Agro
Arroba do boi gordo recua em parte do Brasil com pressão de oferta e mercado atento às exportações
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão negativa sobre os preços da arroba em importantes praças pecuárias do país ao longo desta semana. O movimento é resultado do aumento da oferta de animais terminados e do comportamento mais cauteloso da indústria frigorífica, especialmente em um período de consumo doméstico menos aquecido.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, a tendência de queda, que anteriormente ainda não havia atingido estados como Mato Grosso, começou a ganhar força também na região Centro-Oeste.
O analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, destaca que mercados que sofreram maior pressão de baixa em abril agora demonstram sinais de acomodação. A exceção é Minas Gerais, onde voltou a ocorrer maior volume de negociações abaixo da referência média.
Mercado acompanha cenário internacional das exportações
Além da oferta doméstica, o setor pecuário segue atento às movimentações internacionais envolvendo os principais compradores da carne bovina brasileira.
Entre os fatores monitorados estão a suspensão temporária das tarifas de importação de carnes pelos Estados Unidos, a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países habilitados a exportar proteínas animais a partir de setembro e as salvaguardas impostas pela China.
O mercado também acompanha a limitação da cota chinesa para importação de carne bovina brasileira em 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas, volume que pode ser totalmente preenchido ainda no primeiro semestre.
Arroba registra queda em Goiás e Minas Gerais
Nas principais praças pecuárias do país, os preços da arroba apresentaram estabilidade em alguns estados e recuos em outros.
Em São Paulo, a arroba do boi gordo permaneceu em R$ 350,00 na modalidade a prazo. Já em Goiás, o valor caiu para R$ 330,00, retração de 2,94% frente à semana anterior.
Em Minas Gerais, a arroba recuou para R$ 335,00, baixa de 1,47% no comparativo semanal.
Mato Grosso do Sul manteve estabilidade em R$ 350,00 por arroba, enquanto Mato Grosso permaneceu em R$ 360,00. Em Rondônia, os preços seguiram estáveis em R$ 330,00.
Carne bovina perde competitividade no atacado
No mercado atacadista, a carne bovina também voltou a operar em baixa durante a semana, refletindo a desaceleração do consumo na segunda quinzena do mês.
Segundo Fernando Iglesias, o ambiente de negócios aponta para menor espaço para reajustes no curto prazo, principalmente diante da concorrência mais agressiva das proteínas substitutas, em especial a carne de frango.
O quarto dianteiro bovino foi negociado a R$ 21,50 por quilo, queda de 6,52% frente aos R$ 23,00 registrados anteriormente.
Já o traseiro bovino caiu para R$ 27,50 por quilo, recuo de 1,79% na comparação semanal.
Exportações brasileiras seguem em ritmo forte
Apesar da pressão no mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem apresentando forte desempenho em maio.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 85,883 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada e congelada nos primeiros cinco dias úteis do mês.
A receita obtida chegou a US$ 545,327 milhões, com média diária de US$ 109,065 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.349,60.
Na comparação com maio de 2025, o desempenho mostra crescimento expressivo. O valor médio diário exportado avançou 102%, enquanto o volume médio diário embarcado aumentou 65,5%. Já o preço médio da tonelada teve alta de 22,1%.
O cenário reforça a relevância do mercado externo para a sustentação da pecuária brasileira, mesmo diante da pressão observada no consumo doméstico e no mercado físico da arroba.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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