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Brasil

Ministério de Portos e Aeroportos e Serpro apresentam sistema que automatiza fluxo de dados nos terminais portuários do Brasil

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O Ministério de Portos e Aeroportos e o Serpro apresentaram, durante a Intermodal South América 2026, o IntegraPSP, sistema que vai permitir a comunicação direta, segura e em tempo real entre os órgãos competentes e empresas que utilizam o Porto Sem Papel (PSP).

A integração, via interfaces de programação de aplicações (APIs), vai ampliar a segurança ao ser sustentada por mecanismos de autenticação, criptografia de ponta a ponta e controle de acesso. O sistema também conta com auditoria e monitoramento contínuo, que garantem integridade, rastreabilidade e capacidade de acompanhar o histórico das operações.

Atualmente, os operadores portuários precisam alimentar seus sistemas internos e, em seguida, replicar as mesmas informações no Porto sem Papel, por meio de interfaces web, para que sejam disponibilizadas aos órgãos competentes. Esse modelo gera redundância de esforço e aumenta o risco de inconsistências. Com o IntegraPSP, essa troca de dados passa a ser automatizada e segura e os processos se conectam diretamente à nova interface, que envia as informações ao PSP de forma integrada, sem necessidade de redigitação.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destaca que a nova ferramenta dará continuidade aos avanços promovidos pelo Porto Sem Papel na modernização da gestão portuária brasileira. “O programa já representa um marco na digitalização dos processos portuários no Brasil. Com o IntegraPSP, avançamos na fusão entre sistemas, tornando as operações mais ágeis, eficientes e alinhadas às necessidades do setor”, ressalta.

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, a iniciativa é um avanço na modernização do setor portuário brasileiro. “Essa nova interface representa mais um passo significativo nos processos portuários no Brasil. Estamos avançando na integração de sistemas por meio do PSP, reduzindo burocracias e aumentando a eficiência das operações. Essa iniciativa reforça o compromisso do Ministério com a modernização da gestão portuária e com a melhoria do ambiente de negócios no setor”, pontua.

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Segundo o coordenador do Porto Sem Papel do MPor, Carlos Tiego Arruda, o IntegraPSP vem para atuar no gargalo da inserção manual e fragmentada de dados. “O que é um dos principais problemas nas operações do setor, que exigia redigitação entre os sistemas das agências marítimas, operadores e outras empresas do setor e o PSP”, afirma. Além disso, segundo Arruda, esse cenário cria um descompasso entre a operação física e o processamento digital. “Sem uma camada de integração, o fluxo de informação não acompanha o ritmo da logística. O navio muitas vezes está pronto para operar, mas o ‘papel digital’ ainda está em processamento.”

De acordo com Mauricio Paiva, gerente de negócio do Serpro, empresa responsável pelo desenvolvimento da solução, o IntegraPSP foi criado para resolver esses problemas. “Estamos estruturando uma arquitetura baseada em APIs que transforma o PSP em uma camada de serviços integrada ao ecossistema portuário. Os sistemas passam a se comunicar diretamente, eliminando redundâncias e reduzindo a latência operacional, ou seja, o tempo de resposta entre o envio e o processamento dos dados”, destaca Paiva.

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Mais segurança para o setor

A iniciativa está alinhada ao conceito de Janela Única Marítima, que centraliza o envio de informações exigidas por diferentes órgãos em um único fluxo digital, e permite que diferentes atores operem sobre uma base integrada de informações.

Ao estruturar a comunicação entre empresas e governo por meio de APIs, o IntegraPSP substitui sistemas isolados por um modelo interoperável, em que diferentes mecanismos conseguem se comunicar entre si, com mais previsibilidade e consistência. A expectativa é de que o IntegraPSP esteja disponível para contratação a partir de maio de 2026, quando empresas habilitadas no Porto Sem Papel poderão acessar a solução por meio do modelo de comercialização estruturado pelo Serpro.

