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Educação

Governo do Brasil anuncia programa para adimplentes dos Fies

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O governo federal anunciou, nesta segunda-feira, 29 de junho, a criação do Fies Empreendedor como parte das ações do Desenrola Adimplentes. O programa é destinado para egressos adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que estão em período de amortização do empréstimo estudantil e busca oferecer crédito para financiar as próximas etapas da trajetória profissional de estudantes recém-formados, com foco em atividades empreendedoras. Por meio da iniciativa, entre 50 mil e 125 mil pessoas terão acesso a uma linha de crédito reembolsável. 

O orçamento previsto para a ação é de até R$ 1 bilhão. A cerimônia de assinatura da Medida Provisória que cria o Desenrola Adimplentes teve a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos ministros da Educação, Leonardo Barchini, e da Fazenda, Dario Durigan. 

Barchini ressaltou que o Fies Empreendedor é um investimento inédito que trará inúmeros ganhos para o país. “Pela primeira vez, estamos auxiliando esses jovens egressos de escola pública, que conseguiram, com muita dificuldade, acessar o ensino superior, se formar e ficar em dia com os pagamentos do Fies. É muito difícil empreender no Brasil, mas com essa nova linha de crédito, vamos conseguir dar oportunidades para que eles possam estabelecer seu negócio e ter igualdade de condições. Daqui a alguns anos, esses jovens poderão dar retornos para o país”, defendeu. 

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal serão os agentes financeiros responsáveis pelo programa, de acordo com as seguintes condições: juros de 11% ao ano; limite de financiamento de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e R$ 80 mil para pessoas físicas; e prazo máximo de 96 meses para pessoas jurídicas e de 60 meses para pessoas físicas. 

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Desenrola Adimplentes – O programa é uma expansão do Novo Desenrola Brasil e foi concebido para reduzir o risco de inadimplência entre cidadãos que estão na informalidade e mantêm as obrigações financeiras em dia, ou possuem dívidas com atraso de até 90 dias, oferecendo condições mais favoráveis para a reorganização financeira e preservação da capacidade de pagamento. Com essa medida, inaugura-se a linha de crédito subsidiado, voltada aos trabalhadores informais e ao público que enfrenta juros elevados e condições desfavoráveis de acesso ao crédito. 

Para estar apto ao programa, o trabalhador não pode ter vínculo CLT, ser servidor público e beneficiário de aposentadoria ou de pensão do INSS. As condições estabelecidas são: taxa máxima de juros de 1,99% ao mês; prazos equivalentes à data remanescente da dívida original; limite de prestação; possibilidade de crédito adicional de até 50% do saldo devedor; e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). 

Nova linha de crédito – Durante o evento, também foi anunciada a linha de crédito consignado privado com garantia do FGTS, voltada ao trabalhador com vínculo formal de emprego. A ação consiste na disponibilização parcial do saldo do FGTS para garantir operações do crédito do trabalhador (crédito consignado privado). Com o uso das garantias, a taxa máxima de juros será limitada a 1,99% ao mês, sendo que as operações contratadas via CTPS poderão ter cobertura do FGTS de até 100% do valor nominal do crédito. Nas contratações feitas em canal próprio, a cobertura poderá ser de até 50%. 

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Desenrola Brasil – Desenvolvido pelo governo federal, a política visa apoiar famílias brasileiras na renegociação de dívidas em atraso. O programa permite a renegociação de débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), contratados até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e dois anos. Os participantes podem obter descontos de até 90%, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento, e possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas. O objetivo é promover a recuperação financeira das famílias e reduzir os índices de inadimplência no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Ministério da Fazenda 

Fonte: Ministério da Educação

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Projeto da Univasf utiliza o esporte para apoiar jovens com TEA

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No meio do Sertão Pernambucano, em Petrolina, um projeto de extensão e pesquisa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) tem transformado a vida de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) que necessitam de suporte nível 1. Há pouco mais de dois anos, de forma gratuita e aberta à comunidade, a iniciativa “Vem para o Jogo” utiliza o esporte para trabalhar não só a coordenação motora e os aspectos físicos dos jovens, mas também o respeito, o trabalho em equipe, o convívio social, o raciocínio lógico e tantas outras habilidades necessárias para o dia a dia. 

“Eu falo com os pais que o esporte é uma simulação da vida, porque ele desenvolve habilidades que serão fundamentais para todos os aspectos da nossa convivência”, explicou o professor responsável pelo projeto, Fernando de Aguiar. “Quando você está em um emprego, por exemplo, você tem um chefe, faz parte de uma equipe e tem um trabalho a cumprir, em que será necessário seguir regras e respeitar todos os envolvidos. O esporte também tem tudo isso e, por isso, nós conseguimos trabalhar várias dessas habilidades essenciais para que os alunos possam se desenvolver da melhor forma”. 

Para as pessoas no espectro autista, que podem necessitar de diferentes níveis de suporte, o esporte surge como uma possibilidade de exercitar habilidades que podem ser afetadas pela neurodivergência, como a capacidade de se expressar, de entender contextos sociais e de superar frustrações. O projeto atua com crianças e adolescentes que se encontram no nível 1 de suporte e que têm boa autonomia para as atividades cotidianas, mas que podem precisar de eventuais apoios para enfrentar desafios sociais e de rotina. 

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De acordo com o professor, como o esporte é uma atividade que exige comunicação, trabalho em equipe e inteligência para superar desafios, o projeto consegue auxiliar os estudantes a driblarem certas dificuldades que teriam em decorrência do TEA. “O que nós vemos com o projeto é que muitas crianças que já estão conosco há mais tempo conseguem antecipar certas situações e auxiliar aquelas que acabaram de entrar sobre as melhores formas de navegar por meio da prática esportiva. Assim, elas conseguem desenvolver uma nova percepção do mundo e do ambiente, com mais controle emocional, autoestima e capacidade de se autorregular”, afirmou. 

Além de desenvolver as atividades físicas, o projeto também fornece aos pais, a cada seis meses, um relatório completo com informações sobre padrões alimentares e de sono, além de dados sobre as habilidades cognitivas, psicológicas, emocionais e motoras dos filhos. Esse material pode ajudar a orientar familiares acerca do atendimento aos estudantes, a fim de se organizarem de acordo com a rotina deles. 

Luana Marques, mãe de um dos alunos, explicou que o projeto mudou completamente a vida do filho. “Logo que ele entrou, os meninos eram maiores do que ele, então eu senti que ele ficou um pouco desconfortável, mas ele disse que queria continuar. Desde então, ele se desenvolveu de uma forma que anos de terapia não teriam ajudado. Ele se sente mais capaz de fazer as atividades, de aprender coisas novas, de interagir com os colegas e de confiar nos amigos. Ele cresceu muito na parte social”, afirmou. 

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Desenvolvimento profissional – Por ser um projeto de pesquisa e extensão, desenvolvido em uma universidade federal, o “Vem para o Jogo” também contribui para o crescimento profissional dos estudantes de graduação. No projeto, que envolve os departamentos de educação física e ciências da computação, os alunos da universidade participam da criação de aplicativos que ajudam a mapear a rotina dos estudantes; da concepção de relatórios sobre comportamentos e preferências; e da avaliação física e psicológica das crianças e adolescentes atendidas.  

Universidades Federais – Para enviar as iniciativas e atividades desenvolvidas em sua instituição, basta responder ao formulário da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Nele, as universidades devem incluir um texto explicativo sobre o projeto e sua relevância para o atendimento público, bem como fotos e vídeos que ajudem a ilustrar as atividades. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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