Agro
AgriZone entra na rota oficial de transporte da COP 30 em Belém
A AgriZone, coordenada pela Embrapa com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi oficialmente incluída na rota de ônibus oficial da COP 30, que será realizada de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). O espaço sediará debates sobre bioeconomia, adaptação climática, restauração de áreas degradadas, agricultura regenerativa, segurança alimentar e financiamento verde.
O ponto nº 64 – Avenida Perimetral x Embrapa passa a integrar o trajeto das linhas exclusivas de ônibus que conectam os principais espaços da conferência, facilitando o acesso de delegações, pesquisadores e visitantes ao local.
“A AgriZone será uma parada obrigatória para todos que desejam discutir a agricultura como parte da solução para a crise climática, em um diálogo técnico e baseado em ciência. Por isso mesmo, as linhas de ônibus oficiais da COP 30 terão uma parada na porta da Unidade da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, que irá abrigar a AgriZone e dezenas de eventos científicos ao longo das duas semanas da conferência”, destacou Bruno Brasil, diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa.
Localizada na Embrapa Amazônia Oriental, a cerca de 1,8 km dos pavilhões oficiais da COP 30, a AgriZone reunirá mais de 40 eventos confirmados, funcionando como uma vitrine de ciência, tecnologia e inovação agropecuária sustentável.
Com a inclusão na rota oficial de transporte da COP 30, a AgriZone reforça sua integração à Blue Zone e à Green Zone, áreas centrais da conferência dedicadas à agricultura sustentável, às mudanças climáticas e à segurança alimentar.
Sistema de transporte da COP30
Com a aproximação da COP 30, delegações e participantes já podem acessar os mapas e informações de mobilidade criados para facilitar o deslocamento até o Parque da Cidade, sede principal da conferência.
Os participantes da Blue Zone contarão com um sistema exclusivo de transporte, composto por 15 linhas de ônibus que operarão 24 horas por dia, entre 1º e 23 de novembro. Ao todo, serão 250 veículos, sendo 40 elétricos e os demais equipados com tecnologia Euro 6, de baixa emissão de poluentes. As rotas conectam hotéis, navios de hospedagem e pontos estratégicos da cidade aos espaços oficiais da COP 30, incluindo a AgriZone. Por razões de segurança e mobilidade, algumas vias terão bloqueios e barreiras de fiscalização.
Informação à imprensa
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Agro
Tarifas dos EUA podem atingir 21% das exportações brasileiras e acendem alerta para indústria e agronegócio
A proposta do governo dos Estados Unidos de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros voltou a elevar a tensão nas relações comerciais entre os dois países. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 21% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão ser impactadas caso a medida seja efetivamente implementada.
A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (2) pelo secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, após a divulgação de uma recomendação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros.
A investigação conduzida pelo governo norte-americano cita supostas práticas comerciais consideradas desleais e aborda temas que vão desde comércio digital até questões relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.
Setores exportadores estão entre os mais expostos
De acordo com o governo brasileiro, os segmentos que poderão sofrer os maiores impactos incluem máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel e papel-cartão, calçados, ferro fundido, além da cadeia de pescados, especialmente peixes e crustáceos.
Embora os produtos agropecuários não estejam entre os principais alvos da nova proposta, representantes do setor acompanham com atenção os desdobramentos da investigação, já que qualquer ampliação das barreiras comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode gerar reflexos sobre fluxos de exportação, investimentos e competitividade.
Os Estados Unidos permanecem como um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente para produtos industrializados, celulose, madeira processada, café, suco de laranja, carnes e itens de maior valor agregado.
Governo aposta no diálogo para evitar sobretaxas
Segundo Márcio Elias Rosa, o governo brasileiro continuará atuando diplomaticamente para impedir a adoção das novas tarifas. Os Estados Unidos têm prazo até 15 de julho para definir eventuais medidas de resposta dentro do processo de investigação comercial aberto contra o Brasil.
“O caminho é o diálogo e a negociação”, tem sido a posição defendida pelo governo federal desde o início das discussões.
Durante a coletiva, Rosa também afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos Pix não integra qualquer negociação com os Estados Unidos.
A declaração ocorre após representantes norte-americanos apontarem o avanço do Pix como um possível fator de concorrência para empresas internacionais do setor de meios de pagamento.
Alckmin critica proposta norte-americana
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a recomendação do USTR como inadequada e reforçou que o Brasil buscará todos os canais diplomáticos para evitar a aplicação das tarifas.
Segundo Alckmin, o histórico das relações comerciais entre os dois países demonstra complementaridade econômica e espaço para cooperação, não para ampliação de barreiras.
Comércio exterior segue no radar do agronegócio
Para o agronegócio brasileiro, a evolução das negociações será acompanhada de perto. O setor responde por parcela significativa da geração de divisas do país e depende de um ambiente comercial estável para manter sua competitividade internacional.
Especialistas destacam que eventuais restrições adicionais ao comércio podem gerar impactos indiretos sobre logística, investimentos, câmbio e confiança dos mercados, fatores que influenciam diretamente a rentabilidade das cadeias produtivas exportadoras.
Nos próximos dias, a expectativa é de intensificação das conversas entre autoridades brasileiras e norte-americanas em busca de uma solução negociada que preserve o fluxo comercial entre as duas maiores economias das Américas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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