Porto Sem Papel
O Porto Sem Papel é um sistema de gestão portuária, desenvolvido pelo Serpro para o Ministério de Portos e Aeroportos, que centraliza o envio, o tratamento e o compartilhamento das informações necessárias à estadia de navios nos portos brasileiros. A plataforma integra, em um único ambiente digital, dados de interesse dos agentes de navegação e de órgãos públicos como Receita Federal, Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Marinha do Brasil.

Desenvolvido para reduzir burocracia e otimizar os processos de importação e exportação, o PSP substitui procedimentos dispersos por um fluxo unificado de informações, aumentando a eficiência e a previsibilidade das operações portuárias.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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SUS reforça preparação em todo o país para antecipar riscos e proteger população dos impactos do El Niño

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Em mais uma etapa de preparação do SUS para os eventos climáticos previstos com a chegada do El Niño, o Ministério da Saúde mobilizou, nesta terça-feira (1º), gestores de 26 estados e do Distrito Federal para avançar na construção dos Planos Estaduais de Enfrentamento ao El Niño. Ao longo do dia, técnicos, gestores e apoiadores trabalham simultaneamente nos estados para identificar os principais riscos e necessidades de cada território e definir prioridades e ações para fortalecer a capacidade de resposta dos serviços de saúde.

Este é o segundo encontro nacional realizado neste ano, em formato presencial e virtual. A iniciativa dá continuidade ao trabalho iniciado em junho, quando o Ministério da Saúde promoveu encontros regionais para orientar os estados na avaliação de riscos, construção de cenários e elaboração de planos de contingência. Nesta nova etapa, o trabalho avança para a definição de ações considerando as particularidades e vulnerabilidades de cada território, com atenção especial às populações mais expostas aos impactos dos eventos climáticos.

Os planos vão orientar a organização antecipada das ações necessárias diante de eventos climáticos extremos, contribuindo para garantir a continuidade da assistência e integrar políticas, programas e redes de apoio já existentes nos territórios.

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A mobilização reúne apoiadores institucionais do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde, Rede Conasems-Cosems, Defesa Civil, gestores municipais e outros atores estratégicos envolvidos na preparação e resposta a emergências climáticas. Nos estados, os Coletivos Locais do Ministério da Saúde apoiam essa articulação e facilitam o trabalho das equipes durante as oficinas.

Atuação nos territórios

Os Coletivos Locais são espaços de articulação formados por apoiadores do Ministério da Saúde que atuam nas Superintendências. Eles ajudam a conduzir as equipes estaduais na identificação das principais dificuldades e capacidades de cada território e na definição de ações que possam ser incorporadas aos Planos Estaduais de Enfrentamento ao El Niño.

A atuação dos Coletivos permite organizar o trabalho entre as diferentes áreas e atores envolvidos na resposta aos eventos climáticos, contribuindo para que os planos considerem as características e necessidades de cada estado.

As informações produzidas durante as oficinas serão registradas e sistematizadas em tempo real em ferramenta de uso interno do Ministério da Saúde, que permitirá acompanhar, de forma integrada, os desafios, necessidades e encaminhamentos identificados nos territórios, com possibilidade de consulta por estado e região.

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Mobilização com gestores

A programação começou às 9h e vai até 18h, combinando atividades presenciais nos estados e momentos de integração nacional por videoconferência.

Pela manhã, gestores e apoiadores participaram de uma discussão nacional sobre os desafios para a preparação e a resposta do SUS aos impactos do El Niño. Na sequência, as equipes avançaram na construção dos Planos Estaduais, com a definição de prioridades e encaminhamentos de acordo com as necessidades de cada território.

À tarde, o trabalho segue com oficinas nos estados, com apoio dos Coletivos Locais, para aprofundar a definição de ações e integrar as diferentes frentes de atuação existentes nos territórios.

A programação termina com uma atividade nacional para reunir os encaminhamentos dos estados. As informações consolidadas vão subsidiar um relatório final da mobilização e apoiar a definição dos próximos encaminhamentos do Ministério da Saúde e dos estados.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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