Brasil
MMA avança na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental com apoio do GEF Áreas Privadas
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) avançou no debate sobre a regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), com o apoio do projeto GEF Áreas Privadas. A iniciativa contribui, de forma participativa, para a construção de diretrizes voltadas à gestão dessa categoria de unidade de conservação.
Como parte desse processo, foi realizada, em março, uma oficina em Brasília (DF), que debateu a consolidação técnica do documento que irá orientar a gestão das APAs em todo o país.
Para o coordenador-geral do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) no Departamento de Áreas Protegidas do MMA, Bernardo Issa, a regulamentação representa um passo fundamental para qualificar a gestão dessas unidades. “As APAs têm uma característica singular: abrangem áreas públicas e privadas, exigindo equilíbrio entre o direito de propriedade e as regras de uso sustentável. Esse é um desafio central, e o apoio do GEF Áreas Privadas tem sido importante para avançar na qualificação da gestão dessas áreas, que cumprem um papel essencial na relação entre sociedade e natureza”, afirmou.
O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, destacou a importância de uma regulamentação que considere as diferentes realidades territoriais. “Temos grandes APAs distribuídas pelo território nacional, cada uma com suas especificidades. É fundamental contar com uma regulamentação que oriente a gestão no dia a dia, considerando temas como ordenamento territorial, recursos hídricos e controle do desmatamento. Estamos avançando com um documento-base que permitirá ampliar o diálogo com outros entes e com a sociedade, fortalecendo essa categoria de unidade de conservação”, destacou.
O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, ressaltou a importância de uma regulamentação que considere as diferentes realidades territoriais. “Temos grandes APAs espalhadas no território, cada uma com sua realidade. É fundamental contar com uma regulamentação que ajude a orientar sua gestão no dia a dia, considerando temas como ordenamento territorial, recursos hídricos e controle do desmatamento. Estamos avançando com um documento base que permitirá ampliar o diálogo com outros entes e com a sociedade, fortalecendo essa categoria de unidade de conservação.”
Coordenado pelo Departamento de Áreas Protegidas da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio/MMA), o processo encontra-se em estágio avançado de consolidação técnica. Ao longo de mais de um ano, foram realizadas entrevistas com gestores e oficinas temáticas, envolvendo ampla articulação com especialistas, sociedade civil e diferentes esferas de governo.
As APAs ocupam cerca de 131,5 milhões de hectares no território nacional, segundo o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC). A regulamentação é considerada essencial para consolidar diretrizes e orientar a gestão dessas áreas de forma mais efetiva, fortalecendo a governança territorial e promovendo a conciliação entre atividades produtivas, conservação da biodiversidade e ocupação humana.
GEF Áreas Privadas e apoio às políticas públicas
No Cerrado e na Mata Atlântica, as APAs de Pouso Alto e da Bacia do Rio São João exemplificam como o projeto incorpora o valor da conservação em áreas privadas. Nessas unidades, são promovidas ações que conciliam proteção da biodiversidade, desenvolvimento local e geração de renda, além de contribuir para a conectividade de habitats e a proteção de espécies ameaçadas.
O projeto também atua no fortalecimento de instrumentos de política pública voltados à conservação em áreas privadas, apoiando a qualificação da gestão territorial e o aprimoramento de marcos regulatórios. Nesse contexto, contribui não apenas para a regulamentação das APAs, mas também para a criação e consolidação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), como estratégias complementares de proteção.
Além disso, o projeto promove a integração de informações estratégicas sobre biodiversidade e uso do solo em ferramentas governamentais, fortalecendo a tomada de decisão e a incorporação do valor da conservação no planejamento territorial. As ações contribuem para ampliar a efetividade das políticas ambientais e impulsionar modelos de desenvolvimento que conciliem produção, conservação e uso sustentável dos recursos naturais.
O Projeto GEF Áreas Privadas – Conservando Biodiversidade em Paisagens Rurais é coordenado tecnicamente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com gestão financeira do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). Na Mata Atlântica, é coexecutado pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) e, no Cerrado, pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), com o objetivo de fortalecer a conservação da biodiversidade, ampliar o manejo sustentável da paisagem e promover a provisão de serviços ecossistêmicos em áreas privadas no Brasil.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
Brasil
Codefat aprova prestação de contas do FAT referente a 2025
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou, nesta quarta-feira (29), em sua 186ª reunião ordinária, a prestação de contas do Fundo relativa ao ano de 2025. O FAT registrou crescimento de 5,1% em suas receitas, que subiram de R$ 113,14 bilhões para R$ 118,96 bilhões no ano. As despesas apresentaram incremento de 8,2% no exercício, passando de R$ 111,23 bilhões para R$ 119,27 bilhões. Com isso, o resultado nominal do Fundo ficou deficitário em R$ 320 milhões no ano.
Tendo como principal fonte de receitas os recursos provenientes da arrecadação do PIS/Pasep, dos R$ 102,95 bilhões arrecadados no ano, o FAT recebeu R$ 84,38 bilhões, em função da desvinculação de R$ 18,57 bilhões repassados pela Secretaria do Tesouro Nacional ao INSS, para custeio de ações previdenciárias. Para complementar a necessidade de fontes de recursos, o FAT registrou, no exercício, R$ 32,25 bilhões em receitas financeiras, com aumento de 22,2% em relação ao exercício anterior.
Do total das despesas do exercício, R$ 59,09 bilhões (45,5%) foram empenhados para o pagamento de benefícios do seguro-desemprego, e R$ 30,90 bilhões (25,9%) foram empenhados para o pagamento de benefícios do abono salarial, que juntos representam um aumento de 10,4% em relação às despesas do exercício de 2024. Outra despesa que impactou o resultado do Fundo foi a rubrica de repasses de recursos para financiamento do desenvolvimento econômico, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no montante de R$ 28,93 bilhões, representando aumento de 2,3% em relação ao ano de 2024.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou da reunião e destacou a importância do FAT como agente de desenvolvimento. “Estamos no meio de um furacão, com guerras e suas consequências que impactam a nossa economia. E estamos sobrevivendo a isso mantendo políticas, como as financiadas pelo FAT, seja no BNDES ou em outras políticas públicas”, avaliou.
Luiz Marinho destacou a manutenção das políticas de pagamento de benefícios e, nesse cenário, o investimento na qualificação, que contribui diretamente para a inclusão e a permanência de trabalhadores no mercado de trabalho. “Estamos fazendo muito com o pouco que temos”, afirmou.
No ativo patrimonial, o FAT registrou acréscimo de 3,3%, passando de R$ 565,7 bilhões em 2024 para R$ 584,1 bilhões em 2025.
-
Esportes4 dias agoInter empata com Botafogo em duelo movimentado no Beira‑Rio
-
Agro5 dias agoPreço do leite sobe em 2026 e pressiona mercado lácteo no Brasil, aponta Cepea
-
Esportes6 dias agoPalmeiras goleia o Jacuipense e encaminha vaga às oitavas da Copa do Brasil
-
Agro5 dias agoPreço do suíno cai no Brasil mesmo com exportações recordes e pressiona margens do produtor
-
Paraná6 dias agoGaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Bandeirantes e Cambará na Operação Fim da Trilha, que investiga possíveis crimes cometidos por policial civil
-
Brasil6 dias agoMinistério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país
-
Política Nacional7 dias agoComissão aprova proibição de pornografia com adultos simulando crianças e adolescentes
-
Política Nacional6 dias agoComissão aprova obrigatoriedade de caixa eletrônico acessível para pessoa com deficiência visual
