Brasil
Brasil apresenta à OCDE avanços do primeiro Plano Nacional sobre Migração, Refúgio e Apatridia
Atualmente em consulta pública, o I PlaNaMigra reúne medidas voltadas à integração socioeconômica de migrantes e refugiados, ao reconhecimento de qualificações profissionais, à ampliação do acesso ao mercado de trabalho, ao incentivo ao empreendedorismo e ao aprimoramento do uso de dados para a formulação de políticas públicas.
Experiência brasileira em grandes fluxos migratórios
O encontro reuniu representantes de governos e especialistas para debater governança migratória, integração, mobilidade laboral e respostas aos deslocamentos internacionais. Durante a agenda, o Brasil compartilhou experiências reconhecidas internacionalmente no acolhimento, na integração e na proteção de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas.
O governo brasileiro destacou a resposta ao fluxo de pessoas provenientes da Venezuela, especialmente por meio da Operação Acolhida e da aplicação ampliada da definição regional de refugiado prevista na Declaração de Cartagena, que possibilitou mecanismos de reconhecimento mais ágeis e abrangentes para pessoas que fugiram de graves e generalizadas violações de direitos humanos.
Também foi apresentado o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário para nacionais afegãos, recentemente institucionalizado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública e atualmente em fase de expansão.
A iniciativa é considerada referência internacional por combinar proteção humanitária, regularização migratória, documentação, acesso a serviços públicos, integração local e promoção da autonomia.
A delegação contou com a participação do diretor do Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça (Demig), Victor Semple, e da representante da Polícia Federal, a delegada Juliana Teixeira. A equipe se reuniu com o embaixador Sarquis José Buainain Sarquis, representante permanente do Brasil junto à OCDE.
“Os desafios decorrentes dos deslocamentos em larga escala exigem cooperação com diferentes organismos internacionais, e a OCDE reúne grandes países receptores de migrantes e refugiados, como o Brasil”, afirma Victor Semple.

- Foto: Divulgação
Cooperação internacional
A OCDE é um organismo internacional que reúne atualmente 38 países membros, com o objetivo de promover políticas públicas voltadas ao crescimento econômico sustentável, à geração de empregos, à inclusão social e ao aprimoramento da governança pública.
A organização funciona como um importante fórum de cooperação e intercâmbio de experiências, produzindo estudos, indicadores e recomendações em áreas como economia, trabalho, educação, migração, meio ambiente e inovação. O Brasil participa de diversos comitês e iniciativas da OCDE e está em processo de adesão formal à organização.
A participação brasileira reforça o compromisso do MJSP com o fortalecimento da governança migratória, a promoção de vias regulares de migração e a ampliação da cooperação internacional. O intercâmbio de experiências com os países membros da OCDE contribui para o aperfeiçoamento das políticas públicas brasileiras e para o desenvolvimento de sistemas migratórios mais eficientes, inclusivos e resilientes.
Brasil
Paraná abrigará centro de competência em hidrogênio verde
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) será a sede do Centro de Competência em Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, que vai fortalecer a capacidade do Brasil na produção limpa e no uso de fontes renováveis de energia. A unidade fará parte do sistema de Centros de Competência da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O anúncio foi feito nesta terça-feira (30), em Brasília (DF).
O centro articulará universidades, institutos de pesquisa, empresas e laboratórios em torno do desenvolvimento de tecnologias nacionais de fronteira para produção, armazenamento, transporte, segurança e aplicações industriais do hidrogênio de baixa emissão de carbono.
A estrutura também promoverá a formação de profissionais, pesquisadores e lideranças técnicas altamente qualificadas e a transferência de conhecimento para o setor produtivo. A ideia é incorporar competências em empreendedorismo tecnológico, propriedade intelectual e transferência de tecnologia e estimular a criação de startups, spin-offs e novos negócios em hidrogênio
Segundo a ministra Luciana Santos, essa é uma decisão estratégica de investimento em capacidades científicas e tecnológicas para impulsionar a economia de baixo carbono e a competitividade do Brasil nas próximas décadas. “Nosso compromisso é garantir que o País não seja apenas consumidor das tecnologias do futuro, mas também desenvolvedor dessas soluções”, afirmou a chefe da pasta.
De acordo com o presidente da Embrapii, Alvaro Prata, com a unidade, o País vai desenvolver conhecimento, avançar fronteiras e dominar diferentes rotas tecnológicas. “A nossa expectativa é que esse centro possa, de fato, desenvolver competência e dar segurança para o Brasil atuar nessa área”, disse.
Serão investidos na unidade R$ 60 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). As plantas piloto funcionarão como ambientes de inovação aberta, conectando a UFPR, a Embrapii, empresas e startup para testar, integrar, demonstrar e escalar tecnologias, reduzindo riscos e acelerando a maturidade tecnológica de produtos e processos.
O centro se integra à Iniciativa Brasileira do Hidrogênio, estratégia conduzida pelo MCTI e criada para articular e fortalecer as ações em ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo em toda cadeia de valor do hidrogênio. O centro de competência integra o Sistema Brasileiro de Laboratórios de Hidrogênio (SisH2-MCTI).
“Essa convergência amplia a integração entre as capacidades científicas já existentes no País, fortalece a cooperação entre instituições de pesquisa e empresas e acelera a transformação do conhecimento em inovação”, finalizou a ministra Luciana Santos.
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