Agro
Produção de Café em Mato Grosso Cresce e Atinge Recorde em 2025
A produção de café em Mato Grosso registrou crescimento de 3,8% em 2025, alcançando volume recorde de 278,7 mil sacas, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço representa um acréscimo de aproximadamente 10,3 mil sacas em relação ao ciclo anterior.
A produção no estado é baseada principalmente no café conilon, variedade adaptada a regiões tropicais e de baixa altitude, amplamente utilizada na indústria de cafés solúveis e blends mais intensos.
Expansão de área e clima favorável impulsionam safra
De acordo com a Conab, o aumento da produção é resultado da combinação de fatores como:
- Expansão de 1,9% na área cultivada
- Condições climáticas mais favoráveis
- Maior uso de fertilizantes
Crescente adoção de materiais clonais de alta eficiência
O ciclo produtivo foi concluído entre agosto e setembro de 2024, com a colheita finalizada nas áreas mais tardias.
Entre os municípios que se destacam na produção estão Colniza, Juína, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Cotriguaçu.
Avanço tecnológico fortalece expansão da cafeicultura
Embora a produção ainda seja concentrada na região norte do estado, a cafeicultura mato-grossense apresenta expansão territorial contínua. Esse crescimento está ligado à reestruturação produtiva e ao avanço tecnológico no campo, com destaque para a substituição gradual de genótipos convencionais por cultivares clonais.
Esse processo tem contribuído para o aumento da área produtiva e para a consolidação do parque cafeeiro estadual.
Cultivares clonais elevam produtividade e eficiência
No aspecto produtivo, o uso de lavouras clonais mais novas elevou o potencial de rendimento médio das plantações. Essas cultivares apresentam:
- Maior uniformidade fenológica
- Melhor resposta ao manejo
- Uso mais eficiente da água
Essas características ajudaram a reduzir os impactos da irregularidade das chuvas e do estresse hídrico, garantindo melhor desempenho da safra.
Manejo integrado mantém pragas sob controle
No campo fitossanitário, as principais pragas identificadas ao longo do ciclo foram:
- Cochonilhas (escamas e farinhentas)
- Broca-do-café
- Ácaro-vermelho
Apesar da presença dessas pragas, os níveis se mantiveram controlados por meio de estratégias integradas, incluindo monitoramento frequente, uso de controle biológico, aplicação de produtos seletivos e ajustes no manejo cultural.
Doenças fúngicas exigem monitoramento e prevenção
Também foram registradas doenças fúngicas associadas a condições de estresse e microclima mais fechado, com destaque para:
- Ferrugem
- Cercosporiose
- Antracnose
A adoção de práticas preventivas, como ajuste de densidade de plantio, podas para melhor aeração, nutrição equilibrada e uso criterioso de fungicidas, permitiu manter a severidade dessas doenças em níveis manejáveis.
Perspectiva positiva para o setor no estado
Com o avanço tecnológico, expansão da área cultivada e adoção de práticas mais eficientes, a tendência é de continuidade no crescimento da cafeicultura em Mato Grosso. O estado consolida, assim, sua posição como importante polo emergente na produção de café no Brasil, com foco em produtividade e sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Economia brasileira volta a crescer em 2026, mas inflação elevada e juros altos mantêm desafios para o agronegócio
A economia brasileira voltou a apresentar sinais mais consistentes de recuperação no primeiro trimestre de 2026. Após dois períodos consecutivos de estagnação, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior, resultado impulsionado principalmente pelo avanço do setor de serviços, pela recuperação do consumo das famílias e pelo bom desempenho da agropecuária.
A retomada da atividade econômica ocorre em um ambiente ainda marcado por desafios relevantes, como inflação acima da meta, juros elevados, incertezas fiscais e tensões geopolíticas que continuam influenciando os mercados globais e os custos de produção no campo.
