversidade”, concluiu.
O documento com as propostas será analisado pelas áreas técnicas do ministério e pelos órgãos parceiros, antes de seguir para a pactuação final no âmbito federal.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Ministro da Saúde realiza visitas técnicas em Santa Casa de Curitiba e Hospital Angelina Caron, em Campina do Sul (PR)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou, neste sábado (8), visitas técnicas a unidades de saúde no Paraná. Na capital, a agenda incluiu a Santa Casa de Curitiba, que possui 146 anos de trajetória. Em Araçatuba, Campina Grande do Sul (PR), a visita foi no Hospital Angelina Caron, que oferta serviços de alta complexidade, incluindo oncologia e transplantes.
“Estamos em Curitiba para acompanhar de perto investimentos e ações que estão fazendo diferença na vida da população. Na Santa Casa, a parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Curitiba tem permitido ampliar a realização de cirurgias e exames, contribuindo para reduzir o tempo de espera no SUS. Também vamos conhecer novos equipamentos e as novas estruturas de atendimento e diagnóstico. No Hospital Angelina Caron, acompanhamos a chegada de um equipamento moderno de radioterapia, que amplia a capacidade de atendimento aos pacientes que precisam desse tratamento. E, no Pequeno Cotolengo, conhecemos o trabalho de fortalecimento da reabilitação para pessoas com deficiência física e intelectual, além das iniciativas de cuidado com a população idosa”, afirmou o ministro.
Com 367 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Santa Casa de Curitiba é a maior produtora de Oferta de Cuidado Integrado (OCI) e de cirurgias realizadas no âmbito do Agora Tem Especialistas, política permanente instituída pela Lei nº 15.233/2025. Até abril deste ano, 32,8 mil cirurgias foram realizadas pela unidade.
A Santa Casa de Curitiba possui habilitações para diversos serviços de alta complexidade no SUS, incluindo assistência cardiovascular, cirurgia vascular, hemodiálise, cuidados prolongados e atenção especializada às pessoas com obesidade. Também é habilitada para a realização de transplantes de córnea/esclera, rim, coração, tecido musculoesquelético e válvula cardíaca humana. Em 2025, foram realizados 40 transplantes na Santa Casa de Curitiba.
O Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo amplia sua atuação na rede pública de saúde do Paraná com a habilitação como Centro Especializado em Reabilitação II (CER II), nas modalidades de reabilitação física e intelectual. A nova habilitação fortalece a oferta de atendimento especializado para crianças, adolescentes, adultos e idosos, ampliando o acesso a serviços essenciais para a recuperação funcional, a autonomia e a qualidade de vida. Com a ampliação, a capacidade de atendimento anual passa de 9,8 mil para mais de 44 mil atendimentos, incluindo pessoas com deficiência física e intelectual.
O Hospital Angelina Caron oferece atendimento em 30 especialidades e reúne serviços de média e alta complexidade, com assistência em áreas como cardiologia, oncologia, transplantes, hemodiálise e radioterapia. A unidade realiza também exames de imagem, cirurgias, além de atendimentos de urgência e internações em UTI, garantindo cuidado especializado aos pacientes do SUS.
Em 2025, mais de 128 mil pacientes foram atendidos no local, sendo 90% da rede pública. As cirurgias realizadas no hospital no ano passado somam 30,3 mil procedimentos. A população paranaense conta com 16 salas de cirurgias, e desde maio deste ano, com um combo a mais de cirurgia geral.
Santas Casas fortalecem a assistência no SUS
Em 6 de agosto, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorroga até 2030 o prazo para aplicação de recursos do FGTS em operações de crédito destinadas a entidades hospitalares filantrópicas e instituições sem fins lucrativos que prestam serviços de forma complementar ao SUS, por meio do Programa Caixa Hospitais FGTS.
As Santas Casas têm papel estratégico na oferta de serviços para pacientes da rede pública, especialmente em municípios onde são referência para o atendimento da população. Essas instituições contribuem para ampliar o acesso a consultas, exames, internações, cirurgias e procedimentos de média e alta complexidade, além de atuarem em áreas como urgência e emergência, oncologia, cardiologia e terapia intensiva. Também fortalecem a regionalização da assistência ao atender pacientes de municípios vizinhos.
Em 2025, as Santas Casas do Brasil realizaram 1,3 milhões de internações. No atendimento ambulatorial, foram 74,1 milhão de procedimentos. No mesmo período, as instituições filantrópicas responderam por 1,8 milhão das 14,9 milhões de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS.
As entidades sem fins lucrativos também têm participação na rede de transplantes. Entre 2012 e maio de 2026, foram responsáveis por 59,7% dos transplantes realizados pelo SUS, o equivalente a 157,5 mil procedimentos, incluindo transplantes de coração, fígado, pulmão, rim, intestino, córnea e medula óssea.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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