Agropecuária contribui para a retomada econômica
O setor agropecuário manteve papel estratégico no crescimento da economia brasileira. No primeiro trimestre, a atividade avançou 1,8% na comparação anual e 2% em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo aumento da produtividade e pelo clima favorável em importantes regiões produtoras.
O destaque ficou para a soja, cuja produção atingiu novo recorde histórico, favorecida pela expansão da área cultivada e pelo bom desempenho das lavouras. Em contrapartida, culturas como milho e arroz apresentaram redução nas projeções de produção e produtividade, refletindo desafios específicos em algumas regiões do país.
A força do agronegócio continua sustentando exportações, geração de renda e fluxo cambial, fatores fundamentais para o equilíbrio da economia nacional.
Consumo das famílias ganha força
Outro fator que contribuiu para o crescimento do PIB foi a recuperação do consumo das famílias, que avançou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado reflete a combinação entre mercado de trabalho ainda aquecido, aumento da renda real dos trabalhadores e programas de estímulo ao consumo implementados pelo governo federal.
Apesar disso, economistas avaliam que o ritmo de expansão pode perder intensidade ao longo do segundo semestre diante dos efeitos dos juros elevados sobre crédito, investimentos e atividade econômica.
Inflação segue acima da meta e preocupa mercado
Se por um lado a economia voltou a crescer, por outro a inflação continua sendo um dos principais desafios para o país.
O IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, acumulando avanço de 4,6% nos últimos 12 meses, patamar acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
Os principais responsáveis pela pressão inflacionária foram os alimentos e a energia elétrica. Entre os produtos que mais subiram estão batata, tomate, carnes e leite longa vida, itens diretamente ligados ao consumo das famílias e ao setor agropecuário.
Além disso, os riscos associados ao mercado internacional de energia e fertilizantes permanecem no radar. Um eventual agravamento das tensões no Oriente Médio pode elevar os custos de produção agrícola e pressionar ainda mais os preços dos alimentos.
Mercado de trabalho mostra desaceleração gradual
O mercado de trabalho continua apresentando indicadores positivos, mas já dá sinais de desaceleração.
Em abril, o saldo de empregos formais ficou em 85,9 mil vagas, número significativamente inferior às expectativas do mercado. Ainda assim, a taxa de desemprego caiu para 5,8%, a menor já registrada para o mês desde o início da série histórica.
A renda média do trabalhador alcançou novo recorde, chegando a R$ 3.732 mensais, contribuindo para a sustentação do consumo interno.
Exportações seguem fortalecidas
O setor externo continua sendo um dos pilares da economia brasileira em 2026.
As exportações cresceram impulsionadas principalmente pelas commodities, com destaque para petróleo, alimentos e produtos ligados ao agronegócio. O saldo comercial robusto ajudou a reduzir o déficit em transações correntes e reforçou a entrada de divisas no país.
O Investimento Estrangeiro Direto também segue em patamar elevado, demonstrando que o Brasil continua atraindo recursos internacionais mesmo em um cenário global marcado por incertezas.
Dólar pode voltar a subir até o fim do ano
Apesar da valorização recente do real, analistas avaliam que o dólar pode voltar a ganhar força nos próximos meses.
A expectativa é que a moeda norte-americana encerre 2026 próxima de R$ 5,35, influenciada pela redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, pelo ambiente eleitoral doméstico e pelas incertezas fiscais.
Para o agronegócio, um dólar mais elevado tende a favorecer a competitividade das exportações, mas também aumenta os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos e combustíveis.
Perspectivas para o restante de 2026
As projeções apontam crescimento econômico de 1,8% em 2026 e aceleração para 2,4% em 2027. No entanto, a trajetória dependerá da evolução da inflação, da política monetária, do cenário fiscal e dos desdobramentos geopolíticos internacionais.
Para o agronegócio, o cenário continua misto: de um lado, a demanda global por alimentos e a força das exportações sustentam oportunidades; de outro, os custos de produção, a volatilidade cambial e os riscos climáticos seguem exigindo atenção redobrada dos produtores e investidores do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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